Escore de rúmen

Por Rafaela Carareto Polycarpo
postado em 18/01/2012

 

O potencial genético das vacas leiteiras é muito alto e continua a aumentar. É por isso que as estratégias de alimentação são cada vez mais importantes. Sabe-se que a quantidade de leite produzida é altamente influenciada pela quantidade e qualidade dos alimentos oferecida à vaca. Também é possível influenciar a composição do leite através da alimentação. Como vacas de alta produção normalmente passam por uma escassez de nutrientes no início da lactação, é importante oferecer uma dieta bem equilibrada e maximizar o consumo de matéria seca. Uma dieta desequilibrada aumenta o risco de distúrbios metabólicos e perda de peso, que têm um efeito negativo sobre a produção de leite. Saudáveis, as vacas alimentadas de forma adequada também farão a transição do período seco para o pico de lactação mais facilmente.

A vaca é um ruminante com quatro estômagos, o maior das quais é o rúmen, quejuntamente com o retículo possuem um volume total de aproximadamente 150 a 200 litros. Neste sistema digestivo existem bilhões de microorganismos. Eles ajudam a vaca a digerir e utilizar os nutrientes na alimentação. Para maximizar o uso dos nutrientes e obter alta produção de leite, os microorganismos têm que ter condições ideais, como temperatura, pH, umidade e suprimento regular de alimentos.

O escore de rúmen é uma maneira de verificar a ingestão de alimentos ea velocidade em que ele está se movendo no trato digestivo do animal( veja a baixo as fotos que representam escores de 1 a 5). Para avaliar o escore de rúmen é necessário posicionar atrás da vaca e olhar para o flanco esquerdo do animal. O preenchimento indica o consumo de alimento, a velocidade de fermentação ea taxa em que o alimento passa através do sistema digestivo do animal. A fermentação ea velocidade passagem dependem da quantidade e das propriedades dos alimentos, como quantidade de fibra e tamanho de partículas.

Escores de Rúmen:

Escore 1



Um vazio profundo no flanco esquerdo. A pele sob as curvas da região lombar voltada para dentro das vértebras. A fossa paralombar atrás da última costela é mais do que uma mão largura de profundidade. Visto de lado, esta parte do flanco tem uma aparência retangular. A vaca come pouco ou nada, o que poderia ser devido a doença súbita, alimentação insuficiente ou intragável.

Escore 2



A pele sob as curvas da região lombar voltada para dentro das vértebras. A fossa paralombar atrás da última costela é uma mão largura de profundidade. Visto de lado, esta parte do flanco tem uma aparência triangular. Esta pontuação é visto freqüentemente em vacas na primeira semana após o parto. Mais tarde, em lactação, este é um sinal de ingestão alimentar insuficiente, ou uma taxa de passagem muito elevada.

Escore 3



A pele sob as vértebras da região lombar vai verticalmente para baixo e em seguida para fora. A fossa paralombar atrás da última costela ainda é visível. Esta é a pontuação correta para vacas leiteiras bem alimentadas. É indício que o rúmen está recebendo alimento em quantidade correta e com boa taxa de passagem pelo trato digestivo.

Escore 4



A pele sob as curvas da região lombarpara fora das vértebras. Sem fossa paralombar visível por trás da última costela. Esta é a pontuação correta para as vacas se aproximando do final da lactação, e para vacas secas.

Escore 5



As vértebras lombares não são visíveis. A pele sobre a região abdominal é bastante esticada. Não há transição visível entre o flanco e costelas. Este é o escore corretopara vacas secas.

Fonte:D.Zaaijer, WDJKremer, JPTM Noordhuizen (2001), em J. Hulsen, Sinais de vaca.Citado em http://www.milkproduction.com/Library/Scientific-articles/Housing/Cow-comfort-12/

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Comentários:

Raoni Beni Cristovam

Dracena - São Paulo - Zootecnista
postado em 18/01/2012

Boa tarde Rafaela!  

Parabéns pela publição, sou Zootecnista formado em Julho do ano passado e nunca li nada sobre o assunto, achei muito interessante. Vou estudar mais sobre o assunto.

Obrigado e parabéns mais uma vez.

Raoni R Beni Cristovam - Zootecnista UNESP/Dracena.

rodrigo oliveira maranhão

Natal - Rio Grande do Norte - Produção de leite (de vaca)
postado em 18/01/2012

Parabéns pelo artigo, simples, e pratico. As ilustracões ajudaram bastante.

João Luiz Tomazzoni

Uruçuí - Piauí - Indústria de laticínios
postado em 19/01/2012

Muito interessante essa classificação de escore de rúmen, mais uma ferramenta que auxilia a nossa pecuária!

Guilherme Alves de Mello Franco

Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 19/01/2012

Prezada Rafaela: Mais uma vez você nos ajuda a conhecer nosso rebanho e a definir as estratégias corretas para a boa alimentação e a sanidade geral de nossos animais. Parabéns e obrigado pela aula prática.

Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

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