FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Nutrição e saúde uterina no pós-parto e a fertilidade

POR RICARDA MARIA DOS SANTOS

E JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

JOSÉ LUIZ M.VASCONCELOS E RICARDA MARIA DOS SANTOS

EM 21/06/2010

17 MIN DE LEITURA

0
0
Este texto é parte da palestra apresentada por José Eduardo Portela Santos, no XIV Curso Novos Enfoques na Produção e Reprodução de Bovinos, realizado em Uberlândia em março de 2010.


Estudos epidemiológicos demonstraram claramente que há uma forte relação entre as doenças no pós-parto e o desempenho reprodutivo subsequente dos bovinos leiteiros. As vacas diagnosticadas com hipocalcemia clínica tinham 3,2 vezes mais probabilidade de retenção de placenta (RP) do que as vacas que não tinham hipocalcemia clínica (Curtis et al., 1983). Whiteford e Sheldon (2005) também verificaram que a hipocalcemia estava associada à ocorrência de doença uterina em vacas leiteiras em lactação. Markusfeld (1985) relatou que 80% das vacas com cetonúria desenvolveram metrite.

Um importante fator de risco para a doença uterina é a RP. Em geral, vacas com RP têm risco maior de desenvolver metrite quando comparadas com as vacas que não têm RP. Tanto a metrite como a RP duplicam os risco das vacas de permanecer com inflamação uterina no momento da primeira inseminação após o parto (Rutigliano et al., 2008). Nos Estados Unidos, um recente estudo do USDA (NAHMS, 1996) indicou que a incidência de RP em vacas leiteiras foi de 7,8 ± 0,2%. Um estudo de 2006 realizado em 5 granjas leiteiras em Israel observou que a RP foi diagnosticada em 13,1% (9,4 a 18,1%) e 9,2% (3,6 a 13,8%) das vacas multíparas e primíparas, respectivamente (Goshen e Shpiegel, 2006). No mesmo estudo, a metrite afetou 18,6% (15,2 a 23,5%) e 30% (19,4 a 42,3%) das vacas multíparas e primíparas, respectivamente.

Tanto a RP como a metrite podem ter efeitos devastadores sobre a eficiência reprodutiva em vacas leiteiras em lactação, com redução das taxas de concepção e prolongamento dos intervalos até a prenhez (Goshen e Shpiegel, 2006). Na verdade, a doença clínica não apenas afeta negativamente a fertilidade de vacas leiteiras. A endometrite, uma doença caracterizada por aumento na proporção de neutrófilos na citologia uterina sem a presença de sinais clínicos de inflamação do útero, tem importantes efeitos deletérios sobre as taxas de concepção de vacas leiteiras em lactação na primeira inseminação no pós-parto.

Dados sugerem que o consumo de ração e o comportamento no arraçoamento em torno do momento do parto poderiam mediar do risco de doenças uterinas em bovinos leiteiros (Hammon et al., 2006; Huzzey et al., 2007; Urton et al., 2005). Hammon et al. (2006) observaram que as vacas que desenvolvem doença uterina no pós-parto apresentaram redução na IMS cerca de uma semana antes da parição. Da mesma forma, as vacas diagnosticadas com metrite grave depois da parição já estavam consumindo menos matéria seca 2 semanas antes da parição (Huzzey et al., 2007). No mesmo estudo, mesmo as vacas que desenvolveram uma metrite branda estavam com IMS reduzida uma semana antes do parto quando comparadas com as vacas com útero saudável.

O mesmo grupo (Urton et al., 2005) observou que as vacas que desenvolviam metrite passavam depois menos tempo comendo antes e depois do parto do que as vacas que não desenvolveram metrite. Estes dados indicam que a supressão da ingestão de nutrientes ou alterações no comportamento alimentar antes do parto são importantes fatores de risco para o desenvolvimento de metrite pós-parto.

O status imune da vaca pode ser uma ligação potencial entre a ingestão de nutrientes e o desenvolvimento de doenças uterinas. Kimura et al. (2002) avaliaram a função neutrofílica em 142 vacas leiteiras no periparto, pertencentes a dois rebanhos, avaliando a atividade quimiotáxica e de destruição destas células. Os autores observaram que 14,1% das vacas desenvolveram RP. Os neutrófilos isolados das vacas com RP tinham redução na capacidade de migrar para o tecido placentário e menor atividade mieloperoxidase, um marcador para a explosão oxidativa e atividade de destruição dos neutrófilos.

