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Mercado em alta: ainda há espaço para aumento de preços em maio

POR ALINE BARROZO FERRO

PANORAMA DE MERCADO

EM 17/05/2007

7 MIN DE LEITURA

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Desde o início do ano o mercado de leite vem registrando alta de preços do leite pagos aos produtores. De janeiro a abril, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, houve aumento de mais de 5 centavos por litro na média de preços nacionais.

Na realidade, o comportamento dos preços indicam uma recuperação dos mesmos, visto que em 2006 os valores praticados foram baixos e ficaram, na maior parte do ano, abaixo das cotações de 2005.

Evolução dos preços do leite pagos aos produtores, em reais por litro.


Fonte: Cepea
Elaboração: Esalq/USP

Os preços do produto nacional em dólar ainda alcançaram o maior valor em abril desde janeiro de 2005, como pode ser visto no gráfico abaixo. No entanto, essa alta pode ser melhor explicada pelo baixo valor da moeda estrangeira, que já chegou a ficar inferior a R$ 2,00.

Em abril, o preço médio do litro de leite ficou em US$ 0,2670. Vale destacar que, segundo dados da LTO Nederland, o preço pago pelo leite em março na Nova Zelândia foi de US$ 0,2256/l.

Gráfico 1. Evolução de preços em dólar do leite pagos ao produtor, deflacionados pelo IGP-DI.


Fontes: Cepea - Esalq/USP, Banco Central do Brasil
Elaboração: Equipe MilkPoint

A alta dos preços também atinge o atacado. Segundo agentes do setor, o leite em pó integral está custando entre R$ 8,50/kg e R$ 8,70/kg e o leite em pó desnatado está entre R$ 8,90/kg e R$ 9,10/kg. Em janeiro, segundo o Cepea, o preço médio do leite em pó integral foi de R$ 7,50/kg, ou seja, houve uma alta de aproximadamente 15% entre janeiro e o final de abril.

No caso do queijo mussarela, que, segundo dados do Cepea estava em R$ 6,00/kg no atacado de São Paulo, houve uma recuperação de preços, ficando entre R$ 7,00/kg e R$ 7,50/kg, segundo agentes do setor.

O leite UHT está em aproximadamente R$ 1,40/l no atacado, enquanto em janeiro, segundo mostrou dados do Cepea, ficou em média a R$ 1,11/l.

A tendência para maio, segundo agentes de mercado, é de novo aumento de preços, entre 2 e 3 centavos na média nacional. No mercado interno, o principal fator é a queda da oferta, impulsionada pelo período de entressafra da produção de pastagens. Segundo dados do Cepea, a captação de leite pelas indústrias caiu 2,3% em fevereiro e 7,9% em março.

Outro fator são os maiores custos com ração animal em função de maiores preços do milho e da soja. Mesmo em queda nos últimos meses em função da maior oferta interna, o preço médio da soja cotado pelo Cepea em abril no atacado do Paraná ficou 22,2% acima do obtido no mesmo mês do ano anterior. No caso do milho, a alta é de 33% na mesma comparação.

O mercado externo também tem influeciado bastante o comportamento dos preços nacionais. Os preços internacionais continuam em alta, e atingindo níveis recordes. Segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), na semana 19 (de 7 a 11 de maio), o valor do leite em pó denatado no oeste da Europa variou entre US$ 4700 e US$ 5080 por tonelada. Para se ter idéia do patamar desse preço, em 2006 a média do leite em pó desnatado naquele bloco foi de US$ 2514 por tonelada. O leite em pó integral ficou em média a US$ 4725/t no mesmo período.

Na Oceania, os preços do leite em pó desnatado ficaram em média a US$ 4150/t e o leite em pó integral a US$ 4000/t no mesmo período.

Considerando os elevados patamares dos preços de exportação, torna-se atrativo também para o Brasil vender lácteos ao mercado externo, e é esse fator que vem estimulando a elevada procura pela matéria-prima nas regiões produtoras, aumentando o preço do leite. O valor do leite em pó integral exportado pelo Brasil aumentou 17% de janeiro a abril.

Além disso, os elevados preços internacionais diminuem a atratividade das importações brasileiras, o que estimula uma maior procura pelo produto nacional.

A tendência para o cenário externo é de sustentabilidade no curto prazo, sem previsões que quedas. A oferta internacional de lácteos é restrita em função da seca na Austrália, que prejudicou a produção local, e da redução de subsídios na União Européia, alguns dos principais exportadores mundiais do setor.

