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Comissário europeu acredita em acordo para subsídios

postado em 07/07/2004

 

Brasil, Índia, Austrália, União Européia (UE) e Estados Unidos (EUA) farão, neste fim de semana, na embaixada brasileira em Paris, uma nova tentativa de desemperrar as negociações da Rodada Doha sobre a abertura do comércio mundial. O objetivo é aproximar a posição de cada país e acertar um calendário para as negociações finais em Genebra.

O Brasil, que propôs o encontro, será representado pelos ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores, Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e Roberto Rodrigues, da Agricultura. Também estarão presentes o representante comercial dos Estados Unidos, Robert Zoellick, o comissário europeu para o Comércio, Pascal Lamy, e os ministros do Comércio da Austrália, Mark Vaile, e da Índia, Kamal Nath.

Para Lamy, o encontro será uma boa oportunidade para discutir a remoção do principal obstáculo ao avanço das negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC): os subsídios europeus e americanos à agricultura, reclamados pelo G-20, grupo liderado pelo Brasil. Ele acredita que EUA e UE caminham para a eliminação dos subsídios.

Ontem, na televisão francesa, ele explicou que os europeus poderão cortar de dois bilhões a três bilhões anuais em subsídios. Em contrapartida, os EUA se comprometem a eliminar, entre outras coisas, créditos à exportação, uma forma disfarçada de subsídio à agricultura.

Lamy disse que UE, EUA, Brasil, Índia e Austrália parecem dispostos a colocar tudo sobre a mesa para encontrar um resultado satisfatório. "Estamos prontos a agir dessa maneira, desde que todos façam o mesmo", observou.

Ele discordou das críticas de que estaria prejudicando a agricultura de seu próprio país e disse que o esforço estaria limitado a produtos como leite em pó e açúcar de beterraba, que não são essenciais para agricultura francesa. Disse, ainda, que não se pode bloquear as negociações em razão desses dois produtos. "O futuro da Europa não está nem no leite em pó nem no açúcar de beterraba", observou. "A UE, os EUA, o Brasil, os australianos, todos, afinal, vão ganhar".

Fonte: O Estado de S.Paulo (por Reali Júnior com colaboração de Denise Chrispim Marin), adaptado por Equipe MilkPoint

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