É interessante que a redução da função dos neutrófilos foi observada entre 1 e 2 semanas antes da parição, sugerindo que a redução da função imunológica inata pode ser parte da causa da RP mais do que uma consequência da doença. Na verdade, as vacas que desenvolveram uma doença uterina, metrite clínica ou endometrite subclínica, apresentaram redução da IMS e da função neutrofílica antes da parição (Hammon et al., 2006). Estes dados sugerem de forma enfática que a ingestão inadequada de nutrientes antes da parição poderia predispor as vacas a um comprometimento da função imunológica e, subsequentemente, a um maior risco de doenças uterinas que afetam negativamente a reprodução.

Como a ingestão de nutrientes parece influenciar o status energético e a função imunológica das vacas leiteiras, e ambos parecem estar relacionados com o risco de doenças uterinas, é prudente sugerir que as estratégias nutricionais e de manejo que otimizam a ingestão de nutrientes no período em torno do parto devem melhorar a saúde uterina e subsequente fertilidade de vacas leiteiras. Igualmente importante, ou talvez até mais importante do que a composição da dieta é o ambiente a que a vaca está sujeita no período do periparto. Conforto inadequado, concorrência pelo espaço e status hierárquico podem influenciar a capacidade da vaca de consumir nutrientes, o que pode posteriormente predispô-la à doença uterina (Hammon et al., 2006; Huzzey et al., 2007; Urton et al., 2005).

Fonte de Se e Reprodução

Durante o período pós-parto imediato, o sistema imune da vaca é desafiado de forma severa (Goff, 2006), e os sistemas de defesa inato e humoral estão reduzidos. A incidência de doenças e transtornos pode ser alta durante este período de tempo e ter impacto negativo sobre o desempenho reprodutivo. A chance de prenhez, por exemplo, foi reduzido se as vacas tinham RP ou perdido uma unidade do ECC (Goshen e Shpigel, 2006; Santos et al., 2008). A redução na imunidade adaptativa e inata na parição aumenta o risco de transtornos como RP, metrite e mastite.

Há muito tempo o selênio vem sendo associado à imunidade. Em alguns estudos, os bovinos suplementados com Se de levedura tiveram aumento de 18% de Se no plasma em relação ao uso de selenito de sódio (Weiss, 2003). Algumas regiões dos Estados Unidos são deficientes em Se, particularmente a região sudeste, enquanto que outros estados, como a Califórnia, apresentam em sua maioria níveis adequados de Se.

Um experimento foi conduzido para avaliar uma fonte suplementar de selênio orgânico sobre as respostas reprodutivas e imunes de vacas leiteiras na Flórida e na Califórnia CA (Silvestre et al., 2006a,b; Rutigliano et al., 2008). Os objetivos eram avaliar os efeitos de Se orgânico sobre a saúde e o desempenho reprodutivo de vacas leiteiras. A partir de 25 dias antes do parto, as vacas receberam uma fonte de Se: Se orgânico (Se de levedura [SY; Sel-Plex®, Alltech) ou Se sódico inorgânico (selenito de sódio, SS). O nível das fontes de Se foi de 0,2 ppm (com base na MS) e foram administradas até o dia 80 após o parto.

Nos dois locais, as vacas seguiram o mesmo protocolo de estudo e a saúde dos animais foi monitorada diariamente durante todo o estudo. A temperatura retal foi registrada todas as manhãs 10 dias após o parto. Na Flórida, a avaliação vaginoscópica do trato reprodutivo foi realizada nos dias 5 e 10 após o parto. As vacas foram avaliadas quanto à incidência de RP, metrite, metrite puerperal, endometrite subclínica por citologia uterina, cetose, deslocamento de abomaso e mastite. A ovulação foi sincronizada para a primeira IA após o parto.

