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Escore de Condição Corporal x Balanço Energético Negativo

POR RICARDA MARIA DOS SANTOS

E JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

JOSÉ LUIZ M.VASCONCELOS E RICARDA MARIA DOS SANTOS

EM 02/05/2007

22 MIN DE LEITURA

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Este texto é parte da palestra apresentada pelo Dr. Phil Garnsworthy, da Universidade de Nottingham do Reino Unido, no XI Curso de Novos Enfoques na Reprodução e Produção de Bovinos, realizado em Uberlândia em março de 2007.

O texto é um pouco longo, mas durante a leitura você vai entender o porquê das seguintes afirmações:

- A melhor estratégia é monitorar o ECC no final da lactação e assegurar que a vaca tenha na secagem o ECC desejado no parto.

- A estratégia mais bem sucedida para minimizar o balanço energético negativo é a manipulação do escore de condição corporal (ECC) ao parto, o que influencia o consumo de ração e a produção de leite pelo restante da lactação.

- Aumentar o ECC ao parto exacerba os problemas de balanço energético negativo ao invés de superá-los.

- O impulso biológico para uma vaca atingir seu ECC alvo parece ser tão forte quanto o impulso para atingir seu pico de produção de leite geneticamente programado. Também parece que o ECC biológico alvo é determinado geneticamente.

Introdução

Vacas leiteiras de alta produção geralmente estão em balanço energético negativo durante as primeiras semanas de lactação, quando a utilização de energia para a produção de leite excede a ingestão de energia. Como conseqüência, as reservas corporais de gordura são mobilizadas para compensar o déficit de energia. Muitos estudos mostraram que a rápida mobilização das reservas corporais de gordura está associada com problemas de fertilidade e de saúde em vacas leiteiras.

Portanto, é desejável minimizar a amplitude e a duração do balanço energético negativo. Não é fácil conseguir este objetivo pela manipulação de dietas para a lactação pois, como será discutido, a vaca poderá apresentar impulso biológico para mobilizar a gordura corporal. A estratégia mais bem sucedida para minimizar o balanço energético negativo é a manipulação do escore de condição corporal (ECC) ao parto, o que influencia o consumo de ração e a produção de leite pelo restante da lactação (Garnsworthy, 2006).

Escore de condição corporal, consumo de matéria seca e balanço energético

As reservas de gordura corporal têm importante papel biológico no início da lactação por diminuir o impacto da falta de alimentação, uma vez que a vaca direciona a energia principalmente para a produção de leite. Estudos dos anos 80 mostraram que a gordura corporal tem efeito de feedback negativo sobre o consumo de ração. Em dois experimentos, Garnsworthy e Topps (1982) estudaram vacas com ECC (escala de 1 a 4) no parto de 1,7 (magras), 2,7 (médias) ou 3,7 (gordas). Após o parto, as vacas receberam uma ração total a vontade (TMR).

Não houve efeito do ECC ao parto sobre a produção de leite. Ao longo das primeiras 12 semanas de lactação, as vacas que estavam gordas no parto perderam 0,9-1,0 unidade do ECC, vacas com ECC médio no parto perderam 0,5- 0,6 unidade do ECC, vacas magras no parto ganharam 0,4-0,5 unidade do ECC. O ECC tende a convergir para 2,5 entre as semanas 12 e 15 da lactação (Figura 1a), sugerindo que as vacas têm um ECC alvo que tentam atingir no início da lactação. Em todos os grupos de vacas a produção de leite alcançou seu pico na semana 6 da lactação (Figura 1b).

O consumo máximo de matéria seca foi atingido na semana 15 para vacas gordas, semana 11 para vacas médias e semana 9 para vacas magras (Figura 1c). Isto sugeriu que o consumo de ração era controlado por mecanismos fisiológicos de feedback e que o nível de gordura corporal tinha um efeito direto sobre o consumo de ração.

