Riedel, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso do Sul - FAMASUL, afirmou, durante o encontro, que a produção agropecuária brasileira cresce de forma sustentável, ocupando 27,7% do território nacional, enquanto 61% do País está preservado. Lembrou que o novo Código Florestal, aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela Presidência da República no ano passado, estabelece regras severas para o setor produtivo, o que dificulta a abertura de novas áreas de produção.
Segundo ele, o crescimento da produção agropecuária tem como base os investimentos em tecnologia específica para o setor. Essa postura garantiu um aumento de 247,13% na produção de grãos entre as safras 1976/1977 e 2010/2011. Em igual período, a área plantada cresceu 33,76% e a produtividade das lavouras subiu 159,46%. As estimativas para a safra 2020/2021 são de aumento entre 20% e 30% na produção de grãos, café, leite, carnes, suco de laranja, papel e celulose, na comparação com a safra 2010/2011.
A cônsul-geral da Nova Zelândia em São Paulo, Karlene Davis, afirmou que os empresários de seu país têm muito interesse em trabalhar com o Brasil, em parcerias direcionadas à melhoria da produtividade das lavouras. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Rio Grande do Sul - FARSUL, Carlos Sperotto, lembrou que os sistemas de produção do Brasil e da Nova Zelândia são muito parecidos.
Owen Willians, proprietário da fazenda Kiwi Pecuária, localizada no município de Silvânia (GO), contou sobre sua experiência como investidor da Nova Zelândia no Brasil. Lembrou que a produção no local começou em 2009, após a realização de estudos técnicos. Da área total da propriedade, de 242 hectares, uma parte é ocupada com a reserva legal. Segundo ele, 110 hectares são destinados à pastagem irrigada. O cultivo de produtos agrícolas também tem espaço na fazenda, mas a atividade principal é a pecuária leiteira. Duas mil cabeças de gado são criadas na propriedade, onde o rendimento é de 70 mil litros ou 5.000 quilos de sólidos lácteos por hectare. “O retorno auferido sobre os investimentos é muito bom. Ele é cerca de cinco vezes maior do que o obtido por um produtor médio na Nova Zelândia”, afirmou.
Esta matéria é do CNA
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