Distocia: cuidados com o parto em fazendas leiteiras
Os impactos da distocia em vacas leiteiras incluem aumento de morte e doenças, impactando a rentabilidade. Confira mais informações e evite prejuízos.
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Os impactos da distocia em vacas leiteiras incluem aumento de morte e doenças, impactando a rentabilidade. Confira mais informações e evite prejuízos.
A Distocia ou os partos distócicos são definidos como partos atrasados ou difíceis. Embora não existam estatísticas nacionais, a distocia acomete vários rebanhos leiteiros, resultando em mortalidade de bezerros e redução na produção de leite das vacas. Um grande levantamento demonstrou que vacas primíparas e multíparas apresentaram taxa de distocia de 28,6 e 10,7%, respectivamente, demonstrando que os partos distócicos são mais freqüentes em animais de primeira cria (Meyer et al., 2002).
Será que os partos dificultosos recebem a devida atenção nas fazendas? Quais são as possíveis consequências dessa condição para os animais? Venha descobrir!
Na indústria leiteira, na qual a principal fonte de receita é a produção e venda de leite, o parto da vaca e os cuidados com a bezerra são áreas muitas vezes negligenciadas. Com isso, o problema com partos distócicos tem sido praticamente ignorado.
Um estudo avaliou os efeitos da dexametasona administrada dentro de 12 horas após o parto definido como distócito. Saiba quais foram os resultados encontrados.
Em bovinos, a distocia é um dos fatores que mais contribui para a mortalidade perinatal, tendo incidência entre 10 e 50% nos rebanhos. Confira!
A distocia, dificuldade de um bezerro se apresentar ao nascimento de maneira natural, é um evento preocupante que pode ter consequências para a bezerra. Entenda
O nascimento de terneiros grandes como consequência da busca por animais maiores, com maior capacidade de produção através dos programas de melhoramento animal, tornou a distocia cada vez mais comum nos rebanhos leiteiros (MEE, 2008). Segundo Pizzol (2012), nos casos de parto de extrema dificuldade, aumenta-se muito a mortalidade de bezerros, assim como de vacas. O mesmo autor ressalta que a dificuldade de parto ou distocia se refere a um parto que transcorre de forma anormal, devido a problemas de desproporção feto-pélvica em função do tamanho do bezerro e/ou indevido posicionamento fetal no momento do parto.
No momento do parto podem ocorrer os problemas mais caros e evitáveis em uma fazenda leiteira. E, embora um parto difícil possa não parecer grande coisa à primeira vista, a distocia, especialmente em novilhas, pode afetar seriamente os lucros. Para cada vaca ou novilha que sofre distocia, há aproximadamente uma perda de US$ 1.500 associada a isso.
Seção Nutrição: "Fechando nossa série de artigos, abordaremos os índices zootécnicos que afetam a produtividade do rebanho ovino, focando nas consequências do desempenho dos cordeiros devido à influência da dieta das ovelhas durante toda a gestação", por Mylena Taborda Piquera e Juliana Varchaki Portes.
O parto é um momento importante na vida da vaca e do bezerro, uma vez que problemas ocorridos neste momento podem prejudicar a vida futura destes animais. Poucos estudos têm investigado a sobrevivência após o período neonatal em bovinos leiteiros. Confira um estudo feito no Reino Unido. Por Carla Maris Machado Bittar e Marília Ribeiro de Paula
O nascimento é o processo de transição mais dramático que o individuo enfrenta em toda a sua vida. O nascimento é caracterizado pelo trauma e estresse do parto e por um período de asfixia que pode ser exacerbado durante a ocorrência de uma distocia (parto com dificuldade). Mais da metade das mortes dos neonatos ocorre no primeiro ou no segundo dia de vida. Essas mortes são geralmente causadas por distúrbios não-infecciosos, como hipotermia, hipoglicemia e anormalidades relacionadas a distocia (PRESTES & LANDIM-ALVARENGA, 2006).
O desenvolvimento de um parto normal envolve a interação de inúmeros fatores que levam a modificações na morfologia e fisiologia da fêmea gestante (PRESTES e LANDIM-ALVARENGA, 2006). No entanto, em algumas situações especiais pode ocorrer o bloqueio ou interrupção da parturição, situação especialmente crítica não apenas para a cria como também para a fêmea gestante. As situações caracterizadas pela dificuldade materna em promover o nascimento ou a inabilidade em expelir o(s) feto(s) pelo canal do parto são definidas como parto distócico (PRESTES e LANDIM-ALVARENGA, 2006). Nesse contexto, as distocias podem ser classificadas de acordo com sua origem, que pode ser materna (problemas relacionados à fêmea gestante que impedem a progressão da parturição), fetal ou conjunto de ambas (TONIOLLO e VICENTE, 1995). Essa matéria tem como objetivo descrever os principais aspectos relacionados ao parto distócico em pequenos ruminantes, identificando as causas mais comuns e fatores predisponentes.
Saiba tudo sobre as doenças uterinas que acometem as vacas leiteiras: retenção de placenta, febre pós-parto, metrite, endometrite e piometra.
A produção de novilhas de qualidade, que irão exprimir o máximo potencial genético para produção futura em um rebanho leiteiro, é um dos grandes entraves na atividade. Essa fase de recria é muitas vezes negligenciada por ser exatamente a fase onde o animal não retorna imediatamente o investimento despendido em sua criação. É exatamente nesta fase, que se encontra parte do sucesso da futura matriz no quesito produção e reprodução.
A rentabilidade dos sistemas produtivos ovinos está diretamente relacionada com o número de cordeiros viáveis e a taxa de desmame, visto que, hoje em dia, o principal produto do ovinocultor é o cordeiro. Sendo assim, é imprescindível o conhecimento dos fatores causadores de mortalidade, para que se possam tomar medidas e, consequentemente, reduzir as perdas.
A ocorrência de casos clínicos de mastite pode acarretar perdas significativas em termos de custos de tratamento, descarte do leite com resíduos, morte ou depreciação da vaca e outros cursos indiretos, como o aumento do risco de aborto e de disseminação da mastite para outros animais, além do descarte involuntário.
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