Apesar da complexidade do sistema regulador total, foi estabelecido que a leptina é o mecanismo de feedback mais provável (Vernon et al., 2001). Foi verificado que além de seus efeitos sobre o consumo de ração, a leptina também modula a transferência e direciona os nutrientes pela interação com outros hormônios, incluindo insulina, glucagon, glicocorticóides, hormônio de crescimento, fator de crescimento-1 semelhante à insulina, citocinas e hormônios da tireóide (Hill, 2004). Outros fatores secretados pelo tecido adiposo (fator α de necrose tumoral e resistina) também têm sido apontados por interagir com a leptina na regulação da adiposidade (Vernon et al., 2001).

Vários estudos (revisados por Garnsworthy, 1988; Broster e Broster, 1998; Stockdale, 2001; Garnsworthy, 2006) confirmam a forte relação negativa entre ECC ao parto e a mudança no ECC durante o início da lactação, ainda que a inclinação da relação seja menor nos estudos mais recentes (Figura 2). Individualmente, cada vaca leiteira tem um ECC alvo geneticamente programado, que tenta alcançar aproximadamente 10-12 semanas após a parição. Caso o seu ECC esteja acima deste alvo, o consumo de alimento é reduzido e ela perde condição corporal. Se o seu ECC estiver abaixo deste alvo, o consumo de alimento aumenta e a vaca ganha condição corporal.

O impulso biológico de uma vaca para alcançar seu ECC alvo parece ser tão forte quanto o impulso para alcançar o pico de produção de leite geneticamente programado. A filosofia de colocar as vacas em "boa condição" ao parto é portanto contraproducente. Na verdade, ao invés de um alto ECC ao parto compensar o baixo consumo de ração no início da lactação, ele reduz ainda mais o consumo de ração e exacerba o balanço energético negativo.

Escore de condição corporal e interações com a dieta

A relação entre o ECC ao parto e a mudança no ECC durante o início da lactação aplica-se a todos os sistemas de alimentação. Estudos revisados por Garnsworthy (1988) e Broster e Broster (1998) incluíram vacas alimentadas com TMR, feno mais concentrados e silagem a vontade. Stockdale (2001) estendeu a revisão para incluir estudos de pastejo, confirmando que vacas alimentadas a pasto mostram a mesma relação forte. No entanto, a habilidade das vacas de atingir seu ECC alvo é afetada pela composição da dieta.

Com dietas ricas em energia, as vacas magras podem estar em balanço energético positivo e aumentar seu ECC, mas as vacas gordas entram em balanço energético negativo e reduzem seu ECC. Com dietas pobres em energia, o consumo de ração é limitado pela capacidade física do rúmen e as vacas não conseguem aumentar o consumo de energia para que se equipare ao gasto energético.

As vacas gordas mobilizam gordura corporal a uma velocidade mais rápida para dar o suporte à produção de leite e ficam em balanço energético negativo por mais tempo do que com dietas ricas em energia (Jones e Garnsworthy, 1989). Há possibilidade de se reduzir a perda de ECC de vacas gordas aumentando a concentração energética da dieta. Chilliard et al. (1991) relataram que vacas recebendo um suplemento de concentrado adicional de 1,5kg/dia perderam 0,1 unidade a menos de ECC durante as primeiras 18 semanas de lactação. Mao (2004) verificou que as vacas em um plano nutricional normal perderam 0,2 unidade a menos de ECC do que as vacas em um plano nutricional mais baixo.

Dietas ricas em proteínas resultam em perda maior de condição corporal em vacas gordas, mas aumentam o ganho de ECC ou diminuem a perda de ECC de vacas magras que utilizam o excesso de proteínas para a gliconeogênese (Garnsworthy e Jones, 1987; Jones e Garnsworthy, 1988). Dietas pobres em fibras mas ricas em amido aumentaram o ganho de ECC em vacas magras e diminuíram a perda de ECC em vacas gordas, provavelmente aumentando o status de insulina (Garnsworthy e Jones, 1993).

Dietas ricas em gorduras diminuíram a perda de ECC em vacas gordas, mas não afetaram a mudança de ECC em vacas magras (Garnsworthy e Huggett, 1992). No entanto, uma dieta com altas concentrações tanto de gordura quanto de proteína podem resultar em perdas maiores de gordura corporal do que dietas ricas em apenas um destes componentes (Beever et al., 2004).

