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Fonterra planeja fazenda leiteira piloto no Brasil
A intenção é desenvolver uma fazenda piloto a fim de estabelecer, avaliar e refinar um sistema pastoral de produção adequado para esta região do Brasil, assim como em outras regiões similares. O Presidente mundial da Fonterra (CEO), Sr. Andrew Ferrier mencionou que esse investimento será o primeiro passo para o desenvolvimento e consequente abastecimento de leite de alta qualidade no Brasil. Ele destacou que "a Fonterra já investe, através da DPA (Dairy Partners Americas) na assistência e melhoria da eficiência de produção leiteira no Brasil e destacou que este projeto permitirá desenvolver e testar o melhor modelo produtivo de leite adequado às condições brasileiras".
"Os produtores de leite neozeolandeses estão entre os mais eficientes do mundo e fazem uso extensivo das últimas gerações tecnológicas em suas fazendas. Com este projeto, estaremos em condições de trazer ao Brasil um conhecimento produtivo que foi aperfeiçoado por mais de 100 anos. Tudo isso, será combinado com as abundantes riquezas naturais do Brasil e com a própria experiência brasileira na produção leiteira sob clima tropical. Isso será positivo para toda indústria láctea do Brasil".
Ferrier finalizou dizendo que a crescente e próspera população brasileira esta consumindo cada vez mais produtos lácteos e que a proposta da localidade da propriedade oferece um bom acesso a água. "A qualidade do solo, temperatura e condições climáticas permitirão uma produção de leite ao longo de todos os meses do ano".
A unidade será gerenciada seguindo os mesmos princípios que a Fonterra utiliza. Se a fazenda piloto for bem sucedida, a Fonterra pretende desenvolver mais unidades produtivas no Brasil.
As informações são da Fonterra, adaptadas pela Equipe MilkPoint.
Comentários:
Goiânia - Goiás - Assessoria de imprensa
postado em 12/05/2011
Que a Fonterra seja bem vinda.Trará, sem dúvida novas tecnologias, principalmente aquelas ligadas à produção de leite a pasto,tão esquecida no Brasil.
Acredito que seja a maneira mais econômica de se produzir leite.Além disso,sabemos que a Nova Zelândia possui cruzamentos de raças leiteiras de menor porte e mais adaptadas às condições de pastos.
Acho ainda que,quem quiser continuar na atividade leiteira,terá que olhar muito para esse ângulo de se produzir leite a pasto.Tratar de vaca no cocho,com as rações subindo de preço a cada dia,enquanto o leite continua com preço estável não vai dar.
Atenciosamente,
Fernando Melgaço.
Rio Bonito - Rio de Janeiro - Instituições Governamentais - MAPA
postado em 12/05/2011
Projeto interessante e importante sob ponto de vista experimental, que unindo tecnologia com experiência, obtenha êxito como já comprovado externamente.
Espero e torço, para que ao adaptar às nossas condições climáticas, manejo e principalmente culturais, consiga vencer certos preconceitos persistentes e danosos ao desenvolvimento, alcançando produtividade com qualidade e sustentabilidade.
Manhuaçu - Minas Gerais - VENDAS DE ORDENHADEIRA MECANICA
postado em 12/05/2011
Muito bom estas informaçôes que publicam, gosto muito.
Bom Despacho - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 13/05/2011
A Fonterra não vai trazer nenhuma tecnologia que o Brasil não possui, pasto irrigado nós já temos a muitos anos, basta ver o Programa Pasto Verde no Ceará, está funcionando desde o ano 2000. Quanto a genética, já temos semen de touros neozelandeses disponiveis no mercado mercado a alguns anos,só não usa quem não quer. Mas para que genética neozelandesa quando se tem o Girolando? O nosso problema é acreditar que "santo de casa não faz milagre".
Areia - Paraiba - Produção de leite (de vaca)
postado em 13/05/2011
Pessoal,
Muito boa notícia os Neozelandezes exaltarem aquilo que temos de melhor e não valorizamos, ou seja, o nosso país. Aos nó cegos aconcelho: depois não venham querer barrar a entrada de estrangeiros, querendo leis que impeçam a compra de terras.
Quem tiver pelo menos um neurônio funcionando direito na cabeça saberá que estamos em cima de um diamante bruto, que precisa somente ser lapidado, e que quem está fora está vendo isso e usará nossa riqueza.
