Demanda por lácteos menos estimulada impacta nos preços
O cenário baixista de preços dos lácteos ainda persiste, frente a uma demanda global pelos lácteos retraída. Confira a análise completa aqui.
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O cenário baixista de preços dos lácteos ainda persiste, frente a uma demanda global pelos lácteos retraída. Confira a análise completa aqui.
Cada vez mais a participação dos jovens no campo vem sendo estimulada. Associações de raças, por exemplo, contam com as chamadas Comissões Jovens que buscam criar iniciativas de incentivo para integração entre os associados.
Em outubro, o preço médio pago pelo leite aos produtores (referente à produção entregue em setembro) foi de R$ 0,8888/litro, leve recuo de 0,3% em relação ao mês anterior. Esse valor representa a média ponderada dos estados do RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA - a base de ponderação é o volume produzido pelos estados segundo apontado pela Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE. Para o próximo pagamento, a maior parte dos compradores da matéria-prima consultados pelo Cepea acredita em redução dos preços devido ao início da safra no Sudeste e Centro-Oeste estimulada, por sua vez, pelas chuvas que favorecem o desenvolvimento das pastagens.
O declínio do euro, somado à recuperação na produção de leite estimulada pelos maiores preços, tem levado a previsões de aumento nas exportações de lácteos da Europa - em particular de queijos, comércio que deverá se recuperar para níveis anteriores à crise. A equipe do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aumentou as estimativas para as exportações da União Europeia (UE) para a maioria dos produtos lácteos, incluído leites em pó, produto em que a região é o segundo maior exportador depois da Nova Zelândia.
A produção de leite tornou-se uma atividade em expansão contínua com potencial para tornar-se a principal ocupação econômica dos estabelecimentos rurais de Santa Catarina. O manejo de pastagens e produção de leite pelo método Voisin vem sendo estimulada no oeste catarinense pelo Sebrae e pelas cooperativas agropecuárias desde 2004. Agora, o Ministério da Integração Nacional, as cooperativas, o Instituto Saga e o Sebrae firmarão convênio para levar essa metodologia a maior número de pequenos estabelecimentos rurais.
Operando com 90% da capacidade de processamento de 1 milhão de litros por dia em Cruz Alta, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) começou o ano estimulada pela autorização do Ministério da Agricultura para dar início às exportações. Com o certificado emitido no final de dezembro de 2009, a cooperativa dá prosseguimento ao projeto original da unidade, de colocação de metade da produção no mercado doméstico e de metade para o exterior nos próximos cinco anos.
O aumento nos preços globais de gêneros alimentícios básicos elevam o risco de que a crise alimentar de 2007-2008 em países em desenvolvimento se repita, disse nesta segunda-feira (14) o diretor geral da FAO, Jacques Diouf. "Um salto nos preços do petróleo e o rápido consumo dos estoques globais de cereais poderiam ser um prenúncio da crise de abastecimento".
O fim dos subsídios que dificultam e impedem a comercialização internacional de produtos agrícolas é uma forma de estimular o aumento da produção agropecuária nacional. Sem os entraves comerciais que desestimulam as atividades no campo, o Brasil pode produzir mais e oferecer excedentes que atendam à crescente demanda mundial por alimentos. A avaliação é da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, que rebateu a proposta de regulação do mercado de commodities do presidente da França, Nicolas Sarkozy, como forma de evitar a alta dos preços dos alimentos em função do posicionamento de especuladores.
O presidente da comissão técnica da pecuária de leite da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Rodrigo Alvim, entende que a demanda mundial por produtos lácteos voltará a subir. "Há quem diga que os preços estão subindo por especulação. Fora o Brasil, onde os juros são altos, não existe inflação mundial. Os preços estão subindo porque a demanda está aquecida", explica Alvim.
O Brasil experimentará forte avanço na produção agrícola nos próximos anos e precisará dispor de mais terra para o cultivo, destacou estudo divulgado ontem (24) pelo governo do Reino Unido. Mas, em vez de condenar o avanço da fronteira agrícola, os pesquisadores acreditam que o País poderá realizar o chamado "desmatamento bom". Segundo os especialistas, é preciso analisar o uso da terra e não "simplesmente preservar qualquer pedaço do ecossistema da floresta sem considerar seu nível de uso ou tamanho".
A Cooperativa Nacional de Produtores de Leite do Uruguai (Conaprole) anunciou no dia 23 de dezembro um novo aumento no preço do leite captado em dezembro. Com esse reajuste de 4%, o preço do leite pago ao produtor subiu para 5,70 pesos (US$ 0,28) com relação aos 5,50 pesos (US$ 0,27) anteriores. Dessa forma, a cooperativa segue de acordo com a tendência dos preços internacionais dos últimos meses.
A produção brasileira de leite já ultrapassa o dobro do que era há 25 anos. Desde 1990, cresce quase 4% ao ano, estimulada pelo aumento do consumo e pela consolidação de novos estados que ganharam representatividade na produção de leite. Entre as 10 mesorregiões que mais cresceram (em volume produzido) nos últimos 10 anos, as do Sul ocupam 5 posições, enquanto as outras 5 foram divididas entre Minas Gerais (3 mesorregiões) e Goiás (2 mesorregiões).
A produção de leite na União Europeia (UE) deverá crescer em 1,2%, para 162,4 milhões de toneladas, estimulada pelos menores custos dos alimentos animais, um começo favorável para a atual estação e a abolição do sistema de cotas de produção de leite, de acordo com o último relatório de previsões da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), recém-divulgado.[...]
A inflação volta a assustar o consumidor brasileiro, e são os alimentos que apresentam as maiores altas. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo, considerado o indicador oficial da inflação, fechou março com alta de 0,47%, chegando nos últimos 12 meses a 6,59%, valor acima da meta estimulada pelo Governo Federal, que é de 6,5%.
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2001 a 2011, mostram que a produção de leite nacional aumentou 56,5%, a uma taxa de crescimento de 4,49% ao ano, estimulada principalmente pela crescente demanda do mercado interno. Neste ano, além do consumo dos brasileiros continuar firme, fatores externos também sinalizam um ambiente propício para a maior expansão da produção e da indústria leiteira nacional. Após um ano de 2012 com margens apertadas para os produtores, 2013 pode ser de oportunidades, tanto para os produtores quanto para o setor como um todo
Espaço Aberto: A produção de leite, como atividade econômica alternativa para os assentamentos, foi estimulada pelas indústrias de laticínios a partir de 1997, e desde então essa atividade se torna cada vez mais presente nessas áreas (EMBRAPA, 2008). Entretanto, o desenvolvimento de pesquisas publicáveis e aplicáveis a esse tipo de produtor é de extrema importância para que haja algum avanço em questões de bem-estar e também de produção animal de tais áreas. Por Cristiane Caroline Abade
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