Balanço energético, saúde e reprodução

Vacas excessivamente gordas no parto têm mais tendência de desenvolver esteatose hepática (fígado gorduroso) e cetose, porque um ECC alto deprime bastante o apetite e a gordura corporal é mobilizada de forma excessivamente rápida (Reid et al., 1986). Estas vacas apresentam balanço energético negativo grave, desempenho reprodutivo baixo e maior incidência de doenças (Treacher et al., 1986). O risco de esteatose hepática aumenta consideravelmente quando o ECC ao parto está acima de 3,5 (Treacher et al., 1986; Jorritsma et al., 2001).

Gillund et al. (2001) observaram que vacas parindo com ECC de 3,5 ou mais tinham probabilidade de 2,3 a 2,8 vezes maior de desenvolver cetose quando comparadas com as de ECC 3,25 ou menos. Outros problemas de saúde também foram relacionados ao ECC. As relações são variáveis e inconsistentes, mas a perda excessiva de ECC no período seco ou no início da lactação, baixo ECC no período de secagem e alto ECC ao parto podem estar associados a maior risco de distocia, retenção de placenta, metrite, febre do leite, mastite e manqueira.

Mesmo níveis moderados de mobilização de gordura estão associados ao balanço energético negativo e à fertilidade reduzida. Muitos estudos mostraram que alto mérito genético, balanço energético negativo, mobilização de gordura corporal, altos níveis plasmáticos de ácidos graxos não esterificados (AGNE) e baixa concentração plasmática de insulina estão associados ao atraso na primeira ovulação após o parto e à redução nas taxas de prenhez.

Butler (2005) relatou que vacas perdendo menos de 0,5 unidade do ECC durante os primeiros 30 dias após o parto levavam em média 30 dias do parto à primeira ovulação, vacas perdendo de 0,5 a 1,0 unidade do ECC levavam 36 dias, vacas perdendo mais de 1,0 unidade do ECC levavam 50 dias. Bourchier et al. (1987) pesquisaram 2.000 vacas em rebanhos de alta produtividade e encontraram efeito significativo na mudança do ECC sobre a taxa de concepção na primeira cobertura: vacas que ganharam condição durante as primeiras 12 semanas de lactação tiveram taxa de concepção de 67%, vacas perdendo de 0,5 a 1,0 unidade do ECC tiveram 55% de taxa de concepção e vacas que perderam mais de 1,0 unidade do ECC tiveram taxa de concepção de 47%.

Relação similar foi observada por Butler (2005), que concluiu com base em vários estudos que a taxa de concepção diminui em 10% para cada 0,5 unidade do ECC que é perdida. Revisando os mecanismos fisiológicos, Butler (2003) relatou que o balanço energético negativo tem forte associação com a freqüência de pulsos do LH e baixos níveis de glicemia, insulina e IGF-1 que, coletivamente, limitam a produção de estrógeno pelo folículo dominante e diminuem a qualidade de oócitos e a capacidade de desenvolvimento embrionário, além de reduzir as concentrações séricas de progesterona.

Lopez-Gatius et al. (2003) realizaram uma meta-análise de 15 artigos, correspondendo a aproximadamente 8.000 vacas, para analisar a relação entre ECC e desempenho reprodutivo. Comparando com vacas que perderam de 0 a 0,5 unidade do ECC, as vacas que perderam 0,5 a 1,0 unidade do ECC levaram 3,5 dias a mais para conceber e vacas que perderam mais que 1,0 unidade do ECC levaram 10,6 dias a mais para conceber, vacas ganhando ECC levaram 3,7 dias a menos para conceber.

Balanço energético e mérito genético

O impulso biológico para uma vaca atingir seu ECC alvo parece ser tão forte quanto o impulso para atingir seu pico de produção de leite geneticamente programado. Também parece que o ECC biológico alvo é determinado geneticamente. Em estudo clássico por Holmes (1988), vacas com alto mérito genético mostraram um ECC alvo mais baixo do que vacas com baixo mérito genético. Os dois grupos de vacas alcançaram seus alvos, quer tivessem um ECC ao parto alto ou baixo (Figura 3).

