Há relação entre consumo alimentar no pré-parto e distúrbios de saúde no pós-parto?
Vacas leiteiras diminuem a ingestão de matéria seca no período de transição, mas esse comportamento está ligado a distúrbios no parto ou pós-parto?
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Vacas leiteiras diminuem a ingestão de matéria seca no período de transição, mas esse comportamento está ligado a distúrbios no parto ou pós-parto?
Dois processos essenciais ocorrem nos primeiros 30 dias pós-parto - restauração da ciclicidade ovariana e involução uterina. Esses dois processos essenciais podem ser diretamente afetados por metabólitos pós-parto e hormônios metabólicos.
Discutiremos neste material pontos cruciais para que se tenha o sucesso esperado no tratamento das endometrites clínicas. Neste texto mostraremos que os medicamentos indicados no tratamento desta infecção não são os únicos responsáveis pelo sucesso de cura, por incrível que pareça!
Seção Reprodução: "O ambiente endócrino e metabólico da vaca em lactação afeta a capacidade da mesma para reconceber no pós-parto. Há uma ampla evidência de que os hormônios responsáveis pelos mecanismos homeorréticos que suportam o início da lactação também podem atuar sobre o ovário e o útero, afetando sua função antes e durante o período reprodutivo", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.
Seção Reprodução: "O aumento do equilíbrio energético e da taxa de entrada de glicose no início da lactação coordenam os mecanismos homeorréticos (mudanças coordenadas no metabolismo para conseguir suprir novos estados fisiológicos, que normalmente não sofrem influência da nutrição ou fatores externos). Esses mesmos mecanismos podem afetar o sistema reprodutivo que está sendo submetido a restauração durante os primeiros 30 dias pós-parto", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.
As doenças uterinas podem ser classificadas em metrite puerperal, metrite clínica, endometrite clínica e endometrite subclínica. Tais doenças são altamente prevalentes em vacas leiteiras de alta produção e foram associadas a menores taxas de prenhez por IA, aumento do intervalo entre o parto e a concepção, aumento da taxa de descarte e perdas econômicas. A metrite afeta em torno de 20,0% das vacas leiteiras em lactação, com incidência entre 8 e > 40% em algumas fazendas. A endometrite clínica também afeta em torno de 20,0% das vacas leiteiras em lactação, com prevalência entre 5,0 e > 30% em alguns rebanhos.[...]
Seção Reprodução: "Os mecanismos biológicos que explicam as doenças que ocorrem no pós-parto, entretanto, não estão claramente entendidos. A maioria dos estudos é de natureza epidemiológica e a grande maioria está associado aos efeitos negativos de doenças durante o estágio inicial da lactação, com redução da taxa de prenhez por inseminação artificial ou com intervalos maiores até o início da gestação", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.
Saiba tudo sobre as doenças uterinas que acometem as vacas leiteiras: retenção de placenta, febre pós-parto, metrite, endometrite e piometra.
Reprodução: Durante o período de transição, a vaca enfrenta uma gama de fatores de estresse, incluindo alterações dietéticas e reagrupamentos sociais, além das alterações físicas, hormonais e fisiológicas associadas ao parto e ao início da lactação. Um dos principais desafios para as vacas leiteiras em fase de transição é o aumento repentino das necessidades nutricionais para sustentar o início da lactação, sem aumento correspondente da ingestão de MS. Por Ricarda dos Santos (Profa. da UFU) e José Vasconcelos (Prof. da UNESP)
Reprodução: Vacas no período de transição precisam de repouso e nutrição adequados, além de ambiente social relativamente estável, para conservar o estado de saúde. Alguns fatores de risco para enfermidades infecciosas e metabólicas pós-parto e para claudicação nos meses seguintes têm relação com o alojamento e o manejo. Por Ricarda dos Santos (Profa. da UFU) e José Vasconcelos (Prof. da UNESP)
Reprodução: Há evidências sólidas de melhora do desempenho reprodutivo em vacas com secreção vaginal purulenta tratadas com uma única infusão intrauterina de cefapirina aproximadamente um mês antes da primeira inseminação, em relação a vacas não tratadas. Por Ricarda dos Santos (Profa. da UFU) e José Vasconcelos (Prof. da UNESP)
Praticamente todas as vacas leiteiras sofrem contaminação bacteriana do útero durante duas a três semanas após o parto e grande parte delas apresenta pelo menos uma patologia do trato reprodutivo. Este artigo apresenta uma breve revisão dos dados e conceitos recentes, relacionados ao desenvolvimento e à atenuação da infecção e da inflamação do trato reprodutivo em vacas leiteiras durante os dois primeiros meses do pós-parto. Por Ricarda dos Santos (Professora da UFU) e José Vasconcelos (Professor da UNESP)
Estudos epidemiológicos demonstraram claramente que há uma forte relação entre as doenças no pós-parto e o desempenho reprodutivo subsequente dos bovinos leiteiros. As vacas diagnosticadas com hipocalcemia clínica tinham 3,2 vezes mais probabilidade de retenção de placenta (RP) do que as vacas que não tinham hipocalcemia clínica (Curtis et al., 1983). Whiteford e Sheldon (2005) também verificaram que a hipocalcemia estava associada à ocorrência de doença uterina em vacas leiteiras em lactação. Markusfeld (1985) relatou que 80% das vacas com cetonúria desenvolveram metrite.
A ingestão inadequada de nutrientes e reservas orgânicas inadequadas durante o início da lactação são os principais fatores que afetam o desempenho reprodutivo de vacas leiteiras. Melhorar o balanço energético pelo aumento do consumo de energia através de carboidratos não fibrosos adicionais ou gordura suplementar na dieta reduz os dias até a primeira ovulação e melhora a concepção após o parto. Há forte evidência sugerindo que o manejo das vacas durante o período anterior ao parto afeta a saúde uterina.
O período de transição, geralmente definido como o espaço de tempo entre as 3 semanas pré-parto e as 3 semanas pós-parto, é uma fase crítica e determinante para a saúde da vaca e seu retorno econômico durante toda a lactação. A capacidade da vaca em consumir energia suficiente durante esse período é um dos mais importantes contribuintes para o sucesso ou falha da lactação.
O rápido diagnóstico e tratamento de animais doentes é uma das principais regras de uma moderna fazenda leiteira. Perante o grande capital investido e a tecnologia utilizada nos rebanhos, atrasos de diagnóstico e tratamento são erros primários e que precisam ser evitados.
Procurar as vacas doentes do rebanho não é uma tarefa difícil! Porém, encontrar as vacas que estão no início de um quadro clínico, apresentando os primeiros sintomas, já não é uma atividade muito fácil! E, assim sendo, o diagnóstico rápido e precoce faz muita diferença na produtividade dos animais e, portanto, na lucratividade do rebanho.
Retenção de placenta é um dos distúrbios mais comuns em vacas e pode trazer prejuízos para a produção. Saiba as causas, tratamento e prevenção neste artigo!