Avaliação de estado nutricional das plantas: folhas diagnóstico e níveis críticos

Publicado por: e

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

O primeiro passo para avaliar o estado nutricional das plantas é definir que parte deve ser amostrada. A amostragem da planta inteira não é adequada, pois a proporção de folhas, haste e material morto varia ao longo do tempo. A coleta de amostras simulando o pastejo dos animais também não traz bons resultados, pois, além de ser subjetiva, apresenta variações no tipo de folha (folhas novas e velhas) e na proporção folha/haste.

Experimentos conduzidos na ESALQ/USP têm demonstrado que, para a avaliação de estado nutricional em gramíneas forrageiras, devem-se coletar as duas folhas mais novas completamente expandidas (folhas que apresentam lígula exposta; Figura 1) (Monteiro, 2005).

Figura 1
Figura 1. Lígulas de folhas de Panicum maximum

Tendo definido a parte da planta a ser amostrada, é preciso acondicionar o material e enviá-lo a um laboratório idôneo para análise. Uma vez de posse dos resultados, o técnico ou produtor deve consultar uma tabela de interpretação para determinar qual o estado nutricional das plantas analisadas. A montagem destas tabelas exige um grande esforço de pesquisa e a reunião de resultados em bancos de dados.

Monteiro (2005) reuniu informações de diversos experimentos que utilizaram as duas folhas mais novas completamente expandidas como folhas diagnósticos e apresentou uma tabela de interpretação de estado nutricional para quatro gramíneas forrageiras (Tabela 1).

Tabela 1. Níveis críticos de N, P e K nas lâminas de folhas recém-expandidas de capim-braquiária, capim-marandu, capim-mombaça e capim-tanzânia.

Figura 2

Comentário: A geração e divulgação de tabelas de com nível crítico de minerais para plantas forrageiras possibilita a interpretação dos resultados de análises de tecidos e, consequentemente, contribui para o melhor planejamento de práticas de correção e adubação do solo. Alguns dos resultados apresentados por Monteiro (2005) ainda precisam ser refinados, pois a amplitude das faixas de nível crítico ainda é muito grande. De qualquer forma, as informações disponibilizadas já representam um grande avanço e podem ser adotadas como parâmetro.

Referências:

Monteiro, F. A. Amostragem de solo e de planta para fins de análises químicas: métodos e interpretação de resultados. In: Simpósio sobre Manejo da Pastagem, 22, 2005, Piracicaba, SP, Anais. Piracicaba: FEALQ, 2005.
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Material escrito por:

Marco A. A. Balsalobre

Marco A. A. Balsalobre

Acessar todos os materiais
Patricia Menezes Santos

Patricia Menezes Santos

Acessar todos os materiais

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?