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Entressafra à moda antiga no mercado de leite

POR MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

E ANDRÉ UIS RAMOS SANCHES

PANORAMA DE MERCADO

EM 19/04/2013

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Há alguns anos, o comportamento do mercado de leite era relativamente conhecido: os preços caíam, aproximadamente, a partir de outubro e subiam de março em diante. Nos últimos 3 anos esse comportamento tem mudado a ponto de não se ter mais uma referência clara sobre as tendências do mercado a cada período do ano (gráfico 1 – preços deflacionados nos últimos 10 anos).

Gráfico 1 – Preços deflacionados pagos ao produtor nos últimos anos, em Reais
Fonte: elaborado pelo MilkPoint com base nos dados Cepea, utilizando o índice IGP-DI

As razões para essa mudança de comportamento residem em diversos aspectos. Primeiro, a produção do Sul do país ganhou importância, tendo uma curva distinta das regiões Sudeste e Centro-Oeste. Aliada ao Nordeste, que também possui curva diferenciada, estas regiões respondem, juntas, por quase 50% do leite brasileiro. Outra razão – ainda que de difícil comprovação em função da escassez de dados – reside na maior tecnificação dos rebanhos, incluindo suplementação de inverno, o que contribui para que a queda de oferta nos meses de entressafra seja menor do que uma década atrás. Por fim, há ainda o efeito do mercado internacional, cujo comportamento de oferta, demanda e preços não necessariamente se equivalem à dinâmica interna.

Apesar dessas mudanças, nesse ano, tudo indica que estamos voltando ao comportamento histórico. Oferta restrita e preços em elevação, tanto ao produtor como no atacado e varejo (gráfico 2 preços no atacado e gráfico 3 preços no varejo - IPCA).

Gráfico 2 - Evolução dos Preços dos Lácteos no Atacado, média Brasil

Fonte: elaborado pelo MilkPoint com base nos dados Cepea

Gráfico 3 - Evolução do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo dos produtos lácteos

Fonte: elaborado pelo MilkPoint com base nos dados IBGE/IPCA

Quais as razões para esse comportamento? O primeiro e mais relevante aspecto vem da oferta interna. Os dados do IBGE (leite inspecionado, gráfico 4) indicam que a produção em 2012 foi perdendo força. No final do ano, o último trimestre apresentou produção inferior a verificada no mesmo período do ano passado (redução de 1,8%). Considerando o crescimento populacional e o aumento do consumo per capita, fica fácil concluir que a disponibilidade de leite por pessoa diminuiu. Se somarmos a isso as importações e subtraírmos as exportações, veremos que essa quantidade foi ainda menor quando comparada a 2011 (gráfico 5 - disponibilidade de leite per capita).

Conforme mostra o gráfico 5, a disponibilidade de leite per capita a partir de setembro de 2012 foi menor que o mesmo período do ano anterior. Com efeito, no último trimestre a disponibilidade per capita formal de leite foi em média 10,31 kg/pessoa/mês, contra 10,57 kg em 2011, uma queda de 2,5%. Essa menor disponibilidade de leite está relacionada a dois fatores: primeiro e principalmente, a menor quantidade de leite inspecionado (gráfico 4); segundo, o crescimento da população. Mesmo com as importações mais elevadas (gráfico 7), o valor de equivalente-leite por pessoa, caiu. Se considerarmos ainda que há uma tendência de aumento do consumo por pessoa em função da elevação da renda, fica evidente que o mercado ficou ajustado.

Gráfico 4 – Leite inspecionado, em mil litros

Fonte: elaborado pelo MilkPoint com base nos dados do IBGE

Gráfico 5 – Disponibilidade de leite per capita*

Fonte: elaborado pelo MilkPoint

*A disponibilidade de leite per capita é calculada pela soma da quantidade importada a produção nacional de leite, menos a quantidade exportada, dividindo pela população no período.

A razão principal dessa situação não foi climática, mas sim de queda na rentabilidade do produtor em função dos custos mais elevados e de preços que não acompanharam essa realidade. A Receita Menos o Custo de Ração calculada pelo MilkPoint (gráfico 6) mostra que 2012 trouxe enorme desafio aos produtores de leite, ocasionando desestímulo. Comparando 2012 com os anos anteriores, percebe-se que, tirando da receita os custos de ração, o valor restante para pagar os demais custos e remunerar o negócio foi mais baixo, só ficando acima de 2009. Esse processo foi ocasionado principalmente pela elevação dos preços do milho e da soja, mas também pelos preços em queda durante os meses de entressafra do ano passado.