Jones et al. (1999) encontraram diferenças fenotípicas e genéticas significativas entre touros quanto ao formato das curvas de ECC de suas filhas (Figura 4). Estes dados sugerem que deveria ser possível selecionar touros com base nas curvas de ECC de suas filhas, mas é preciso verificar se as curvas genéticas de ECC estão relacionadas à fertilidade.

Dechow et al. (2002) examinaram as correlações entre ECC e perda de ECC em 310 mil registros de lactação. Fenotipicamente, aumento no ECC ao parto foi associado a maior perda de ECC durante o início da lactação, como é de se esperar se as vacas tentarem atingir seus alvos biológicos de ECC. Geneticamente, no entanto, o ECC mais alto no parto estava correlacionado com menor perda de ECC durante o início da lactação. Em outras palavras, as condições de manejo que aumentaram o ECC ao parto resultaram em maiores perdas de ECC, mas vacas geneticamente gordas mantiveram o ECC durante o início da lactação. Diferenças nas relações entre o fenótipo e a genética também são analisados quanto às características de fertilidade e ECC (Pryce et al., 2001).

Estes resultados conflitantes entre a genética e o fenótipo enfatizam a importância da diferenciação entre a gordura genética e a fenotípica quando tentamos fazer o controle do balanço energético através da manipulação do ECC. Portanto, o ECC ao parto deve ser avaliado com relação ao alvo genético da vaca.

Escore de condição corporal na fase mais tardia da lactação e o período seco

O balanço energético negativo pode ser reduzido parcialmente aumentando-se o plano de nutrição durante o início da lactação. No entanto, benefícios maiores podem ser atingidos ao controlar-se o ECC durante a fase média e a tardia da lactação e no período seco. Durante a fase média e a tardia da lactação, o ECC geralmente aumenta (Mao et al., 2004), mas às vezes é mantida nos níveis altos (Yan et al., 2006), e poderia diminuir caso o suprimento de ração seja restringido (Pryce e Harris, 2006).

Não está claro se o ECC geralmente aumenta em uma fase mais tardia da lactação porque os alvos de ECC variam com o estágio de lactação, o sinal de feedback sofre uma regulação descendente, ou diferentes restrições assumem a prioridade. Uma redução na produção de leite, em conjunto com um consumo relativamente alto de matéria seca, poderia levar a um aumento no status de insulina. O aumento da insulina pode estimular o depósito de gordura corporal, mas o feedback da leptina e seus fatores associados podem ter efeito tardio sobre o consumo de matéria seca (Chilliard et al., 2001).

Durante o período seco, o ECC tem maior tendência a aumentar do que durante a lactação pois a insulina plasmática é consideravelmente mais alta nas vacas secas (Grum et al., 1996). Por esta razão, produtores que querem aumentar o ECC de vacas que estão magras no período de secagem geralmente alimentam as vacas secas acima de suas necessidades para manutenção e prenhez.

Por outro lado, vacas com ECC alto no período de secagem são geralmente alimentadas em um plano de nutrição mais baixo para que a gordura corporal seja mobilizada mais tardiamente na gestação. Tais práticas devem ser evitadas. Não há benefício algum resultante de um alto ECC ao parto, que irá aumentar o balanço energético negativo e a susceptibilidade a doenças. Vacas que perdem ECC durante o período seco são mais propensas a distocia (Gearhart et al., 1990; Keady et al., 2005) e têm maior probabilidade de serem descartadas na lactação subseqüente (Gearhart et al., 1990). A melhor estratégia é monitorar o ECC no final da lactação e assegurar que a vaca tenha na secagem o ECC desejado no parto.

Escore de condição corporal alvos para produção e fertilidade

A relação entre ECC ao parto e a mudança de ECC durante as primeiras 10-12 semanas de lactação é parecida com o que era visto há 20 anos (Figura 2). Estudos mais recentes estabeleceram que o ECC ao parto que não deverá gerar mudança no início da lactação é de 2,10, diferente de estudos mais antigos que estabeleciam o valor como sendo 2,49. A perda de 0,5 unidade do ECC é considerada aceitável e proporciona uma margem de segurança para permitir variação entre vacas de um mesmo rebanho. Portanto é recomendável que o ECC esteja entre 2,5 a 3,0 no parto para minimizar o balanço energético negativo.

