Diário Oficial traz exoneração de Kátia Abreu e Maggi é incógnita para ruralistas

O Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (12) trouxe a exoneração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do cargo de ministro da Casa Civil da Presidência da República, dos demais ministros do governo da presidente Dilma Rousseff - inclusive Kátia Abreu - e de dezenas de servidores de alto escalão.

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O Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (12) trouxe a exoneração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do cargo de ministro da Casa Civil da Presidência da República, dos demais ministros do governo da presidente Dilma Rousseff – inclusive Kátia Abreu – e de dezenas de servidores de alto escalão.

Sobre Blairo Maggi

Entre 2003 e 2004, o desmatamento na Amazônia superou 26 mil km² e o Mato Grosso batia recordes de derrubada. O Greenpeace contemplou o então governador Blairo Maggi com o prêmio Motoserra de Ouro. À época, os apelidos do agrônomo gaúcho oscilavam de "Exterminador do Futuro" a "Rei da Soja" e "Estuprador da Amazônia", este último inspirado em título de matéria do britânico "The Independent".

O empresário Maggi teria aprendido a lição de ter imagem negativa no exterior e ser um dos maiores exportadores de grãos do País. O político, provável ministro da Agricultura de Temer, é, contudo, mistério para ambientalistas e ruralistas. Maggi fez por merecer seus apelidos do passado. Em 2003, ao chegar ao governo do Mato Grosso, declarou ao "The New York Times" sem constrangimento: "Um aumento de 40% no desmatamento da Amazônia não significa nada. Não sinto a menor culpa pelo que estamos fazendo por aqui”.

Diante da ameaça de perder mercado, absorveu o discurso da sustentabilidade nos negócios da família, começou a operar com soja não transgênica e certificar produtos. "Virou um ícone do mal, mas depois fez caminho mais ao centro, se reposicionou e saiu da linha de tiro", diz um ambientalista.

Duas vezes governador do Mato Grosso, Maggi elegeu-se senador em 2010. Já foi filiado aos partidos Progressista (PP), da República (PR), Popular Socialista (PPS) e no fim de 2015 ingressou no PMDB. Em março disse que continuaria no PR até as eleições, mas esta semana quebrou a promessa e anunciou filiação ao PP para assumir a pasta da Agricultura. Líderes do agronegócio entendem esta movimentação como volatilidade política e não sabem como Maggi irá se comportar diante das bandeiras do setor - Plano Safra plurianual, seguro agrícola e política de preços mínimos - caminho que Kátia Abreu, ministra de Dilma, havia começado a trilhar.

Os temores dos ambientalistas são outros. Em março, em sessão da comissão de infraestrutura, ele defendeu "o abrandamento do licenciamento em rodovias em manutenção". Referia-se à icônica BR-319, a estrada aberta na Amazônia pelos governos militares, ligando Porto Velho a Manaus. Foi tomada pela floresta e sua pavimentação é rodeada de controvérsias. Maggi, 59 anos, é o relator da PEC 65. Por ela, a partir da apresentação de um Estudo Prévio de Impacto Ambiental, obras não podem ser suspensas ou canceladas. O tema assombra o setor ambiental. "Ser relator deste projeto denota sua falta de preocupação real com sustentabilidade e ambiente", interpreta um ambientalista.

Esta semana, Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal determinou o arquivamento do inquérito que investigava Maggi por lavagem de dinheiro na chamada Operação Ararath, seguindo o entendimento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que a investigação não teria chegado a provas até agora.

Ficam exonerados, além de Kátia Abreu:

-Jaques Wagner, do cargo de ministro-chefe do gabinete pessoal da Presidência;

-José Eduardo Cardozo, da Advocacia Geral da União;

-Luiz Augusto Fraga Navarro de Britto Filho, da Controladoria Geral da União;

-Marco Aurélio Garcia, do cargo de assessor chefe do gabinete pessoal da Presidência;

-Carlos Gabas, do cargo de ministro chefe da Secretaria de Aviação Civil;

-Edinho Silva, do cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República;

-Ricardo Berzoini, do cargo de ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República;

-Maurício Muniz Barretto de Carbalho, do cargo de ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República;

-João Luiz Silva Ferreira, do cargo de ministro da Cultura;

-Aldo Rebelo, do cargo de ministro da Defesa; 

-Aloizio Mercadante, do cargo de ministro da Educação;

-Nelson Barbosa, do cargo de ministro da Fazenda;

-Josélio de Andrade Moura, do cargo de ministro interino da Integração Nacional; 

-Eugênio Aragão, do cargo de ministro da Justiça;

-Inês da Silva Magalhães, do cargo de ministra das Cidades.

As informações são do jornal Valor Econômico e jornal O Estado de São Paulo.
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Roney Jose da Veiga
RONEY JOSE DA VEIGA

HONÓRIO SERPA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/05/2016

Tive o privilégio de conhecer pesoalmente o Senador Blairo Maggi, há época Governador do Estado do Mato Grosso.

Homem honrado, trabalhador e hábil administrador, revolucionou a administração pública no Mato Grosso, que vinha de anos de Governos corruptos e ineficientes.

Lembro bem que ele pavimentou mais estradas no MT, do que o Governo Federal no resto do Brasil.

Tenho muita certeza que estamos muito bem assistidos com sua nomeação para Ministro da Agricultura.

Por um Brasil mais Justo e Perfeito.;
Alberto Bezerra Silva
ALBERTO BEZERRA SILVA

ARACAJU - SERGIPE - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/05/2016

Que Deus perdoe o nosso passado e abencoe o nosso futuro!.
Qual a sua dúvida hoje?