Gráfico 6 – Receita menos custo de ração, corrigidos pelo efeito da inflação

Fonte: elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do MDIC

Com efeito, o levantamento Top 100, que reúne os 100 maiores produtores, mostrou que para 45%, a rentabilidade em 2012 foi abaixo da média dos outros anos, 39% a consideraram na média e apenas 16% afirmaram que a rentabilidade de 2012 foi acima da média.

O resultado disso é um 2013 iniciando-se com oferta restrita – talvez equivalente ou até menor do que 2012. Os dados de atacado e varejo, que normalmente apontam para baixo no final/início do ano, já sinalizavam o que poderia ocorrer. Ao contrário do que ocorre normalmente, os valores se mantiveram praticamente constantes nesse período. As importações, por sua vez, no primeiro trimestre do ano foram 35% menores do que em 2012, refletindo também na menor disponibilidade de leite por pessoa. Preços no atacado constantes significa mercado equilibrado em uma época em que normalmente há estoques elevados.

Gráfico 7 - Quantidade de equivalente-leite importada mensal (em milhões de litros de leite)

Fonte: elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do MDIC

Esse cenário, às vésperas de um período em que há redução natural da oferta (de abril em diante), naturalmente estimula o apetite dos laticínios por leite, visando garantir suprimento para os meses seguintes.

Além da oferta interna, o componente externo também vem contribuindo para a ebulição do mercado. As previsões já indicavam que deveria haver elevação nas cotações externas, afinal o mesmo efeito dos insumos elevados ocorreu em outros países, resultando em menor estímulo à produção. Com efeito, os principais exportadores mundiais têm verificado uma produção declinante, estável ou, no máximo, com modesto aumento, ao passado que a demanda está elevada pelo consumo nos países emergentes, capitaneados pela China (tabela 2).



* A variação da União Europeia refere-se a janeiro, e não ao primeiro bimestre de 2012.

O que consolidou a previsão e catapultou os preços foi a seca na Nova Zelândia, principal exportador mundial. A curva de produção do país, na metade final da safra, vem despencando. O resultado é a forte elevação das cotações, superando os US$ 5.200/tonelada, um valor só obtido no auge do boom de 2007 (gráfico leilão gDT).

Gráfico 8 - Histórico de preços de produtos lácteos (gDT)

Fonte: gDT, elaborado pelo MilkPoint

O que esperar para frente? É bem provável que os próximos meses sejam de elevação dos preços, como já ocorre. Porém, sempre que há uma forte elevação ao consumidor, em algum momento o consumo é afetado, tanto aqui quanto lá fora. No exterior, pode demorar mais, uma vez que há contratos antigos em andamento, há diluição do produto novo com produto antigo em relação a preços, há muitas vezes subsídio ao consumo e há um tempo para que os consumidores – principalmente os industriais – encontrem substitutos. Mas a lógica econômica é inevitável: preços elevados demais estimulam a oferta e desestimulam o consumo, criando lá na frente um novo equilíbrio. Já vimos esse filme outras vezes.

Em função disso, os fundamentos de mercado continuam valendo, mesmo com bons ventos. É preciso gerenciar o negócio e aproveitar o momento favorável de preços em recuperação e custos em queda para refazer caixa, investir no aumento da eficiência e da produtividade para que, quando o mercado voltar, o produtor esteja melhor preparado para competir.
 

MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

Engenheiro Agrônomo (ESALQ/USP), Mestre em Ciência Animal (ESALQ/USP), MBA Executivo Internacional (FIA/USP), diretor executivo da AgriPoint e coordenador do MilkPoint.

ANDRÉ UIS RAMOS SANCHES

Economista (UFV), Mestre em Economia Aplicada (ESALQ/USP), Analista de Mercado do MilkPoint

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GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/04/2013

Prezado Xico Nascimento Prado: Hoje, em visita ao supermercado, deparei-me com uma média assustadora de UHT a R$ 2,60 (dois reais e sessenta centavos). Como podemos, nós, os produtores, receber, pelo leite integral (este, o verdadeiro) que produzimos, menos de R$ 1,00 o litro?

