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Detecção de cio

POR RICARDA MARIA DOS SANTOS

E JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

JOSÉ LUIZ M.VASCONCELOS E RICARDA MARIA DOS SANTOS

EM 21/11/2005

3 MIN DE LEITURA

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No último radar, vimos que a melhor forma de avaliar o desempenho reprodutivo do rebanho é a Taxa de Prenhez, que é determinada pela multiplicação da Taxa de Detecção de Cio pela Taxa de Concepção.

Será que é fácil detectar as vacas em cio? Primeiramente temos que definir o que é o cio. O cio é o período em que a vaca aceita ser montada, veremos adiante que a vaca mostra outros sinais, mas só podemos afirmar que determinada fêmea esta no cio, se ela estiver aceitando monta.

Basicamente com um bom manejo, conseguimos fornecer ao animal as condições para a manifestação do cio, cabe ao inseminador a tarefa de maior importância, a observação do cio. A falha na detecção de cio é a principal fonte de perdas nos programas reprodutivos na maioria dos rebanhos leiteiros. Uma reclamação comum nas fazendas é a ocorrência de cios silenciosos, no entanto, a maioria desses cios perdidos é decorrente de falhas na observação.

De modo geral, recomenda-se 2 ou mais períodos de observação diários, de uma hora cada, durante os quais o inseminador deve estar atento ao comportamento do rebanho. O melhor momento para a observação do cio é durante o período de 30 minutos a 1 hora após a alimentação. A técnica de observação pode ser melhorada com auxílio de alguns acessórios como marcação com giz da garupa da vaca, uso K-Mar (dispositivos colado na garupa da vaca, que se rompe durante a monta, marcando o animal que aceitou monta com tinta) entre outros. Mas mesmo utilizado esses acessórios a inspeção visual deve ser feita diariamente.

As vacas confinadas apresentam em média um período de aceitação de monta 4 horas menor do que as mantidas a pasto, além de apresentarem menor número de montas por hora e redução da intensidade dos sinais de estro.

No trabalho de observação de cio observa-se que antes de aceitar a monta, portanto antes do cio, a vaca mostra sinais facilmente identificáveis pelo inseminador. Os sinais são os seguintes: inquietação, cauda erguida, urina constantemente, vulva inchada e brilhante e eliminação de muco cristalino, transparente, semelhante à clara de ovo.

Nesta fase que antecede o cio a vaca monta em outras fêmeas, mas não aceita ser montada. Outros sinais ocorrem como diminuição na produção de leite, perda de apetite, afastamento do rebanho e alteração do mugido, mas sem grande importância.

Normalmente essa fase inicial dura 4 horas, a partir de determinado momento a vaca passa a aceitar a monta, iniciando o cio. Observa-se que no cio a vaca apresenta os mesmos sinais descritos para a fase inicial. É importante observar que todos esses sinais vão diminuindo em freqüência e em intensidade, à medida que se aproxima o final do cio.

Na vaca o cio dura de 10 a 18 horas. O final do cio será então caracterizado pelo momento em que a vaca não mais aceita ser montada. Este momento é muito importante que seja observado, pois é o momento ideal para a realização da inseminação artificial.

Devido às dificuldades de se proceder a inseminação no horário ideal (final do cio), recomenda-se um esquema prático, que há muito tempo vem sendo utilizado com bons resultados.

Vacas observadas em cio pela manhã deverão ser inseminadas à tarde no mesmo dia;

Vacas observadas em cio à tarde devem ser inseminadas na manhã do dia seguinte, bem cedo.


A maioria das vacas entra em cio à noite ou de madrugada, sendo observadas em cio pela manhã, o que significa que as maiorias das inseminações serão realizadas à tarde.

Como calcular a taxa de detecção de cio?

A taxa de detecção de cio (TDC) é calculada dividindo o número de vacas inseminadas no período de 21 dias pelo número de vacas disponíveis para serem inseminadas no mesmo período.

Qual será a taxa de detecção de cio no seu rebanho ou do rebanho que você assiste? Calcule e não se assuste se não passar de 50%, pois é o que se consegue em média nos rebanhos de leite, principalmente nos de maior produção.

No próximo radar discutiremos a taxa de concepção.

RICARDA MARIA DOS SANTOS

Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia.
Médica veterinária formada pela FMVZ-UNESP de Botucatu em 1995, com doutorado em Medicina Veterinária pela FCAV-UNESP de Jaboticabal em 2005.

JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu

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RAIMUNDO CARLOS M BERNARDES

SANTARÉM - PARÁ - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 13/10/2007

Ótimo, este artigo tem a linguagem do produtor. Parabéns.
MARCOS ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 21/09/2006

Nos rebanhos a que assisto, este é um dos problemas encontrados. Sempre há corpo lúteo nas vacas indicando que houve cio e não foi observado, principalmente em rebanhos confinados, que parecem ser fáceis de observar.

A solução mais simples é a cincronização e inseminação em tempo fixo, pois retirqamos a falha humana do processo e diminuímos os prejuizos provocados por atrasos na concepção.
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