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Manejo reprodutivo individualizado pode valer a pena

POR RICARDA MARIA DOS SANTOS

JOSÉ LUIZ M.VASCONCELOS E RICARDA MARIA DOS SANTOS

EM 17/01/2024

2 MIN DE LEITURA

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Nem todas as vacas reagem da mesma maneira ao ambiente ou manejo adotado. Existem pequenas variações fisiológicas, genéticas e de mantença que fazem com que alguns animais prosperem onde outros enfrentam problemas e vice-versa. Encontrar as vacas que são resilientes é muitas vezes um dos principais objetivos de uma fazenda.

Por que, então, geralmente tratamos todas as vacas como se fossem iguais? Esta foi a pergunta que o professor Júlio Giordano, da Universidade Cornell, Nova Yorque, EUA tem tentado responder com suas pesquisas.

A resposta é porque agiliza as operações da fazenda e funciona razoavelmente bem. No entanto, o Prof. Giordano pesquisa se uma atenção mais individualizada à reprodução pode valer a pena. Em suma, vale a pena ser mais específico para as necessidades individuais de uma vaca?

Separar as vacas em "grupos", para receber atenção diferente pode ser feito de algumas maneiras. Por exemplo as vacas podem ser divididas com base na expressão do cio no período de espera voluntária (PEV). E será que essa divisão pode trazer benefícios? Cerca de metade das vacas expressará um cio antes do final do PEV (período no qual a fazenda quer começar o manejo reprodutivo). Essas vacas estão associadas a uma melhor reprodução: elas têm gestação por IA maior do que as vacas que não apresentam cio no PEV, e uma porcentagem maior estará gestante aos 150 dias em lactação (cerca de 78% contra 66%).

Um estudou apontou que essas vacas talvez não precisassem de um protocolo de IATF para alcançar resultado reprodutivo aceitável, reduzindo assim o uso de hormônios e trabalho, usando mais estrategicamente a IATF. As vacas que mostram cio durante o PEV e não são submetidas ao protocolo de IATF podem até ser inseminadas mais cedo do que se estivessem no protocolo. Porém, para atingir esse resultado é importante que a fazenda tenha um bom manejo de detecção de cio, com emprego de ferramentas auxiliares, como por exemplo os monitores automáticos de atividade.

No estudo, as vacas que apresentaram cio durante o PEV receberam mais um mês de chance para mostrar outro cio, no qual foram inseminadas. Se não mostrassem outro cio, eram submetidas ao protocolo de IATF, assim como todas as vacas que não expressavam cio durante o PEV. Neste estudo específico, cerca de 85% das vacas foram inseminadas baseado no cio detectado.

No primeiro serviço, a taxa de concepção foi maior para as vacas que receberam IATF. Essa não é a maneira de maximizar a taxa de concepção do primeiro serviço. No entanto, a velocidade com que as vacas emprenharam após o parto pode ser muito semelhante entre os dois grupos. As vacas inseminadas no cio ou na IATF tiveram a mesma taxa de prenhez, período de serviço e porcentagem de animais prenhes por 150 dias em lactação. Para fazendas que procuram usar menos IATF, trabalhar a fisiologia individual de uma vaca, refletida pelo cio durante o PEV, pode funcionar.

Ainda assim, recomenda-se não classificar as vacas em grupos apenas com base em um fator. Dados genômicos e outros índices combinado fornecem ainda mais informações para decidir como a vaca responderá ao manejo reprodutivo. Foi reportado que vacas altamente férteis, identificadas pela DPR (taxa de prenhez de filhas), tiveram desempenho ainda melhor quando inseminada após a detecção do cio. Esses dados apoiam o tratamento individual das vacas sempre que possível.

Esse texto é parto do artigo publicado na revista Hoard’s Dairyman, por KATELYN ALLEN em 30/11/2023.

 

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RICARDA MARIA DOS SANTOS

Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia.
Médica veterinária formada pela FMVZ-UNESP de Botucatu em 1995, com doutorado em Medicina Veterinária pela FCAV-UNESP de Jaboticabal em 2005.

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