Além disso, a Nova Zelândia, segundo dados do USDA, deve aumentar em apenas 1,3% a produção do ano que termina em 31 de maio, e nos Estados Unidos o incremento deve ser de apenas 0,6%.

Para o mês de junho, a tendência é de estabilidade, mas ainda com espaço para altas em função da elevada procura na maior parte das regiões produtoras. No próximo mês, há expectativa de aumento de produção em propriedades que utilizam maior quantidade de silagem e, portanto, possuem melhor resposta na produção leiteira. No entanto, esse aumento não deve refletir nos preços de mercado no curto prazo.

Além disso, as menores temperaturas neste período do ano devem favorecer o desenvolvimento da produção de pastagens de inverno no Sul do país, elevando assim a produção. No entanto, ainda não se sabe sobre o efeito de um aumento de produção da região no mercado nacional. Segundo agentes de mercado, a safra do Sul ainda não deve influenciar muito o mercado em junho, justamente em função da elevada demanda por matéria-prima.

Em Minas Gerais, a tendência é de aumento de preços entre 2 e 3 centavos por litro. A procura pelo leite ainda é elevada, influenciada pelos altos preços externos. A menor oferta interna também é motivo para o otimismo do setor. Segundo o Cepea, o estado apresentou uma queda de produção de 3,5% em fevereiro e 4,9% em março.

No mercado de leite spot, os preços variam entre R$ 0,72/l e R$ 0,74/l, incluindo o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços). Há, inclusive mercado spot de leite em pó em virtude da disputa pelo produto destinado à exportação.

Para junho a tendência em MG �� de estabilidade. Isso porque no estado, já se fala em aumento de produção em várias propriedades em virtude de uma expectativa de uma melhor remuneração. Além disso, no caso de produtores mais especializados, o maior uso de suplementação contribui para elevação da produção em algumas propriedades.

No entanto, segundo agentes de mercado, por enquanto um leve aumento da produção não deve influenciar os preços de mercado em função da elevada procura pela matéria-prima.

Em Goiás, segundo agentes de mercado, a oferta neste período do ano é cerca de 30% menor se comparada à de janeiro, mas representa um aumento em torno de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo agentes de mercado.

E a produção no estado deve permanecer baixa nos próximos meses em função do clima mais frio e menor produção de pastagens.

Segundo agentes de mercado, o leite "spot" permanece em estabilidade, porém em altos patamares, sendo vendido entre R$ 0,70/l e R$ 0,73/l. Desde janeiro até o final de abril, este valor já aumentou em cerca de 50%. O fator que mais impulsionou essa alta no mercado spot foi a elevada procura por parte de indústrias focadas em exportação, tendo em vista os preços recordes do leite em pó praticados no mercado internacional.

De acordo com agentes do setor, com a alta velocidade de aumento dos preços no mercado spot, a tendência é de estabilidade para os próximos meses, podendo seguir até agosto ou setembro. Porém, não se descarta a possibilidade de alta, tendo em vista a elevada procura pelos laticínios. O fato é que não há motivos para quedas substanciais de preços.

Em São Paulo, a tendência é de redução de oferta de leite em função da menor quantidade de chuvas no período e menor produção de pastagem. Assim como em Minas Gerais, há também uma perspectiva de aumento de produção em propriedades que utilizam maior quantidade de silagem. Outro fator relevante no estado e que ocorre em outras regiões produtoras é o avanço da cultura da cana-de-açúcar e instalação de novas indústrias, fazendo com muitos produtores de leite saiam da atividade.

No Sul, segundo agentes do setor, a disputa pelo leite é ainda maior em função da instalação de novas indústrias. A forte concorrência acaba prejudicando empresas menores que não têm condições de elevar os valores pagos aos produtores tanto quanto as grandes empresas, que buscam a matéria-prima a qualquer preço.

No estado do Paraná, segundo o Conseleite, a previsão é de um aumento de 4 centavos por litro de leite para maio em função da elevada disputa pelo leite. Segundo agentes do setor, a alta pode ainda se estender para junho. No Rio Grande do Sul, a procura é elevada, o que leva a uma tendência de aumento de preços.