Acho que o consumidor vai querer levar só meio litro (rsrsrs). Vai ter condomínio para compra de leite (juntar dois ou três amigos e comprar partes de um litro para cada um) - rsrsrs.

"Seria cômico se não fosse trágico", como alguém já disse antes, com muita propriedade.

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
SAULO ANTONIO MELO SIQUEIRA

CÁSSIA - MINAS GERAIS

EM 22/04/2013

Sem dúvida alguma os comentários são coerentes. Mas preço alto no mercado internacional têm alto significado para a indústria e os produtores nacionais. Estes preços altos inibem a indústria de fazer estoque com leite importado e, quer queiram ou não, isto beneficia sim os produtores brasileiros, pois a indústria perde em muito sua capacidade de manobrar os preços internos do leite pagos aos produtores, independentemente de qualquer diminuição do consumo interno ou internacional, pois é possível revogar muitas leis, mas a da oferta e da procura é bem mais difícil.
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/04/2013

Prezados Marcelo Pereira de Carvalho e André Luís Ramos Sanches: Parabéns pela análise. Somente teço algumas ilações: 1) O que ocorreu, inicialmente, foi que algumas plantas industriais, atormentadas com a constante necessidade de ampliação de suas produções, em face de um mercado consumidor emergente e perene, aumentaram suas capacidades de processamento e, assim, passaram a depender mais de grandes volumes de leite, para que não tivessem que manter ociosos alguns setores, em evidente prejuízo. Destarte, passaram a ter que pagar mais pelo produto para poderem cumprir seus compromissos comerciais (algumas, que não detiveram esta capacidade, acabaram sendo comercializadas para as grandes, ou, simplesmente, fecharam suas portas) e a saída foi a elevação do preço pago ao produtor. 2) Em paralelo a este fenômeno, a crise da soja e do milho, causada pela baixa produtividade americana e que desencadeou uma enorme corrida à exportação, deixando desassistidos a nós, os produtores nacionais de leite, que dependíamos destes produtos para manter a produtividade de nossos animais, ante o marasmo do Governo, que nada fez para nos proteger, fomentou uma queda inusitada na produção, pois tivemos que destinar menor volume destes aparatos alimentares corriqueiros aos animais, que nos responderam, por óbvio, com menores índices de produtividade (vale a máxima: "a vaca produz o que entra em sua boca"). 3) Com os anúncios de supersafra, tanto nos Estados Unidos da América quanto no Brasil, que contrariaram as expectativas de preço internacional, a soja e o milho não baixaram de preço, apenas voltaram a seu patamar normal. Portanto, não existe queda no valor destes, mas, sim, mera adequação aos quadrantes da normalidade, que estavam túrgidos ante a especulação multinacional de preços. Em contrapartida, a produção de leite não ficou mais barata, apenas, dentro do que se pode esperar em tempos regulares de safra. As margens de lucro, que estavam quase nulas, voltaram, apenas, a ser pequenas.

4) Finalmente, o preço do leite encontra-se defasado (os recentes ajustes não equilibraram o mercado, que ainda se encontra muito aquém do necessário), por anos de exploração do produtor pela indústria e pela constante ação politiqueira de aumentar o salário mínimo a patamares irreais e insustentáveis, acima de qualquer força produtiva realizável, e que, se mantida, irá causar enorme desemprego no campo. O voto passou a ser mais valioso que o próprio cidadão. Apenas uma pequena conjectura, um empregado rural, hoje, recebe, em média 1,5 salário mínimo por mês (não se encontra mão de obra rural mais barata), o que representa o custo base de 1271 litros de leite (considerado o preço médio de R$ 0,80 por litro), inatingível para muitos, de sorte que arregimenta mais de um terço da produção mensal média brasileira, que beira aos três mil litros mês.

CONTINUAMOS NA MESMA

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
OLIVINO DOS SANTOS FILHO

ITAPETININGA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 22/04/2013

boa tarde , a todos com a experiencia de longos anos trabalhando com o leite , acho que o preço tinha que subir , mas temos empresas que estão pagando um preço fora do mercado até 1,15 será que vão conseguir pagar como já aconteceu com outras empresas ?

temos que ter cuidado pois o consumidor já começou a reclamar do preço dos produtos lacteos .

não acredito que possa sustentar por muito tempo este preço .

tomara que eu esteja enganado mas .......


