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Argentina: ritmo de produção de leite dependerá dos custos dos insumos

postado em 03/02/2012

 

Esse ano, a produção de leite da Argentina poderia seguir aumentando para consolidar o crescimento registrado no ano passado após mais de uma década de estancamento. Porém, esse processo poderá não ocorrer caso se aprofunde a diferença entre os preços do leite e os custos dos insumos, informou um relatório da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA).

A produção de leite em 2011 foi de 11,9 bilhões de litros, 13% a mais que em 2010, devido às boas condições climáticas, combinadas com um ciclo de importantes investimentos realizados por empresários do setor.

"Em 2010/11, muitos produtores de leite puderam concretizar investimentos que estavam atrasados, como a remodelação das salas de ordenha, reposição de equipamentos e compras de novilhas. Também impulsionaram uma melhora geral na alimentação, tanto das vacas como das recrias, e aumentaram a carga animal e a eficiência dos sistemas", disse o empresário integrante da comissão diretoria da AACREA e dos grupos CREA Guanaco-Las Toscas e Infosura, do oeste de Buenos Aires, Fernando Zubillaga.

Ele disse que a tonelada de cevada que no ano passado custava 56 pesos (US$ 12,93), agora está custando 70 pesos (US$ 16,16); o alimento balanceado custa cerca de 900 pesos (US$ 207,85) por tonelada contra 650 pesos a 700 pesos (US$ 150,11 a US$ 161,66) no ano passado; a pulverização tem agora um custo de 24 pesos (US$ 5,54) por hectare contra 20 pesos (US$ 4,61) em janeiro de 2011; para confeccionar um silo de milho, o aumento citado é da ordem de 30%, segundo informou o empresário leiteiro do CREA Bolívar, Federico Stegmann.

Segundo o documento, o fertilizante para pastagens que tem um custo em dólar aumentou entre 20% e 30% no último ano, enquanto o diesel é outro insumo que aumentou em cerca de 40% no mesmo período. No entanto, o preço do leite pago ao produtor, medido em dólares, caiu no último ano de US$ 0,36 para US$ 0,34 por litro.

Por outro lado, nas diferentes bacias leiteiras, a seca, além de liquidar ou afetar os cultivos de milho, reduziu a disponibilidade de forrageira pela perda de plantas nas pastagens.

Por sua vez, o relatório destacou que no último ano, os preços varejistas dos produtos lácteos básicos comercializados na cidade de Buenos Aires registraram um ajuste de 18% a 19%, o que permitiu que indústrias e supermercados se adaptassem aos progressivos aumentos dos custos (os preços dos produtos lácteos de alto valor agregado subiram muito mais).

A reportagem é do Ambito.com, traduzido e adaptado pela Equipe MikPoint.

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