Enfim, o cenário permanece favorável aos produtores de leite em função dos aumentos de preços com a menor oferta interna, impulsionada ainda pelo comportamento altista dos valores de lácteos no mercado internacional.

Os altos e firmes preços externos por enquanto impulsionam uma elevação da demanda pelo leite no mercado internacional destinado à exportação, favorecendo assim uma sustentabilidade dos mesmos no curto prazo. Sendo assim, pelo menos até junho os valores praticados no mercado doméstico devem permanecer nos mesmos patamares, mesmo com o provável aumento da oferta no Sul do país em função do início da produção de pastagens de inverno.

Convidamos os leitores a dar sua opinião sobre o mercado de leite na região que atuam, indicando a situação de preço e oferta.

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HELEIMAR APARECIDA MENDES

ALEGRE - ESPÍRITO SANTO - ESTUDANTE

EM 10/06/2007

Estou começando agora a participar do mundo da produção de leite, e este artigo me foi muito útil para obter as informações de que precisava para iniciar.
Em minha região ouço falar que uma das causas do aumento no preço do leite se deve ao fato de alguns produtores estarem substituindo o gado, pelo cultivo de cana e eucalipto.
VITOR ROPELATO

AMAPORÃ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/06/2007

Até que em fim o produtor da nossa região começa a receber um preço mais justo pelo seu produto. Recebemos em abril R$ 0,53/l, e em maio há previsão de R$ 0,58/l, mas ainda cabe uma maior valorização pelo nosso produto.

Gostaríamos de saber mais informações de variações de preços na nossa região.
GIOVANI ANTONIO FERRONATO

CASCAVEL - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/05/2007

A alegria pelos preços atuais é geral entre os produtores. Há quem diga que para agosto o preço deve beirar os R$ 0,80/l no Conseleite. Particularmente não acredito muito, pois as pastagens de inverno estão chegando e com a geada de agora, tem muito milho safrinha que vai para o buraco (silagem), e não para o secador.

Os preços do milho e soja que formam a ração estão estáveis.

A tendencia é que as vacas vão ser bem melhor alimentadas e irão produzir mais leite.

Não sei como anda a produção Argentina e Uruguaia e os seus acordos comerciais com o Brasil, pois para nós da região Sul, eles podem interferir no preço ao produtor.

NELSOMAR PEREIRA FONSECA

MUTUM - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/05/2007

Parabéns para todos nós que resitimos em 2005, e também para a carta do Gilson Gonçalves Costa, pois é o que eu também acho, somos desorganizados, e não acreditamos em nada.

Quando os preços baixam, reclamamos, falamos não acredito que os preços estejam tão baixos, quando tem uma reação no mercado estadual, nacional e internacional, também não acreditamos. Não acreditamos nem no valor que está na nota fiscal que estamos recebendo.

A industria que não vê o produtor como seu parceiro, como seu patrimonio, e "não investir na área sua ára de produção", estrará também sujeito a qualquer variação no negócio (leite), ou seja se eu falir, ele também vai falir.

É hora do pequeno produtor melhorar o seu negócio leite. Muitas vezes aumentar a quantidade, não seja o melhor negócio, e sim investindo em melhoria da qualidade, mostrando ao seu cliente a vantagem em adquirir o seu produto, ter mais um pouco de fidelidade com o seu cliente.

E este também mostrar a sua fidelidade com o seu fornecedor é benéfico, e não ficar pulando de um laticinio para outro.

Nelsomar Pereira Fonseca
Mutum-MG

Preços em Mutum hoje é de R$ 0,56 a R$ 0,65, para pagamento em 20 de junho/07.
MAYRON CÉSAR ALVES

ITUMBIARA - GOIÁS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 29/05/2007

Gostei muito da matéria feita pela Aline, muito clara para todos nós do ramo de latícinios, para que possamos ficar por dentro dessa guerra de preços.

Para vocês terem idéia, o leite que sai daqui do nosso estado chega no sul de Minas mais barato do que os leites de lá da região. Vai explicar isso...
GILSON GONÇALVES COSTA

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/05/2007

Parabenizo a equipe de analistas de mercado do MilkPoint, sobretudo a colega Aline Ferro, pelos artigos e análises publicados, nos informando, atualizando e dando subsidios para nossas tomadas de decisões.