Mas enquanto nossa produção for composta por aqueles que usam vastidões de terras, oferecem bagaço de cana ou silagem podre aos seus animais por que são imcopetentes de fazer volumosos de boa qualidade, aqueles que sequer se precupam com mineral, sombra e agua limpa para o gado, estaremos a mercê daqueles que usarão com respeito o nosso solo e nossos animais.
Fico triste porque a riqueza gerada sairá do país, mas fico feliz que realmente estamos em cima do celeiro do mundo e esse é nosso reconhecimento mundial. Abram os olhos, profissionalizem-se, contratem técnicos de qualidade, e usem eficientemente seus solos e seus animais, pois temos tecnologia suficiente, pessoal suficiente, e condições suficientes de pormos a Nova Zelândia debaixo de nossos chinelos e exportamos tecnologias para eles inclusive.
Não se enganem, que essa desculpinha de que "Com este projeto, estaremos em condições de trazer ao Brasil um conhecimento produtivo que foi aperfeiçoado por mais de 100 anos", que essa compra é para produzir aqui o que eles nao conseguem lá. Nós conseguimos uma lotação média anual que eles morrerão e nunca conseguirão, eles podem ter o melhores animais do mundo, mas a lotação é nossa! Nós conseguimos tirar muito mais leite/hectare/ano com nossas vaquinhas comuns do que eles.
Abraço
Ituiutaba - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 15/05/2011
Espero que com este projeto, sujam pesquisas que melhorem a produtividade de nossas gramíneas no período de seca, pois mesmo com irrigação as gramineas tropicais tem baixa produtividade neste período.
Belo Horizonte - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 16/05/2011
só vejo um meio deles quererem provar que o leite pode ter custo baixo de produção mascarando custos, pois são eles os maiores compradores do nosso leite tecnologia pra produção de leite nos trópicos ja temos ou pelo ou menos sabemos que existem algumas as quais por vários motivos o produtor brasileiro não tem como comprar.Brasil não é nova zelândia onde a produção de leite é sazional e com pastagens de alfafa altamente degradavél,aqui o sistema é diferente quero ver holandês caminhando no calor do centro oeste atras de capins tropicais com alto ter de fibra.Cuidado esse é só o começo da invasão estrangeira,mas não os cupem e sim a nós que não temos competência de ser eficiênte.
Luziânia - Goiás - Médico Veterinário
postado em 17/05/2011
O grupo Fonterra não escolheu por acaso essa área, região de enorme potencial hídrico em épocas secas e clima agradável durante a maior parte do ano. A região possui outras grandes leiterias e tem tudo para se tornar uma forte bacia leiteira no Centro Oeste brasileiro.
Quedas do Iguaçu - Paraná - Produção de leite (de vaca)
postado em 18/05/2011
Dizer que falta tecnologia no Brasil para se elevar a produção é como dizer que o Brasil não tem terras para serem cultivadas.
A fonterra vem aqui pra testar a tecnologia brasileira, não para implantar a deles, que nada tem a ver com o clima brasileiro.
O que eles trazem pra ca nada mais é do que competencia para administrar uma propriedade. Para controlar custos, manejar animais corretamente, e ganhar muito dinheiro com o que temos de melhor: clima tropical, agua e terras a preço de banana na mercearia.
Basta analizarmos a Fazenda Leitissimo, no oeste da Bahia. Tecnologia? Tifton 85 ferti-irrigado, vacas brasileiras mestiças inseminadas com touros Jersey e Jersolando, pastejo em faixa, funcionarios ganhando R$ 700,00 por mes... Isso é tecnologia??? Isso se ve em qualquer lugar do Brasil.
Então o que eles realmente querem? Olha pra embalagem do leite que eles estão envasando nesta fazenda. Leite de qualidade, com valor agregado, competindo com as empresas brasileiras no mercado nacional, em acensao, e muito em breve uma ponte mais proxima do que a Asia, pra colocar seus produtos nos mercados importadores internacionais.
O que falta então para o produtor brasileiro crescer e ganhar dinheiro nesta atividade?
Falta sair da comodidade. Não é que produtor brsileiro seja preguissoso, longe disso. Digo no sentido de começar a anotar custos e receitas, acompanhar os dados zootecnicos da sua propriedade, e melhora-los continuamente para que seus animais produzam mais, e rendam mais. Usar as tecnologias hoje disponibilizadas pelas instituiçoes de pesquisa e extensão. Visitar propriedades que ganham dinheiro com a atividade e descobrir como isso acontece. E principalmente parar de reclamar da vida e olhar pra dentro das suas porteiras.
