Visita de parlamentares à Embrapa enfatiza os desafios do setor leiteiro
Aline Sleutjes apresenta desafios da cadeia leiteira em visita de parlamentares à Embrapa. Os custos de produção tem sido um dos maiores incômodos do setor.
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Aline Sleutjes apresenta desafios da cadeia leiteira em visita de parlamentares à Embrapa. Os custos de produção tem sido um dos maiores incômodos do setor.
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A revista onde trabalho na França, Profession Fromager, me enviou em uma semana de reportagem pela França, guiada pelo jornalista Arnaud Sperat Czar. Unindo o útil ao agradável, levei comigo Flavia Soni Rogoski, da loja Bon Vivant, em Curitiba (PR), e Aline Biazous, do Armazém Nona Joana, em Passo Fundo (RS). Elas vieram à França especialmente para fazer a formação intensiva em Venda de Queijos na Mons Formation, escola francesa especializada em cursos para estrangeiros.
A ABRALEITE desafiou a ministra Tereza Cristina, o presidente da FPA dep. Alceu Moreira e a líder do governo dep. Aline Sleutjes.
Sabemos que a nutrição de bovinos leiteiros é altamente relacionada com seu desempenho (produtivo e reprodutivo) e sua longevidade, sendo que o foco é aliar a maior produtividade ao bem-estar animal (assunto de interesse aos consumidores e produtores de leite) e à boa capacidade imunitária.
A maioria dos estudos envolvendo redução de proteína bruta da dieta demonstra quedas de produção e da proteína do leite em vacas de início e meio de lactação, mas será que eles também ocorrem em vacas com a lactação mais avançada?
"Ainda, Roche et al. (2009) relataram que a redução no ECC no parto está associada a menor produção de leite e menor probabilidade de prenhez, enquanto que, o aumento da ECC no parto está associado à maior probabilidade de doenças metabólicas no pós-parto. Isto demonstra que idealmente vacas devem parir com ECC muito próximo ao ideal (3,0-3,5)".
Nos painéis de custo de produção realizados pelo Cepea em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) em 2010 nos principais estados produtores de leite (GO, MG, PR, RS, SC e SP), contatou-se que: na maioria das regiões, a receita do produtor superou o Custo Operacional Efetivo (COE), que diz respeito ao desembolso correntes do produtor; entretanto, a renda total da atividade foi, em média, 10% menor que o COT, não sendo, portanto, suficiente para cobri-lo.
O preço médio pago pelo leite aos produtores brasileiros em 2010 aumentou 6% ante 2009, com custos médios de produção 0,2% mais altos em todo o ano. Para Aline Ferro, pesquisadora do Cepea, "em média, os custos operacionais ficaram praticamente nos mesmos níveis de 2009. Tivemos um primeiro semestre com custos abaixo dos vistos em 2009, principalmente porque farelo de soja e milho, que pesam mais no total de custos, estavam mais baixos", disse ela.
De janeiro a julho deste ano, o Brasil comprou 201 milhões de litros de leite só do Uruguai -aumento de 121% em relação ao mesmo período de 2010. O volume importado da Argentina é ainda maior, de 383 milhões de litros, com alta de 68%. Os dois países respondem por 90% das importações do setor, e os cálculos, do Cepea, consideram derivados. O câmbio é apontado como principal motivo para a enxurrada de leite dos vizinhos. Segundo Aline Ferro, pesquisadora do Cepea, em junho os produtos argentinos foram negociados a valores 50% abaixo dos itens brasileiros vendidos no atacado.
O preço do litro do leite já está mais alto na indústria, e o aumento deve chegar ao consumidor até o final do mês, de acordo com a ABLV (Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida). A expectativa é que os preços tenham alta de 5% a 10%, conforme a marca e o tipo de leite, segundo a associação. Três fatores pressionam os números além do previsto para esta época do ano. São a produção mais baixa no Sul do país, a alta dos custos impulsionada pelas commodities e a entressafra nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, de acordo com a pesquisadora do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da USP, Aline Barrozo.
A posição de liderança conquistada pelo Brasil no mercado agrícola ainda é uma promessa no leite. A valorização do real, o protecionismo que envolve o setor e a própria característica do produto - mais perecível do que as demais commodities - explicam, em parte, a presença tímida do país no mercado internacional.
A retração das exportações ajudou a derrubar o saldo comercial dos lácteos, mas a maior pressão veio do outro lado da balança. "2009 foi atípico. O Real forte provocou uma superimportação de produtos lácteos a preços muito baixos", explica a pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, Aline Barrozo Ferro. Até novembro de 2009, 69,8 mil toneladas entraram no país, 81% mais que nos 11 primeiros meses do ano anterior, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Ainda que o resultado financeiro de 2009 não tenha sido tão bom quanto nos dois últimos anos, as indústrias gaúchas de laticínios projetam cenário promissor para 2010. Está assegurada a manutenção dos investimentos nos projetos em andamento para a ampliação de plantas industriais no Rio Grande do Sul. A pesquisadora Aline Barrozo Ferro, do Cepea, aponta que o aumento dos preços internacionais, em função dos baixos estoques, da redução das exportações americanas e do enxugamento na produção da Nova Zelândia e da Austrália, fortalecem a perspectiva otimista em relação ao mercado do leite.
Para avaliar o custo de oportunidade do produtor de leite, pesquisadores do Cepea compararam a receita que seria obtida caso o produtor optasse por arrendar a área que destina ao leite com a receita que ele tem obtido com a atividade leiteira - outras formas de se analisar o custo de oportunidade também poderiam ser adotadas.
O início do ano é um período de estabilidade com tendência de queda no preço do litro do leite. É uma época com redução no consumo e de produção forte. Este ano, no entanto, a situação mudou um pouco. ´´Estamos com a produção normal, mas o consumo certamente aumentou. Com isso há um equilíbrio entre oferta e demanda, mas não há grandes estoques´´, avalia o vice-presidente do Conselho Partitário dos Produtores e Indústria de Leite do Paraná (Conseleite), Ronei Volpi.
O setor de leite começa a seguir o caminho dos frigoríficos. Há uma consolidação maior da indústria por meio da concentração de empresas. Mais um passo foi dado na semana passada, quando a gaúcha Bom Gosto adquiriu a catarinense Laticínios Cedrense. As empresas estão se consolidando para a cadeia ficar mais forte, segundo Wilson Zanatta, diretor-presidente do laticínio gaúcho. "Faz parte do jogo, embora não seja fácil."
O Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizou um curso de capacitação das vigilâncias sanitárias dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná para inspeção de empresas fabricantes de embalagens plásticas destinadas para alimentos. O evento, realizado em Florianópolis, foi organizado pela Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina e ministrado pelas pesquisadoras Aline Brionisio Lemos e Danielle Ito, ambas do Centro de Tecnologia de Embalagem (CETEA) do ITAL.