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Terapia Seletiva: Como adotar essa prática na fazenda? (Parte 1)

No último dia 18 de maio durante o evento Milkpoint Experts – Feras da Gestão, a Zoetis promoveu aos participantes a mentoria “Como aumentar a rentabilidade da produção leiteira através da qualidade do leite” ministrada pelo professor Rodrigo Bicalho, professor associado de Medicina da Produção de Leite no Departamento de População e Ciências Diagnóstica pela Universidade de Cornell (EUA). Durante a mentoria foram abordados os impactos econômicos causados pela mastite, a doença que mais impacta na atividade leiteira, sejam eles durante a lactação ou no período seco. Além disso, outro ponto importante debatido foram as vantagens em identificar os agentes causadores da mastite e assim definir o protocolo mais assertivo. 

Um dos fatores com maior influência na cadeia leiteira é o diagnóstico e controle de mastite, pois estão diretamente relacionados à qualidade e ao volume de leite produzido. De acordo com os dados apresentados durante a mentoria, a cada 10 casos de mastite identificados durante a lactação, somente 4 necessitam de tratamento com antimicrobianos. Além disso, o professor também abordou a terapia seletiva como ferramenta importante para a resposta ao tratamento das vacas em lactação, pois permite personalizar o tratamento de acordo com o agente causador, contribuindo para eficiência na cura bacteriológica e mitigando a resistência bacteriana. 

Podemos ressaltar ainda o estudo produzido por Vasquez et al., (2017), no qual os pesquisadores observaram que tratar as vacas de forma seletiva (TS) ou não seletiva (TNS) com antimicrobianos intramamários não influencia no número de dias que o animal permanece com o leite alterado (4,5 dias TS versus 4,8 dias TNS). Eles também relataram que a produção de leite após o episódio de mastite e a contagem de células somáticas (CCS) se mantem semelhantes, independente da abordagem escolhida. Ou seja, a redução do uso de antimicrobianos associada à terapia seletiva não causa efeitos prejudiciais.

Diferença entre os tratamentos (TS e TNS)

Tabela 1: Diferença entre os tratamentos (TS e TNS)

Podemos então afirmar que identificar o agente causador de mastite e direcionar a terapia com ou sem o uso de antimicrobianos é a forma mais racional de tratar os animais, além de usar com reponsabilidade as ferramentas que dispomos em favor da cura do animal. Outro dado importante deste estudo foram os dias que os animais permaneceram com o leite sendo descartado (dias no hospital), como podemos ver na figura 1.

Número de dias em tratamento (dias no hospital)

Figura 1: Número de dias em tratamento (dias no hospital)

As vacas tratadas de forma seletiva tiveram 3 dias a menos de descarte do leite se comparado com o grupo onde todos os animais foram tratados com antimicrobianos, reduzindo em torno de 34% o descarte do leite durante o período de tratamento.

Não perca na próxima semana a continuidade do tema, onde abordaremos os benefícios econômicos e técnicos da terapia seletiva na secagem das vacas. Clique aqui e saiba mais.

 

MM-15202.

Referências disponíveis mediante solicitação.

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