Ou não façam nada, num futuro muito em breve serão mais um a engrossar o numero de produtores que deixaram a atividade por não poderem competir com custos mais elevados e atividades mais rentaveis.
Rialma - Goiás - Revenda/ distribuição de produtos para a produção
postado em 22/05/2011
Adir, boa noite!
Somos praticamente visinhos! Sou de Campina Verde - MG e já estou em Goiás a quase vinte anos!!
Concordo plenamente com seu posicionamento!
Quero lembrar que a maioria dos técnicos estão preocupados com a produção por vaca fartando ruminantes com alimentos nobres farelos, milho, etc...
Outro fato é que os técnicos que estão preocupados com custo de produção não serão suficientes, pois, atendem no máximo 10, 20 fazendas?
Sr. Creig Bell da Fazenda Leitíssimo foi enfático que o sistema de produção no Brasil não suporta queda de preços.( Vejamos o que acontecerá em breve com as iportações e o leite da região Sul).
E como você disse aquele neurônio não tem ajudado nem técnicos, nem líderes de produtores de leite e nem governo a acordarem.
Não temos no Brasil um modelo de produção que possa ser massificado.
Por exemplo as estações de monta da Nova Zelândia que adaptaram bem na leite verde.
Poucos falam que a eficiência da mão de obra brasileitra é medíocre.
Mas por aqui o costume e fechar a janela depois que se é roubado.
Esperamos que lideranças, pesquisadores, governo, procurem dar uma luz aos produtores, caso contrário irão definhar aos poucos.
Outro setor que deveria estar atento é a Indústria Láctea.
Vão construir fazendas com grandes produções e colocar o leite no mercado consumidor.
Além do produtor Brasileiro as indústrias perderão espaço nas gôndolas.
Vamos todos refletir que é necessário os produtores trabalharem com custos menores independente do sistema utilizado
A Nova Zelândia já é realidade entre nós, o que precisamos é criar condições de sobreviver com o custo de produção deles.
Att.
Laércio Marques
Ceres - Goiás - Consultoria/extensão
postado em 26/05/2011
Srs...,
A chegada da Fonterra produtora de leite é um fato novo e também com algumas interrogações.
O que acontecerá se o piloto der certo?
Se for para maquiar os custos e fazer propaganda de leite barato, como disse o Ronaldo gontijo, Teremos um fim em si mesmo.
Mas se realmente for viavel!
Qual o limite de multiplicação a partir do piloto?
Nessa imensidão de terras que temos no Brasil (como disse O thiago), a preços de banana. Pode ser vertiginoso o crescimento- O balde pode encher.
Os comentários nos dão essa mesma visão de dúvidas.
Que genetica será adotada?
O kiwi-cross citado pelo Fernando ou girolando pelo Ronaldo ou diversas outras que em cada canto do Brasil é defendida ou esculachada de parte a parte.
No campo (nas fazendas leiteiras) é a mesma coisa, genetica é igual a religião ou time do coração, cada um defende ou ataca a outra parte. Mas futebol é paixão e religião é fé, mas a atividade leiteira seria o que? Negocio, sustento, diversão, dogmas, outra vida etc. No futebol há uma desputa, ao final um vence e outro perde e se repete tudo novamente a cada ciclo. As religiões detém suas verdades, que nem sempre são as mesmas das outras, mas o que geralmente importa é o porvir.
Mas por que tantos dogmas, preconceitos e tendencias em massificar sistemas de produção de leite no Brasil? Veja o exemplo dos 1000 comentários sobre confinamento e pasto do milkpoit. E assim em todas as areas ligadas a produção de leite (genética, alimento, recria, gestão de custos, sanitário e etc).
Por que o setor primario das cadeias de milho e soja; açucar; frangos suinos, tem seus processos, sistemas, genetica e etc padronizados. Diga se de passagem-São lucrativos e garndes exportadores para todo mundo.
Não deveriamos discutir projetos com foco no poder, mas sim discutir com foco no cliente. E penso eu que o pacote Neozelandes está focado no cliente (custo e qualidade).
Pode ser que este mosaico(atividade leiteira) seja fruto da atividade, da extensão do pais, da diversidade do clima e da cultura. Mas como culpar o produtor, se em varios pontos os técnicos não se entendem, as instituições de pesaquisas também não, as lideranças e formadores de opinião geralmente não estão focados no cliente.
O piloto da nova Zelândia dirá isso a nós.