Estamos impressionados com o medo dos produtores de leite com o aumento do valor do litro do leite, quando deveria ser o contrário. Vimos o quanto a falta de organização e integração do produtor o deixa sem saber para onde ir ou o que fazer. Sabemos que é uma aspiração de todos que o nosso negócio (leite) seja estável, só que estamos inseridos num mercado globalizado e sem ações não conseguiremos esta estabilidade que tanto queremos, mesmo porque temos muito pouco a fazer junto as grandes redes de supermercados.

Não citamos as Indústrias de Laticínios porque essas nós podemos, mesmo sendo difícil.

Aqui temos um relacionamento comercial que achamos difícil terem em outro lugar do país, pois os diretores do nosso parceiro comercial tem uma visão diversa dos outros laticinistas e uma atuação diferenciada, pois acredita e sabe que o seu maior patrimônio é o produtor de leite.

Gilson Gonçalves Costa
AGMON LEITE DA COSTA

AVELINÓPOLIS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/05/2007

Na minha região recebemos atualmente R$ 0,63/l pelo leite, mas há perspectiva de aumento para o mês de maio, falando-se em até R$ 0,70/l.

Espero que o mercado se estabilize e que não haja grandes oscilações que dificultem a administração de custos do nosso negócio.
GUSTAVO FERNANDES SANTOS

SÃO PAULO - SÃO PAULO - EMPRESÁRIO

EM 23/05/2007

Vamos nos lembrar de um velho dito popular. Devagar com o andor que o santo é de barro.

O que está acontecendo é muito parecido com o que aconteceu em 2005, o leite e seus derivados, não caíram tanto na safra e o movimento de alta começou antes do esperado chegando a R$ 0,65/l no mês de maio. Em agosto já se falava em leite de R$ 0,35/l, pois os contratos de exportações estavam cumpridos.

Resultado: produtores afogados em leite, laticínios que devido ao alto preço praticado haviam perdido clientes ou até fechados suas portas. O grande varejista com suas margens absurdas e o atacado que não tem um aumento de consumo já que a ponta, no caso de pizzarias e lanchonetes, não repassam os aumentos e nem as baixas nas suas vendas.

Estamos a mercê das grandes empresas exportadoras, que quando cumprirem seus contratos abaixarão os preços, pois ninguém faz estoque com um custo alto.

Abraços a todos.
ARNALDO AMARAL NETO

BOM CONSELHO - PERNAMBUCO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/05/2007

Aqui em Bom Conselho o leite está tendo uma boa valorização. Mas gostaria que o leite tivesse um piso de R$ 0,50 centavos, assim poderíamos trabalhar sem o medo de baixar de repente, como acontece.

O leite sobe e de repente vai lá para baixo, isso desmotiva e deixa o produtor desconfiado. Vamos esperar para ver se isso muda.

Abraços, e até a próxima.
ALMIR INÁCIO CARNEIRO

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/05/2007

É verdade que o aumento no preço do leite tenha trazido uma expectativa muito positiva aos produtores, principalmente aos pequenos. Mas não podemos
ver isso com muita euforia, pois essa atividade sempre foi muito instável, e o que parece bom hoje pode não ser amanhã.

Portato, devemos manter os pés no chão pra ver até onde isso vai, e é bom lembrar do ditado: "Quando a esmola é grande, o santo desconfia".

MONTOVANI PEREIRA

PALOTINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/05/2007

Vejo que o aumento dos preços (R$ 0,51/l a R$ 0,60/l) vem sendo muito festejado pelos produtores, mas vale lembrar que é momentâneo e muitos devem cuidar para não se empolgar e fazer dívidas a longo prazo.

É momento de ajustar a produção, para melhores rendimentos, visando o manejo alimentar, sanitário e genético, para atingir um bom volume e se prepara para as épocas de preços menos atrativos.

Montovani Pereira, consultor veterinário na região de Guarniaçu - Oeste do Paraná.
SANDRO COSTA NUNES

ITANHÉM - BAHIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 22/05/2007

Depois do seu artigo, se confirma esta alta em quase todas as regiões do Brasil. O que me impressiona é a carta do Alan de Carazinho, no Rio Grande do Sul, em falar que não chegou este aumento ainda, pois, nós sabemos que este estado sempre ficou nos primeiros lugares em preço de leite.