As concentrações plasmáticas de Se aumentaram com os dias após o parto, mas a fonte de Se não influenciou as concentrações de Se das vacas na Califórnia. Na Flórida, entretanto, o uso de SY melhorou as concentrações plasmáticas de Se (0,087 x 0,069 ± 0,004 μg/ml; P < 0,01). Não houve diferenças na incidência de doenças no pós-parto entre os grupos, mas as vacas que receberam SY tiveram incidência menor de corrimento vaginal purulento do que as que receberam SS na Flórida. A dieta alterou a frequência de vacas multíparas detectadas com > 1 evento de febre (temperatura retal > 39,5 ºC; SY, 13,3% [25/188] x SS, 25,5% [46/181]; P < 0,05).

O efeito de SY não foi observado em vacas primíparas, que tiveram uma frequência muito maior de febre (40,5%). Os escores de corrimento foram determinados pela vaginoscopia nos dias 5 e 10 após o parto foram melhores para o grupo SY: 47,1 (217/460) x 35,0% (153/437) de aspecto claro, 43,4 [200/460] x 47,8% [209/437]) de aspecto mucopurulento, e 9,3 (43/460) x 17,1% (75/437) de aspecto purulento para os grupos SY e SS, respectivamente (P < 0,05). O uso de Se orgânico (SY) melhorou a saúde uterina e a RP ao segundo serviço durante o verão.

A dieta não alterou as taxas de prenhez depois do primeiro serviço na Califórnia e na Flórida, e a taxa de prenhez ao segundo serviço na Flórida foi maior para as vacas que receberam SY do que as que receberam SS [SY, 17% (34/199) x SS 11,3% (24/211); P < 0,05]. O benefício de SY sobre a taxa de prenhez ao segundo serviço é surpreendente. Foi levantada a hipótese de que as vacas do grupo SY foram capazes de restabelecer um ambiente favorável ao desenvolvimento embrionário no segundo serviço.

Na Califórnia, as medidas das respostas imunes, inata e humoral, não foram alteradas pela fonte de Se, mas as vacas que receberam SY na Flórida tiveram melhor função neutrofílica e títulos séricos melhores contra ovalbumina. Os achados indicaram que o uso de SY melhorou as medidas de imunidade humoral e celular, saúde uterina e taxa de prenhez ao segundo serviço nas vacas na Flórida, que é conhecido como sendo um estado com deficiência de Se. Na Califórnia, entretanto, a fonte de Se não teve impacto sobre a saúde, as medidas de resposta imune ou desempenho reprodutivo.

Referências Bibliográficas

Ambrose, D.K., J.P. Kastelic, R. Corbett, P.A. Pitney, H.V. Petit, J.A. Small, and P. Zalkovic. Lower pregnancy losses in lactating dairy cows fed a diet enriched in α-linolenic acid. J. Dairy Sci. 89:3066-3074.

Bonczeck, R.R., C.W. Young, J.E. Wheaton, and K.P. Miller. 1988. Responses of somatotropin, insulin, prolactin, and thyroxine to selection for milk yield in Holsteins. J. Dairy Sci. 71:2470-2478.

Butler, W.R. 2003 Energy balance relationships with follicular development, ovulation and fertility in postpartum dairy cows. Livest. Prod. Sci.83: 211-218.

Butler, S.T., A.L. Marr, S.H. Pelton, R.P. Radcliff, M.C. Butler, and W.R. Butler. 2003. Insulin restores GH responsiveness during lactation-induced negative energy balance in dairy cattle: effects on expression of IGF-I and GH receptor 1A. J. Endocrinol. 176:205-217.

Butler, W.R. 1998. Review: effect of protein nutrition on ovarian and uterine physiology in dairy cattle. J. Dairy Sci. 81:2533-2539.

Cerri, R.L.A., R.G.S. Bruno, R.C. Chebel, K.N. Galvão, H. Rutgliano, S.O. Juchem, W.W. Thatcher, D. Luchini, and J.E.P. Santos. 2004. Effect of fat sources differing in fatty acid profile on fertilization rate and embryo quality in lactating dairy cows. J. Dairy Sci. 87(Suppl. 1):297 (Abstr.).

Chenoweth, P.J., C.C. Chase, Jr., C.A. Risco, and R.E. Larsen. 2000. Characterization of gossypol-induced sperm abnormalities in bulls. Theriogenology. 53:1193-203.