HERMENEGILDO DE ASSIS VILLAÇA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 22/04/2013

  Muito bom o artigo
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 22/04/2013

Obrigado a todos pelos comentários. Abraços
ENG. AGR. JAIR S. MELLO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 22/04/2013

Parabéns Marcelo e André, excelente análise de mercado.

Abraço,

Jair Mello
ZEIDE SAB

BOTUCATU - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/04/2013

Os argumentos são válidos, porem não refletem toda a realidade. Em 1994 vendíamos um litro de leite a indústria por R$ 0,37 (trinta e sete centavos de reai), o salário mínimo era R$ 70,00 (setenta reais), um saco de milho R$ 5,00 (cinco reais), um saco de farelo de soja R$ 8,00 (oito reais), um caminhão de cevada (resíduo de cervejaria) com oito toneladas custava 700 litros de leite, , portanto não é justo que o produtor de leite pague a conta política do produto, pois toda vez que o produto sobe o vilão é sempre o produtor, ao passo que a industria sempre fica com seu lucro, pois dita o preço, o varejo da mesma forma é o que menos faz e mais ganha,. Este quadro tem que mudar e acredito que chegou a hora, pois não tem de onde importar leite, e mesmo que o governo tire os impostos de importação, como é comum, o produto ainda chegará a um preço mais alto ao consumidor.

Gostaria de salientar, ainda, que os dados sobre produção e produtividade não condizem com a realidade brasileira, tendo em vista que a grande maioria dos produtores não consegue a média de 20 kg/ dia em seu rebanho e não podemos basear ganhos em 100 grandes produtores, pois não são a locomotiva do leite no Brasil, nossa produção é de pequenos produtores com médias bem menores, que vivem exclusivamente de sua produção.
JOSÉ LEMES BALTAZAR

FORMIGA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/04/2013

Pessoal, esse novo equilibrio que se encontrará lá na frente, as vezes não é bom.

Não é bom quando a nossa margen fica baixa, pois diminuimos a produção, e não é bom quando o preço ao consumidor aumenta, porque ele para de comprar.

Marcelo e André,

Existe alguma forma de se "encontrar" o verdadeiro equilibrio entre a produção, a industrialização e o consumo?

Da forma que vivemos nessa gangorra, não é fácil.
LUCIANO MACHADO DE SOUZA LIMA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/04/2013

parabens pelas informações. estes dados mostram o caminho a ser percorrido por nos produtores, que precisamos estar atento as mudanças do mercado e dispostos a aplicar novas tecnologias de produção e manejo, para nao fechar nossas empresas.
XICO NASCIMENTO PRADO

MOCOCA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 20/04/2013

Marcelo e André Luis, simplesmente brilhantes na análise da situação, e no fechamento da matéria.

A lógica econômica sempre prevalece.

Prevaleceu até no tomate, imaginem no leite, que já ganhou os noticiários, revistas e telejornais.

Infelizmente o consumidor, não tem essa visão do lado do produtor, de menor rentabilidade em 2012, seca na NZ, etc e tal..

Ele vai somente ver que em 2012 pagava seus R$ 1,70 a R$ 1,90 no litro de UHT e hoje vai pagar R$ 2,00 a R$ 2,30.

Aí, em vez de levar 1 caixa fechada de 12 unidades de 1 L, vai levar somente 1 caixinha de 1 L na esperança ou expectativa de queda do leite. Ou vai tentar trocar o UHT pelo leite em pó, mas a latinha de 400 gr também saiu dos seus R$ 6,00 a R$ 8,00 para R$ 9,00 a R$ 11,00.

Ou seja, compra menos quantidade ou para de beber leite.

O produtor de leite não diminui a quantidade de Farelo de Soja e Milho, quando eles ficaram caros?

Essa será a lógica do consumidor de UHT e Leite em Pó.

Como vocês sabiamente disseram, agora é hora do produtor se preparar para "A VOLTA DO MERCADO", buscar eficiência, para sempre poder aproveitar os bons mercados.

E a industria pensar a longo prazo e trabalhar sua rede de fornecedores de leite com coerência, com assistência técnica e não com ilusão de preços altos momentaneos (2 meses), que é o que 99% delas estão fazendo.

Fica a dica.

Tudo que sobe, desce.