Conclusões

As mudanças no ECC durante o início da lactação destacam o papel da gordura corporal no controle do consumo de ração e do balanço energético. A estreita relação entre o ECC ao parto e as mudanças do ECC traz evidências de que as vacas têm um ECC alvo no início da lactação. Vacas que estão mais gordas do que seu ECC alvo mobilizam gordura corporal, vacas mais magras que seu alvo ganham gordura corporal. A rapidez com que cada vaca muda seu ECC para alcançar seu alvo é afetada pela composição de sua dieta tanto quanto o ECC atual da vaca. As dietas pobres em energia e ricas em proteína aumentam a perda de ECC em vacas acima de seu ECC alvo, e as dietas pobres em energia reduzem o ganho de ECC em vacas que estão abaixo de seu ECC alvo.

Vacas com alto mérito genético são mais propensas a ter balanço energético negativo maior e mais prolongado no início da lactação. O balanço energético negativo é indesejável pois reduz o desempenho reprodutivo e aumenta a susceptibilidade a doenças. Portanto, ganhos financeiros de curto prazo com a produção adicional de leite de vacas que estão gordas no parto serão perdidos por causa do prejuízo financeiro a longo prazo devido ao descarte prematuro. Mudanças no ECC durante o período seco são indesejáveis, e por isso o ECC deve ser monitorado e ajustado na fase tardia da lactação para assegurar a secagem das vacas com ECC apropriado para o parto.

Para reduzir o impacto do balanço energético negativo sobre a saúde e o desempenho da vaca, o ECC ao parto não deve estar mais do que 0,5 unidade do ECC acima do ECC alvo. Vacas de baixo mérito genético para a produção de leite (ECC alvo 2,5 a 3,0) devem parir com ECC de 3,0 ou menor, vacas de alto mérito genético para produção de leite (ECC alvo 2,0 a 2,25) devem parir com ECC de 2,75 ou menor. A mensagem mais importante para os produtores é que aumentar o ECC ao parto exacerba os problemas de balanço energético negativo ao invés de superá-los.

Figura 1. Mudanças no ECC (a), produção de leite (b) e consumo de matéria seca (c) para vacas parindo com ECC (escala de 1 a 4) >3,5 (), 2,5 - 3,0 (■), ou <2,0 (▲). Os dados são médias combinadas dos Experimentos 1 e 2 de Garnsworthy e Topps (1982).

(a)


(b)


(c)


Figura 2. Relação entre ECC ao parto e mudanças no ECC durante as primeiras 10-12 semanas de lactação para estudos publicados em 1980 - 1993 () comparados com estudos publicados em 2000 - 2006 (). As linhas verticais pontilhadas mostram o ECC ao parto que não resultam em mudanças no ECC que diminuiu de 2,49 em estudos anteriores para 2,10 em estudos recentes.


Figura 3. Mudanças no ECC para vacas de mérito genético alto (linhas cheias) ou baixo (linhas pontilhadas) com ECC ao parto alto () ou baixo (▲). Dados de Holmes (1988) e convertidos para uma escala de ECC de 1 - 5.


Figura 4. Mudanças no ECC durante toda a lactação para as filhas de três touros. As curvas derivam de coeficientes de regressão cúbica dos valores do ECC das filhas. Dados de Jones et al. (1999), convertidos para uma escala de 1 - 5.


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RICARDA MARIA DOS SANTOS

Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia.
Médica veterinária formada pela FMVZ-UNESP de Botucatu em 1995, com doutorado em Medicina Veterinária pela FCAV-UNESP de Jaboticabal em 2005.

JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu

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PAULO MARCOS RIBEIRO DA VEIGA

PASSOS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/06/2007

Excelente artigo, pois na maioria das vezes os produtores de leite não se preocupam com as vacas após a secagem, e muito poucos fazem pré parto. Depois quando as vacas parem magras, aí é aquela preocupação para fazê-las ganhar condição corporal.

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