Coscioni, A.C., M. Villaseňor, K.N. Galvão, J.E.P. Santos, B. Puschner, and L.M.C. Pegoraro. 2003a. Effect of gossypol intake and plasma gossypol concentrations on follicle development and luteal function in dairy heifers. J. Dairy Sci. 86(Suppl. 1):240 (Abstr.).

Coscioni, A.C., M. Villaseňor, K.N. Galvão, R. Chebel, J.E.P. Santos, J.H. Kirk, B. Puschner, and L.M.C. Pegoraro. 2003b. Effect of gossypol intake on plasma and uterine gossypol concentrations and on embryo quality and development in superovulated Holstein dairy heifers. J. Dairy Sci. 86(Suppl. 1):240 (Abstr.).

Curtis, C.R., H.N. Erb, C.J. Sniffen, R.D. Smith, P.A. Powers, M.C. Smith, M.W. White, R.B. Hillman, and E.J. Pearson. 1983. Association of parturient hypocalcemia with eight periparturient disorders in Holstein cows. J. Am. Vet. Med. Assoc. 183:559-561.

Ferguson, J.D., D. Sklan, W.V. Chalupa, and D.S. Kronfeld. 1990. Effects of hard fats on in vitro and in vivo rumen fermentation, milk production, and reproduction in dairy cows. J. Dairy Sci. 73:2864-2879.

Fuentes, M.C., S.S. Calsamiglia, C. Sánchez, A. González, J. Newbold, J E.P. Santos, L.M. Rodríguez-Alcalá, J. Fontecha. 2008. Effect of extruded linseed on productive and reproductive performance of lactating dairy cows. Livest. Sci. 113: 144-154.

Galvão, K.N., J.E.P. Santos, A.C. Coscioni, S.O. Juchem, R.C. Chebel, W.M. Sischo, and M. Viallaseñor. 2006. Embryo survival from gossypol-fed heifers after transfer to lactating cows treated with human chorionic gonadotropin. J. Dairy Sci. 89: 2056-2064.

Goff, J.P. 2006. Transition cow nutrition: effects on immune function and postpartum health. In Proc. 1st Annual Meeting and Conv., Dairy Cattle Reproduction Council, Denver, CO, pp. 1-8.

Gong, J.G., W.J. Lee, P.C. Garnsworthy, and R. Webb. 2002. Effect of dietary-induced increases in circulating insulin concentrations during the early postpartum period on reproductive function in dairy cows. Reproduction 123: 419-427.

Goshen, T. and N.Y. Shpigel. 2006. Evaluation of intrauterine antibiotic treatment of clinical metritis and retained fetal membranes in dairy cows. Theriogenology 66: 2210-2218.

Grant, R.J., and J.L. Albright. 1995. Feeding behavior and management factors during the transition period in dairy cattle. J. Anim. Sci. 73:2791-2803.

Hammon, D.S., I.M. Evjen, T.R. Dhiman, J.P. Goff, and J.L. Walters. 2006. Neutrophil function and energy status in Holstein cows with uterine health disorders. Vet. Immun. Immunop. 113: 21-29.

Hileman S.M., L.S. Lubbers, H.T. Jansen, and M.N. Lehman. 1999. Changes in hypothalamic estrogen receptor-containing cell numbers in response to feed restriction in the female lamb. Neuroendocrinology. 69:430-437.

Huzzey, J.M., D.M. Veira, D.M. Weary, and M.A. von Keyserlingk. 2007. Prepartum behavior and dry matter intake identify dairy cows at risk for metritis. J. Dairy Sci. 90: 3220-3233.

Jordan, E.R., and R.H. Fourdraine. 1993. Characterization of the management practices of the top milk producing herds in the country. J. Dairy Sci. 76:3247-3256.

Juchem, S.O., R.L.A. Cerri, M. Villaseñor, K.N. Galvão, R.G.S. Bruno, H.M. Rutigliano, E.J. DePeters, F.T. Silvestre, W.W. Thatcher, and J.E.P. Santos. 2009. Supplementation with calcium salts of linoleic and trans-octadecenoic acids improves fertility of lactating dairy cows. Reprod. Dom. Anim. In press. doi: 10.1111/j.1439-0531.2008.01237.x

Juchem, S.O. 2007. Lipid digestion and metabolism in dairy cows: effects on production, reproduction and health. PhD thesis, University of California Davis.