Pois aqui na Bahia, tanto no Extremo Sul como no Sul, houve uma acentuada elevação nos preços, como ninguém nunca viu, chegando a preços entre R$ 0,48 à R$ 0,64, ao produtor. É a hora de se pensar em fazer investimentos nas propriedades para aumentar a produção, principalmente nas áreas que estão sendo implatadas culturas de cana, eucalipito e seringueira, diminuindo assim a área de pecuária de leite.

Viva ao produtor de leite.
MARCOS ROBERTO

CONTAGEM - MINAS GERAIS

EM 22/05/2007

O mercado como um todo, desde o produtor até a outra ponta (consumidores), já entendeu que o preço realmente subiu. Minha preocupação é saber até onde tem mercado para aumentos tão rápidos e às vezes descabíveis pela velocidade.

Vai chegar um ponto em que o consumidor, ao invés de comprar, por exemplo seu consumo de leite, que seria de 5 caixas por mês, passará a 2 caixas por culpa do preço.

As vendas começaram a travar por culpa de preço. A pergunta é: quanto o consumidor estará disposto ou terá condições de pagar pelo litro de leite?

Em tempo, parabéns pelo artigo.

Att: Marcos Roberto.
MÁRCIO FLÁVIO BORGES ALVES

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/05/2007

Em nossa região, apesar do aumento expressivo do preço do leite, não vejo euforia por parte do produtor. A lembrança de 2005 está na cabeça de todos. Portanto, cautela é a palavra-chave.
ALAN ISSA RAHMAN

CARAZINHO - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 22/05/2007

Estou trabalhando atualmente no município de Nova Boa Vista-RS, próximo de Sarandi, Passo Fundo e Carazinho. Nesta localidade existem várias empresas que recolhem leite, e o preço varia entre R$ 0,40 e R$ 0,47, ou seja aqui não houve aumento de preços.

A maioria dos produtores recebe estes valores e alguns que produzem 1.000 litros dia ou mais são melhores remunerados, ou seja, o pagamento é feito pelo volume produzido. Isto que temos a expectativa da Embaré em Sarandi, CCGL em Cruz Alta, Nestlê em Palmeira das Missões sendo que essas tres pretendem chegar a recolher de 1 milhão a 1 milhão e meio dia. Ainda tem a Italac que vem se instalar em Passo Fundo, além da Parmalat em Carazinho, Bom Gosto em Tapejara.

Enfim, o aumento do número de empresas por aqui não vai aumentar muito o preço do leite, aliás, custo de produção baixo é um dos atrativos para os laticínios na nossa região, pastagem o ano inteiro.

Aqui o preço continua o mesmo e creio que até pode variar, mas não vai ser grande coisa - 3 ou 4 centavos no máximo.

Alan Issa Rahman
Carazinho - RS
SIDNEY LACERDA MARCELINO DO CARMO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 21/05/2007

Em Bonfim, Minas Gerais, já se fala em leite de 65 centavos/litro (valor líquido), região da Grande BH.
AGNALDO MEDEIROS COSTA

SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/05/2007

Sou produtor na região de S. S. da Grama - SP, e recebemos R$ 0,655 l/l livre no mês abril. Para maio está fechado a R$ 0,70/l livre.
ANGELITA FAEZ

CONCÓRDIA - SANTA CATARINA - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 21/05/2007

Sou funcionária do Laboratório Estadual da Qualidade do Leite, UnC/CIDASC de Concórdia, SC e estou satisfeita em saber que a situação do produtor de leite está melhorando.

Isto servirá de incentivo para que haja ainda mais dedicação e cuidado com a qualidade na hora de produzir o leite, e consequência disso poderá ser a abertura do mercado externo, trazendo benefícios à toda a cadeia produtiva.

Angelita Faez

Concórdia, SC
LUIZ GONZAGA PEGO DE MACEDO

MARINGÁ - PARANÁ - OVINOS/CAPRINOS

EM 21/05/2007

Excelente artigo.
GILBERTO DE ALMEIDA SILVA LEÃO

RITÁPOLIS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/05/2007

O produtor está otimista, porém preocupado e bem informado sobre o mercado do leite. Se o preço do leite cair como aconteceu em 2005, não será surpresa, eu particularmente como produtor e técnico gostaria que não houvesse aumento, e sim estabilidade em torno de R$ 0,56/l.

Na minha região, a tendëncia tbem é de aumento e muita proposta de compra.

Atenciosamente,

Gilberto Leão - Zootecnista e Técnico do Projeto Educampo na Região de Resende Costa-MG






























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