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Leite: primeira queda no volume anual em 23 anos

postado em 17/03/2016

5 comentários
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O IBGE divulgou nesta quinta-feira (17/03) os dados referentes à captação formal de leite no último trimestre de 2015. No trimestre, foram adquiridos cerca de 6,3 bilhões de litros, queda de -3,9% em relação ao mesmo período de 2014.

No ano, a captação de leite pela indústria totalizou 24 bilhões de litros, uma queda de -2,8% sobre 2014.

Gráfico 1 – Captação formal de leite.


Fonte: IBGE

Anteriormente, havíamos publicado aqui no MilkPoint, uma projeção de queda na captação de leite de -2,6%, elaborada através de um modelo de previsão que correlaciona a RMCR (Receita Menos Custo de Ração) e a captação. O gráfico 2 abaixo apresenta a comparação entre essas variáveis.

Gráfico 2 – Variação anual RMCR* x Variação anual captação de leite.


*Os dados de RMCR apresentam duas defasagens, de modo a ajustar a correlação entre as curvas. Fonte: MilkPoint Inteligência

Na série histórica de captação de leite do IBGE, que se inicia em 1997, nunca houve uma queda anual na captação. Se analisarmos a produção de leite total, divulgada na Pesquisa Pecuária Municipal que possui uma série histórica maior, a última queda anual havia sido em 1993.

Em todas as regiões do país, houve queda na captação de leite em 2015, embora a intensidade da queda tenha apresentado diferenças expressivas entre as regiões: no Norte (-13,9%), Nordeste (-5,5%) e Centro-Oeste (-8,8%) as quedas foram mais intensas. Enquanto no Sul (-0,9%) e Sudeste (-0,8%), apresentaram reduções bem menores no volume captado de leite pela indústria, como pode ser visto no gráfico 3 baixo.

Gráfico 3 – Variação da captação de leite por região – 2015 x 2014 (em %).

Fonte: IBGE

Entre os principais estados na captação de leite, Minas Gerais continuou com o maior volume de leite captado (6,4 bilhões de litros; -2,3% x 2014), seguido pelo Rio Grande do Sul (3,5 bilhões de litros; +1,6%), Paraná (2,8 bilhões de litros; -4,6%), São Paulo (2,6 bilhões de litros; +3,4%), Goiás (2,4 bilhões de litros; -8,8%) e Santa Catarina (2,3 bilhões de litros; +0,2%). Devido à intensidade da queda em Goiás, o estado perdeu o posto de 4º maior estado em captação de leite para São Paulo. Importante ressaltar que a captação de leite refere-se ao local em que o leite é processado; portanto, há volumes que podem ser produzidos em um estado e serem contabilizados como captação em outro.

Gráfico 4
– Variação da captação de leite por estado – 2015 x 2014 (em %).

Fonte: IBGE

A queda na captação não foi compensada por um aumento expressivo nas importações. Ao estimarmos o consumo anual per capita aparente, índice que considera a produção total (no caso, estimamos a produção total (captação formal + informal, através da variação na captação formal de 2015), importações e exportações, os números mostram que o consumo anual per capita aparente apresentou uma queda de -2,7%, refletindo a crise econômica do país, como mostra o gráfico 4.

Gráfico 5
– Evolução do consumo anual per capita.

Fonte: IBGE

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Comentários

José Donizete Diniz de Oliveira

OUTRA - OUTRO - Produção de leite
postado em 18/03/2016

A vida de um produtor de leite é muito triste, principalmente porque muitas vezes ele investe três anos de seu trabalho na criação de uma novilha, e quando ela está para começar a produzir acontece algum imprevisto, e ele precisa descartar este animal. Aconteceu isso comigo hoje aqui no Sítio. O trabalho duro de mais de doze horas por dia, muita vezes não gera a recompensa que a você espera, e este é o principal fator que pode estar fazendo muito gente desistir da atividade e causando esta queda, que ainda não reverte no aumento real do preço pago ao produtor.

joao hilton g santana

OUTRA - OUTRO - Produção de leite
postado em 19/03/2016

Bom dia , já era de se esperar , pois tem muitos produtores vendendo suas  matrizes para abate, com o preço, de  produção maior que o recebido pelas industrias de laticínios, vamos aguardar o panorama futuro. obrigado . hilton produtor ms.