Kendrick, K.W., T.L. Bailey, A.S. Garst, A.W. Pryor, A. Ahmadzadeh, R.M. Akers, W.E. Eyestone, R.E. Pearson, and F.C. Gwazdauskas. 1999. Effects of energy balance on hormones, ovarian activity, and recovered oocytes in lactating Holstein cows using transvaginal follicular aspiration. J. Dairy Sci. 82:1731-1740.

Kimura, K, J.P. Goff, M.E. Kehrli, Jr., and T.A. Reinhardt. 2002. Decreased neutrophil function as a cause of retained placenta in dairy cattle. J. Dairy Sci. 85: 544-550.

Markusfeld, O. 1985. Relationship between overfeeding, metritis and ketosis in high yielding dairy cows. Vet Rec. 116:489-491.

Mattos, R., C.R. Staples, and W.W. Thatcher. 2000. Effects of dietary fatty acids on reproduction in ruminants. Rev. Reprod. 5:38-45.

Mattos, R., C.R. Staples, J. Williams, A. Amorocho, M.A. McGuire, and W.W. Thatcher. 2002. Uterine, ovarian, and production responses of lactating dairy cows to increasing dietary concentrations of menhaden fish meal. J. Dairy Sci. 85:755-764.

Mattos, R., A. Guzeloglu, L. Badinga, C.R. Staples, and W.W. Thatcher. 2003. Polyunsaturated fatty acids and bovine interferon-t modify phorbol ester-induced secretion of prostaglandinF2α and expression of prostaglandin endoperoxide synthase-2 and phospholipase-A2 in bovine endometrial cells. Biol. Reprod. 69:780-787.

Mattos, R., C.R. Staples, A. Arteche, M.C. Wiltbank, F.J. Diaz, T.C. Jenkins, and W.W. Thatcher. 2004. The effects of feeding fish oil on uterine secretion of PGF2α, milk composition, and metabolic status of periparturient Holstein cows. J. Dairy Sci. 87:921-932.

McNamara, S., T. Butler, D.P. Ryan, J.F. Mee, P. Dillon, F.P. O'Mara, S.T. Butler, D. Anglese, M. Rath, J.J. Murphy. 2003. Effect of offering rumen-protected fat supplements on fertility and performance in spring-calving Holstein-Friesian cows. Anim. Reprod. Sci. 79:45-56.

Noftsger, S., and N.R. St-Pierre. 2003. Supplementation of methionine and selection of highly digestible rumen undegradable protein to improve nitrogen efficiency for milk production. J. Dairy Sci. 86:958-969.

Mattos, R., C.R. Staples, and W.W. Thatcher. 2000. Effects of dietary fatty acids on reproduction in ruminants. Rev. Reprod. 5:38-45.

Mattos, R., C.R. Staples, J. Williams, A. Amorocho, M.A. McGuire, and W.W. Thatcher. 2002. Uterine, ovarian, and production responses of lactating dairy cows to increasing dietary concentrations of menhaden fish meal. J. Dairy Sci. 85:755-764.

Mattos, R., A. Guzeloglu, L. Badinga, C.R. Staples, and W.W. Thatcher. 2003. Polyunsaturated fatty acids and bovine interferon-t modify phorbol ester-induced secretion of prostaglandinF2α and expression of prostaglandin endoperoxide synthase-2 and phospholipase-A2 in bovine endometrial cells. Biol. Reprod. 69:780-787.

Mattos, R., C.R. Staples, A. Arteche, M.C. Wiltbank, F.J. Diaz, T.C. Jenkins, and W.W. Thatcher. 2004. The effects of feeding fish oil on uterine secretion of PGF2α, milk composition, and metabolic status of periparturient Holstein cows. J. Dairy Sci. 87:921-932.

McNamara, S., T. Butler, D.P. Ryan, J.F. Mee, P. Dillon, F.P. O'Mara, S.T. Butler, D. Anglese, M. Rath, J.J. Murphy. 2003. Effect of offering rumen-protected fat supplements on fertility and performance in spring-calving Holstein-Friesian cows. Anim. Reprod. Sci. 79:45-56.

NAHMS. 1996. Dairy 1996 Part III: reference of 1996 dairy health and health management. Online. Available: http://nahms.aphis.usda.gov/dairy/dairy96/DR96Pt3.pdf.

