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Indústria de lácteos do México busca crescimento

postado em 30/10/2014

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A produção e o consumo de lácteos do México crescerão em 2015, com um maior foco na produção doméstica forçando os exportadores dos Estados Unidos a mudar o foco, de acordo com o relatório anual sobre o setor de lácteos do país feito pelo Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O setor de lácteos mexicano novamente aumentará a produção em 2015, com a produção anual devendo ser de 11,71 milhões de toneladas, levemente a mais que em 2014. O aumento é baseado nas expectativas para preços relativamente baixos de alimentos animais e forragens, recuperação do rebanho doméstico, contínua implementação de melhores práticas de produção entre produtores verticalmente integrados e melhoramento genético de vacas leiteiras com melhor rendimento. A disponibilidade de grãos a preços atrativos, disponibilidade de água para uso em estabelecimentos de confinamento e a disponibilidade de pastagens permitiram que os produtores novamente considerassem a expansão da produção.

Em 2014, a Liconsa, empresa estatal que industrializa leite de alta qualidade e distribui o produto a preço subsidiado em apoio à nutrição de milhões de mexicanos, dando suporte a produtores e consumidores do México, intensificou seu programa para obter mais produtos domesticamente, aumentando o preço pago aos produtores e contribuindo para maiores níveis de produção.

Atualmente, a produção de leite no México ocorre em dois cenários, de acordo com o relatório. As áreas do norte e central possuem principalmente tecnologia moderna e produtores integrados, enquanto na região sul do México, a produção de leite é baseada em pastagens. Ambos continuarão se beneficiando dos reservatórios recuperados de água e lençóis freáticos em importantes áreas produtoras.

A indústria prevê um consumo sustentado de produtos com valor agregado para consumidores de rendimento médio e alto. Leite, queijos e a maioria dos produtos lácteos consumidos continuarão aumentando, mas as expectativas para o consumo de leite em pó integral – e subsequente importações – são de declínio.

Alinhado com o crescimento da produção, o consumo total de leite fluido previsto para 2015 (uso doméstico e industrial) é de 11,74 milhões de toneladas, também levemente a mais que em 2014.

Os contatos da indústria indicam que o consumo total de leite fluido envolve leite fresco e leite ultra high temperature (UHT). O norte do México consome principalmente leite fresco, semelhante ao padrão dos Estados Unidos, enquanto o leite UHT é mais amplamente consumido na região central do país. Dada a falta de meios apropriados de manter o leite fluido possível de ser consumido, os consumidores no sul do México preferem o consumo de leite em pó e leite UHT, colocando o consumo de leite fresco em cheque.

O leite fresco pasteurizado é responsável por cerca de 56% das saídas de leite fluido, enquanto 44% é leite UHT. Devido aos custos de energia/refrigeração, muitos estabelecimentos varejistas não têm grandes espaços para leite fluido, mantendo ofertas baias e recebendo lotes várias vezes por semana.

Outros destaques contidos no relatório foram:

- Reforma fiscal que taxou produtos com altas calorias (incluído sorvete e leite condensado) pode afetar alguns produtos lácteos, domésticos e importados.

- Lala e Alpura, as duas maiores produtoras de leite fluido e produtos lácteos, estão competindo para lançar produtos mais inovadores, com mais segmentação específica para ganhar participação de mercado.

- A indústria de lácteos do México continua respondendo à maior demanda por produtos especializados, como produtos de leite fluido sem lactose, rico em cálcio e até com teor reduzido de gordura. Consequentemente, os produtos lácteos especializados continuam ganhando participação no mercado doméstico e maiores volumes de leite fluido estão sendo direcionados ao processamento.

- Os consumidores estão mais conscientes sobre o que compram e comem e estão dispostos a pagar mais pela melhor qualidade dos produtos lácteos. Em 2014, iogurte e leite sem lactose foram as duas categorias de mais rápido crescimento. Os consumidores estão mudando para outros produtos lácteos preparados e processados, como probióticos e iogurtes de beber. O leite com sabor e o iogurte grego estão ganhando participação entre o setor de rendimento médio e alto.

- Os queijos processados cremosos tiveram o crescimento mais rápido em 2013, com 18% em termos de volume varejista; o mais popular sendo o cream cheese. Queijos macios continuam sendo o tipo mais popular de queijo do México.

- As importações de queijos em 2015 deverão se manter estáveis, à medida que a disponibilidade de leite permitirá uma maior produção doméstica e um substituto para as importações adicionais.

- Os Estados Unidos continuam sendo o fornecedor dominante dos produtos lácteos ao mercado mexicano, capturando 75% de participação de mercado representando um volume de cerca de 480.000 toneladas. Em 2013, os produtos lácteos dos Estados Unidos exportados ao México com maior crescimento foram: queijos (+35%), proteína do soro do leite (+21%), iogurte (+81%), manteiga (+78%), leite evaporado (+13%) e sorvete (+3%).

- Os processadores mexicanos de queijos estão querendo expandir para os mercados externos, apoiados pela maior produção de leite fluido.

A reportagem é do www.dairyherd.com, traduzida pela Equipe MilkPoint Brasil.
 

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