Luiz Flávio L.

Coromandel - Minas Gerais - Estudante
postado em 21/03/2016

Diferentemente da carne que se tornou um elemento essencial na mesa dos brasileiros, o leite no entanto não adquiriu esse status será porque? por falta de políticas públicas? Por falta de união de quem produz? Onde está o erro?
Acredito no leite, acredito nesse negócio apesar de todos aspectos que me contrariam, temos que encontrar as respostas para essas questões simples e assim, conseguir a competitividade desejada frente aos demais setores do agro.

Cláudio Cunha

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 21/03/2016

Infelizmente existe participação da política pública também na agricultura brasileira. Digo "infelizmente" porque quando se fala de "política pública" em nosso País, em verdade se está dizendo "política agrupada". Pessoas da Embrapa e outras empresas lutam para melhorar a condição de vida do agricultor e pecuarista brasileiro através de pesquisas, estudos e programas instrutivos e orientadores. O MAPA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento também tem pessoas que se entregam ao melhoramento de todos os profissionais da zona rural. Porém, acima destes órgãos públicos existem "grupos" que agem com "política individual" ou "política agrupada" e não "política pública". Se no meio político brasileiro tivéssemos "um" filho de "político conhecido nacionalmente" que trabalhasse com "leite" e não com "pecuária de corte", tenham a certeza de que o preço do leite teria aumentado e muito e o preço da carne estaria apenas a poucos centímetros acima do solo. Seria outra injustiça e, neste exemplo, contra a pecuária de corte. É importante que o preço de cada setor seja justo para cada produtor conforme os custos e não conforme os interesses particulares "políticos" que beneficiam "alguns poucos" que desejam crescer rapidamente sem mesmo botar os pés na roça. Que bom que os pecuaristas de corte tiveram oportunidades de crescimento neste embalado aumento do preço da carne e que foi gerado não pelos pecuaristas de corte, mas por interesse de "um" pequeno grupo "emergente". Será bom e conveniente agora os preços pagos aos pecuaristas de leite serem mais justos. Sem politicagem e sem ganância, mas com "ciência" de que o leite também é alimento, gera milhões de empregos e, se faltar, muitas empresas urbanas entrarão em falência. Não percam suas esperanças pecuaristas leiteiros. Vamos torcer para melhorias no cenário político brasileiro que está agitado e descaradamente sendo mostrada a realidade de quem pede voto para os pobres, pede dinheiro para os ricos e mente para ambos. Esta fase nos faz refletir sobre "programas políticos" que não saem do papel e "programas sábios" que fazem a agricultura e pecuária realmente serem compensadas pelo esforço de quem produz o "pão nosso de cada dia". Inclusive o pão "deles" que só pensam em "venha a nós o Vosso Reino". Indiferentemente de partido político, as verdades estão começando a aparecer e reflitamos sobre "tudo e todos" para que daqui por diante nós tenhamos consciência de que "quem trabalha no campo é que sabe o custo de cada momento no campo" e "quem discursa em palanques" sabe apenas beber, comer e gastar em benefício próprio. "Se a cidade acabar, a roça vive; se a roça acabar, a cidade morre". Parabéns a todos os produtores rurais e um grande abraço. Não desanimem. Parabéns à equipe MilkPoint pelos trabalhos, divulgações, orientações, colaborações.

GLACY ZAMBOM

Porto Alegre - Rio Grande do Sul - OUTRA
postado em 23/06/2016


    Concordo com Claudio Cunha. Sou apenas uma consumidora que aprecia e sabe o valor do leite , principalmente para as crianças ,para os idosos  sem mencionar a fabricação dos derivados do leite e os demais produtos que sua fabricação se utilizam do leite.

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