Nebel, R.L., and M.L. McGilliard. 1993. Interactions of high milk yield and reproductive performance in dairy cows. J. Dairy Sci. 76:3257-3268.

Noftsger, S., and N.R. St-Pierre. 2003. Supplementation of methionine and selection of highly digestible rumen undegradable protein to improve nitrogen efficiency for milk production. J. Dairy Sci. 86:958-969.

Ocon, O.M., and P.J. Hansen2003. Disruption of bovine oocytes and preimplantation embryos by urea and acidic pH. J. Dairy Sci. 86:1194-1200.

Petit, H.V., and H. Twagiramungu. 2006. Conception rate and reproductive function of dairy cows fed different fat sources. Theriogenology 66:1316-1324.

Radcliff, R.P., B.L. McCormack, B.A. Crooker, and M.C. Lucy. 2003. Plasma hormones and expression of growth hormone receptor and insulin-like growth factor-I mRNA in hepatic tissue of periparturient dairy cows. J. Dairy Sci. 86: 920-3926.

Randel R.D., C.C. Chase Jr., and S.J. Wyse. 1992. Effects of gossypol and cottonseed products on reproduction of mammals. J. Anim. Sci. 70:1628-1638.

Rhoads, M.L., R.P. Rhoads, R.O. Gilbert, R. Toole, and W.R. Butler. 2006. Detrimental effects of high plasma urea nitrogen levels on viability of embryos from lactating dairy cows. Anim Reprod Sci. 91: 1-10

Rhoads, R.P., J.W. Kim, B.J. Leury, L.H. Baumgard, N. Segoale, S.J. Frank, D.E. Bauman, and Y.R. Boisclair. 2004. Insulin increases the abundance of the growth hormone receptor in liver and adipose tissue of periparturient dairy cows. J. Nutr. 134:1020-1027.

Risco, C.A., C.A. Holmberg, and A. Kutches. 1992. Effect of graded concentrations of gossypol on calf performance: toxicological and pathological considerations. J. Dairy Sci. 75:2787-2798.

Rutigliano, H.M., F.S. Lima, R.L.A. Cerri, L.F. Greco, J.M. Villela, V. Magalhães, F.T. Silvestre, W.W. Thatcher, and J.E.P. Santos. 2008. Effects of method of presynchronization and source of selenium on uterine health and reproduction in dairy cows. J. Dairy Sci. 91:3323-3336.

Santos, J.E.P., T.R. Bilby, W.W. Thatcher, C.R. Staples, and F.T. Silvestre. 2008. Long chain fatty acids of diet as factors influencing reproduction in cattle. Reprod. Dom. Anim. 43 (Supp. 2):23-30.

Santos, J.E.P., H.M. Rutigliano, and M.F. Sá Filho. 2009. Risk factors for resumption of postpartum cyclicity and embryonic survival in lactating dairy cows. Anim. Reprod. Sci. 110:207-221.

Santos, J.E.P., S.O. Juchem, R.L.A. Cerri, K.N. Galvão, R.C. Chebel, W.W. Thatcher, C. Dei, and C. Bilby. 2004a. Effect of bST and reproductive management on reproductive and lactational performance of Holstein dairy cows. J. Dairy Sci. 87: 68-881.

Santos, J.E.P., W.W. Thatcher, R.C. Chebel, R.L.A. Cerri, and K.N. Galvão. 2004b. The effect of embryonic death rates in cattle on the efficacy of estrous synchronization programs. Anim. Reprod. Sci. 82-83C:513-535.

Santos, J.E.P., M. Villaseňor, E.J. DePeters, P.H. Robinson, and C.H. Holmberg. 2003. Type of cottonseed and gossypol in diets of lactating dairy cows: Plasma gossypol, reproduction, and health. J. Dairy Sci. 86:892-905.

Staples, C.R., J.M. Burke, and W.W. Thatcher. 1998. Influence of supplemental fats on reproductive tissues and performance of lactating cows. J. Dairy Sci. 81:856-871.

Schneider, P., D. Sklan, W. Chalupa, and D.S. Kronfeld. 1988. Feeding calcium salts of fatty acids to lactating cows. J. Dairy Sci. 71:2143-2150.