Ceres - Goiás - Consultoria/extensão
postado em 27/05/2011
Bom dia Srs...,
Na década de 70, na região de Rio Verde-Go (hoje Montividiu), desembarcaram varias famílias de norte americanos de religião Menon ita, com suas camisas xadrez e barba longa e ruiva, apesar do jeito recolhido e avesso ao contato com os nativos. Isso não assustava tanto quanto o local que escolheram para se instalar, uma região extremamente desvalorizada, chamada de chapadão, onde ex-proprietario utilizava estes campos somente em alguns períodos do ano, na chamada brota (brotação do pasto), como alimento do rebanho de gado zebu. Eram 5.000 alqueires (em torno de 25.000 há). Vieram cultivar soja- isso mesmo! Soja. Lançaram mão de tecnologias disponíveis na antiga Acar (hoje emater) e definiram um modelo de produção que vem evoluindo sistematicamente desde então. Só para lembrar- O FDA havia divulgado um relatório alguns anos antes da chegada deste povo, que as áreas de chapadão eram improdutivas.
Bem! Hoje é uma das regiões mais produtivas, valorizadas e conhecidas do mundo agrícola. Os norte americanos continuam lá, os gaúchos, paranaenses, paulistas, japoneses chegaram depois e alguns Goianos também produzem grãos naquela imensidão de terras.
O ex-proprietário da primeira colônia de norte americanos optou por possuir terras boas (cultura, como se diz na região), na permuta, ele trocou 5000 alqueires inúteis por 40 de cultura e continuou sendo um criador de zebu de elite por mais algum tempo. Outros também venderam suas terras.
Historinhas aparte, a chegada dos Neozelandeses merece algumas perguntas:
Se for para maquiar custos, como disse o Gontijo¿ Então o fim desta é ela mesma.
Sobre sazonalidade da produção- Disseram que será o ano todo.
Que genética é essa que vão utilizar¿ Girolando¿ Jersey¿ Kiwi-cross¿ Holandes¿ Qual a gramínea¿
Se for piloto¿ Qual o limite de multiplicação destes¿ Quando o balde encherá¿ Quem ganha e quem perde com isso¿
× Nosso consumidor quer Qualidade e preço- Certo!
× Nosso produtor tem qualidade e preço¿ Nossa indústria tem qualidade e preço¿
× Não a genética, a gramínea, o manejo e o sistema de produção. Mas eles vão multiplicar em cada fazenda. Pois a preocupação é atender ao cliente, certo
× Nossos técnicos, instituições de pesquisa e formadores de opinião já elegeu a genética, as gramíneas e o sistema de produção que atendem ao cliente¿ (preço e qualidade). Parece que não, vejam a discussão acalorada nos 1000 comentários no milkpoint entre confinamento e pasto. Entre girolando, Jersey, holandês etc.
Produção de leite deveria ser tratada como aves e suínos; grãos e cana de açúcar, com procedimentos, processos, genética, manejo e etc. padronizados minimamente- todos estes são estrelas do agronegócio brasileiro. Enquanto tratarmos a atividade com certos melindres , como se fosse religião ou time de futebol do coração, onde não focamos nosso cliente (consumidor), mas em primeiro lugar nossas paixões e verdades absolutas, a chegada dos Neozelandeses pode ser uma ameaça.
Bom Despacho - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 30/05/2011
Caro Lomanto, concordo com você em partes, se a Fonterra não fosse compradora de leite eu até acreditaria no projeto deles, eles tem muito, mas muito mesmo a ganhar em maquiar os custos. Imagine o quanto eles lucram todos os dias se reduzirem apenas R$0,02 por litro de leite pago aos seus produtores? E devemos levar em conta que eles não reduzem nada para o consumidor. O interesse da Fonterra não é produzir leite, pode acreditar, eles são comerciantes, pense nisto.
Bom Jardim - Rio de Janeiro - Produção de leite (de vaca)
postado em 30/05/2011
Se me derem vossas licenças .
Gostaria de dizer lhes que os NZs não estam nada ligados em projetos pilotos, mas sim no nosso mercado consumidor ... gente somos um dos maiores mercados mundiais ! No Uruguai, sim ! Eles foram produzir leite, mas aqui eles querem é outra coisa ! O Leitíssimo já esta em SP ... pelo que sei !
Um abraço e sucesso, senhores ...
marcelo
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Ronaldo Marciano Gontijo
Bom Despacho - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 12/05/2011
Vão produzir, maquiar os custos e depois reduzem os preços pagos aos produtores. Se os produtores reclamarem ainda vão ser chamados de IMCOMPETENTES, pois eles conseguem produzir "leite barato" em sua fazenda modelo.