FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Tratamento da mastite por E. coli: quão limpo e seco é suficiente?

EDUCAPOINT

EM 19/10/2020

3 MIN DE LEITURA

0
0
As bactérias E. coli são patógenos gram-negativos causadores de mastite com uma estrutura celular fundamentalmente diferente das bactérias gram-positivas. A parede celular da E. coli é a principal toxina que a bactéria contém. É chamado de endotoxina ou lipopolissacarídeo e é um estimulador altamente potente do sistema inflamatório da vaca. Conforme as bactérias E. coli crescem e morrem, elas liberam sua toxina, o que pode causar sinais de doença sistêmica mais graves. No entanto, especialmente quando os rebanhos usam uma vacina de antígeno essencial, a maioria dos casos de infecções intramamárias por E. coli será leve a moderada.
 
Quando a fazenda faz culturas bacterianas no próprio local ou por meio de um laboratório, a prioridade é determinar primeiro se a infecção é gram-positiva ou gram-negativa, pois isso é um indicador de considerações de tratamento. Também ajuda a identificar o reservatório de infecção, de onde a infecção está vindo na fazenda.
 
Para gram-negativos como E. coli, a oportunidade de infecção vem do ambiente da vaca. Quando se considera a prevenção, o importante é manter as vacas o mais limpas e secas possível, de acordo com John Wenz, professor associado da Washington State University. Quando você compara os patógenos ambientais E. coli e os estreptococos ambientais, eles são diferentes devido ao seu reservatório de infecção em comparação com os patógenos contagiosos clássicos como Staph aureus e Strep agalactiae.
 
No caso de patógenos contagiosos, o controle envolve interromper a propagação da doença de vaca para vaca e o tratamento de vacas secas. No entanto, com patógenos ambientais como E. coli, tudo se resume a manter as vacas o mais limpas e secas possível. Porém, fica a pergunta: quão limpo e seco é limpo e seco o suficiente? E como você sabe disso quando vê?
 
Em um estudo com um pequeno conjunto de dados, foi observada a pontuação de higiene de estábulos comparando dois galpões usando sólidos de esterco reciclado como cama e descobriu-se que se fosse mantida a porcentagem de galpões sujas abaixo de 40%, era suficiente, com o nível de sujeira acima de 40% mostrando uma relação positiva com infecção intramamária, pelo menos naquela fazenda. 
 
Lembre-se de que há muitas variações nos tipos de cama, manejo e design das dos galpões que podem afetar o que é necessário para mantê-los limpos e secos o suficiente para cada fazenda.
 
Sinais de E. coli:
 
- queda substancial na produção de leite;
- febre;
- desidratação;
- depressão severa;
- menor consumo de ração.
 
A maioria dos casos de E. coli não resulta em doença grave; mas muitas vezes quando a vaca tem infecção grave, trata-se de mastite por E. coli.
 
=> Aprenda muito mais no curso Influência do ambiente na ocorrência de mastite. O curso pode ser adquirido individualmente ou você pode optar por assinar a plataforma EducaPoint, tendo acesso a todos os cursos disponíveis (mais de 200!) por um preço único. Clique aqui e veja como assinar.
 
Prevenção de E. coli
 
O desafio para fazendas leiteiras é determinar o que está limpo e seco o suficiente em suas fazendas. Isso pode ser desafiador devido à disponibilidade de pessoas, tratores e equipamentos necessários para manejar os currais. Frequentemente, o manejo da cama é feito em uma programação, por exemplo, uma vez por semana ou a cada duas semanas. Se você estiver tendo um problema, pode ser hora de repensar sua programação e deixar que as próprias instalações lhe digam quando é hora de substituir ou adicionar novas camas, definindo, dessa forma, a rotina do manejo a ser feito.
 
O uso de uma vacina com antígeno essencial não previne infecções, mas reduz a gravidade daquelas que ocorrem e se tornam clínicas. Na maioria das fazendas comerciais, os produtores podem facilmente calcular o custo-benefício do uso de uma vacina de antígeno essencial. Se você teve mais mastite clínica associada a gram-negativos do que gostaria na fazenda, certamente vale a pena considerar.
 
Lembrando que, por se tratar de bactérias ambientais, em caso de infecção por E. coli deve-se focar no manejo do ambiente em que as vacas mais ficam, e não na sala de ordenha, por exemplo.
 
* Baseado no artigo Managing E. coli Mastitis: How Clean and Dry Is Enough?
do Farm Journal Content Services
 
Mais informações: 
contato@educapoint.com.br
Telefone: (19) 3432-2199
WhatsApp (19) 99817- 4082

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

MilkPoint AgriPoint