Schingoethe, D.J., and D.P. Casper. 1991. Total lactational response to added fat during early lactation. J. Dairy Sci. 74:2617-2622

Scott, T.A., R.D. Shaver, L. Zepeda, B. Yandell, and T.R. Smith. 1995. Effects of rumen-inert fat on lactation, reproduction, and health of high producing Holstein herds. J. Dairy Sci. 78:2435-2451.

Silvestre, F.T. 2008. Effect of differential fatty acid supplementation during the peripartum and breeding periods on postpartum health, reproduction, immunity and lactation in high producing dairy cows. Unpublished results

Silvestre, F.T., D.T. Silvestre, C. Crawford, J.E.P. Santos, C.R. Staples, and W.W. Thatcher. 2006a. Effect of selenium (Se) source on innate and adaptive immunity of periparturient dairy cows. Biol. Repro. 39th Annual Meeting. Special Issue. p 132.

Silvestre, F.T., D.T. Silvestre, J.E.P. Santos, C. Risco, C.R. Staples, and W.W. Thatcher, 2006b. Effects of selenium (Se) sources on dairy cows. J. Anim. Sci. 89 (Suppl. 1):52.

Sklan, D., U. Moallem, and Y. Folman. 1991. Effect of feeding calcium soaps of fatty acids on production and reproductive responses in high producing lactating cows. J. Dairy Sci. 74:510-517.

Sklan, D., M. Kaim, U. Moallem, and Y. Folman. 1994. Effect of dietary calcium soaps on milk yield, body weight, reproductive hormones, and fertility in first parity and older cows. J. Dairy Sci. 77:1652-1660.

Staples, C.R., J. M. Burke, and W.W. Thatcher. 1998. Influence of supplemental fats on reproductive tissues and performance of lactating cows. J. Dairy Sci. 81:856-871.

Staples, C.R., and W.W. Thatcher. 2005. Effects of fatty acids on reproduction of dairy cows. Pages 229-256 in Recent Advances in Animal Nutrition, ed. P.C. Garnsworthy and J. Wiseman, Nottingham University Press, England.

Urton, G., M.A. von Keyserlingk, and D.M. Weary. 2005. Feeding behavior identifies dairy cows at risk for metritis. J. Dairy Sci. 88: 2843-2849.

Vasconcelos, J.L.M., S. Sangsritavong, S.J. Tsai, and M.C. Wiltbank. 2003. Acute reduction in serum progesterone concentrations after feed intake in dairy cows. Theriogenology. 60:795-807.

Velasquez-Pereira, J., P.J. Chenoweth, L.R. McDowell, C.A. Risco, C.A. Staples, D. Prichard, F.G. Martin, M.C. Calhoun, S.N. Williams, and N.S. Wilkinson. 1998. Reproductive effects of feeding gossypol and vitamin E to bulls. J. Anim Sci. 76:2894-2904.

Villa-Godoy, A., T.L. Hughes, R.S. Emery, T.L. Chaplin, and R.L. Fogwell. 1988. Association between energy balance and luteal function in lactating dairy cows. J. Dairy Sci. 71:1063-1069.

Villaseñor, M. A.C. Coscioni, K.N. Galvão, R.C. Chebel, and J.E.P. Santos. 2008. Gossypol disrupts embryo development in heifers. J. Dairy Sci. 91: 3015-3024

Wade, G.N., and J.J. Jones. 2004. Neuroendocrinology of nutritional infertility. Am. J. Regul. Integr. Comp. Physiol. 287: 1277-1296.

Weiss, W. P., 2003: Selenium nutrition of dairy cows: comparing responses to organic and inorganic selenium forms. Pages 333-343 in Proc. Alltech's Nineteenth Annual Symposium, Nutritional Biotechnology in the Feed and Food Industries, Ed. T.P. Lyons and K.A. Jacques, Nottingham University Press, UK.

Whiteford, L.C., and I.M. Sheldon. 2005. Association between clinical hypocalcaemia and postpartum endometritis. Vet. Rec. 157:202-203.

RICARDA MARIA DOS SANTOS

Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia.
Médica veterinária formada pela FMVZ-UNESP de Botucatu em 1995, com doutorado em Medicina Veterinária pela FCAV-UNESP de Jaboticabal em 2005.

JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

MilkPoint AgriPoint