Argentina: indústria de lácteos enfrenta mais problemas
A situação na cadeia leiteira da Argentina está ruim: os produtores enfrentam custos acima de suas rendas e a seca continua complicando a alimentação animal.
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A situação na cadeia leiteira da Argentina está ruim: os produtores enfrentam custos acima de suas rendas e a seca continua complicando a alimentação animal.
"Os preços globais das commodities lácteas estão baixos. Muito baixos. Desde 2014, os preços caíram até 60% e estão em níveis vistos pela última vez em 2009. Encontrar uma explicação para essa situação é relativamente simples: muita oferta com redução da demanda. Entretanto, o mercado está agora cada vez mais perplexo sobre porque a UE continua aumentando a produção de leite apesar das dificuldades nas condições comerciais", por Matthew Johnson, analista do setor de lácteos do Rabobank
A Frente Nacional de Produtores e Consumidores de Leite do México afirmou que a baixa no preço internacional do leite, os excedentes na Europa e as quebras sociais no setor têm complicado a situação dos produtores. O presidente da entidade, Álvaro González Muñoz, disse que o panorama se agrava devido ao fato do Governo mexicano ter preferência por importar leite em pó ao invés de apoiar os produtores nacionais e estabelecer preços rentáveis para a economia dos pequenos e médios pecuaristas.
Nas fazendas leiteiras uruguaias a situação está cada vez mais complicada. Seca e alta nos preços dos insumos tem dificultado o setor. Confira!
Apesar de ainda não ter impactado o preço dos produtos para o consumidor final, os setores de corte e a cadeia do leite estão preocupados com as consequências da estiagem no Rio Grande do Sul. De acordo com levantamento da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) realizado na semana passada, a produção de leite já caiu cerca de 30% em algumas das regiões mais afetadas, como localidades nas Missões e Região Central do Estado.
A instabilidade trazida pela pandemia faz o mercado de leite e derivados ser guiado pela volatilidade. O que vale hoje pode não valer amanhã. E a tarefa de projetar um cenário futuro ficou ainda mais complicada. A expectativa da indústria é de que o atual patamar de preços se mantenha pelos próximos meses, o que ajudaria na recuperação do setor. Com oferta e demanda, neste momento, reguladas, a definição virá do apetite.
Uma sucessão de inundações e secas, seguida por uma tempestade macroeconômica, aumentou os custos, alterou as relações de preço e colocou a produção de leite argentina em uma situação muito complicada. Segundo dados do Observatório da Cadeia Leiteira Argentina, entre dezembro de 2017 e setembro de 2018 o dólar subiu 118% e o preço ao produtor subiu 39%, mas seus custos, 61%.
Os elevados custos de produção têm trazido uma realidade complicada aos pequenos laticínios do Rio Grande do Sul. Na visão de Wlademir Dall'Bosco, presidente da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Estado (Apil), o cenário atual faz com que as empresas tenham de fazer uma escolha: Ou você cresce, ou desaparece.
O setor leiteiro do Chile vive uma situação complicada após o anúncio da Proleche e da Watt's, em relação à queda do preço pago aos produtores em -16 e -11 pesos (2,64 e 1,81 centavos de dólar), respectivamente. Tal decisão causaria uma perda no longo prazo de 5 bilhões de pesos (US$ 8,2 milhões), apenas na região de Los Lagos, fato que muitos classificam como o início do fim do setor produtivo.
O gerente executivo de indústrias, Fabiano Leonhardt, apresentou o demonstrativo do desempenho técnico para os setores de aves, suínos, leite e rações. Destaque para a evolução da produção nas indústrias e as dificuldades da cadeia produtiva do leite. "A redução da captação de leite demonstra a situação complicada do setor, com muitos produtores desistindo ou mudando de atividade", explicou ele, mencionando parcerias da Languiru para a industrialização de leite para terceiros como estratégias para auxiliar na diluição do custo fixo e [...]
No final de maio, o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, apresentou a palestra "Cenários da macroeconomia e o agronegócio", no Seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012, organizado pela BM&FBovespa. Ele acredita que o crescimento mundial deverá ser da ordem de 4,0% ao ano e para o Brasil a hipótese mais provável é um crescimento por volta de 4,5% a.a. "Nesse cenário o setor produtor de commodities está se saindo bem, pois os preços internacionais estão em alta".
As importações tiveram expressivo crescimento no mês de abril aumentando ainda mais o déficit na balança comercial de lácteos em 2011, que ruma para ser um ano "bastante complicado". Em volume equivalente de leite, a balança encontra-se deficitária em 331,81 milhões de litros, o que representa 66,9% de todo o déficit de 2010, um ano já complicada para o setor. Em valor, a participação é ainda maior, de 82,8%, resultado da razão do déficit de US$ 144,75 milhões nos primeiros quatro meses do ano sobre um déficit total em 2010 de US$ 174,82 milhões.
Os governos de São Paulo e Minas Gerais iniciam conversações nesta semana para rever decretos que mudaram a cobrança de ICMS para iogurte, leite fermentado e leite longa vida (UHT). "Isso (o decreto) foi um engano e nós estamos recompondo", disse o secretário da Fazenda de São Paulo, Andrea Calabi, ao Valor. O decreto paulista retirou o iogurte do regime da cesta básica, elevando a alíquota de ICMS sobre o produto.
Marcello de Moura Campos Filho, produtor de leite do Estado de São Paulo, enviou uma carta através do MilkPoint para o ex-ministro da Agricultura e Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, Roberto Rodrigues, em artigo publicado no Giro Lácteo dia 03/12/2010. Na carta, Campos Filho perguntou ao ex-ministro o que ele achava que precisava ser feito para dar competitividade para o setor leiteiro nacional. Veja aqui, parte da resposta do ex-ministro.
As exportações de leite podem ter queda de até 10% neste ano por conta da alta do câmbio e dos baixos valores atribuídos às comercializações de lácteos em outros países. Entretanto, o setor está otimista em relação ao mercado interno e espera fechar o mês de outubro com o preço do leite estável ou em alta, podendo atingir patamares de R$ 0,70 centavos o litro do leite.
A expectativa de instalação de duas novas empresas lácteas no Uruguai - <i>Schreiber Foods e Bom Gosto</i> - tem levado as empresas a aumentarem os preços na tentativa de manter seus fornecedores de leite. Assim, os preços pagos pelo leite ao produtor têm se recuperado após queda sofrida no ano passado, em particular pelas empresas exportadoras, que viram cair os preços internacionais.
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou ontem que o Brasil vai se tornar, ainda neste ano, livre de aftosa com vacinação. Segundo ele, o estado do Paraná deverá ser o segundo estado brasileiro a suspender as campanhas de vacinação contra a febre aftosa.
Os mercados emergentes já representam 33% das vendas totais da Nestlé, que atingiram US$ 78,9 bilhões entre janeiro e setembro. O crescimento orgânico das vendas no bloco foi de 7,5%, o dobro da média no grupo. E foi o triplo nos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), que representam hoje 10% das vendas e onde o crescimento dos negócios chegou a 9,9%.
Muitas pequenas e médias empresas de processamento de leite da Argentina (chamadas de Pymes pela sua sigla em espanhol) estão entregando boa parte do leite que compram dos produtores a grandes indústrias de lácteos para evitar gerar um excesso de estoque de queijos até o final do ano e não perder produtores. Em alguns casos, o leite é entregue a um preço um pouco inferior ao de compra.
O frio intenso registrado nas últimas semanas no Rio Grande do Sul, com temperaturas abaixo de zero em diversas regiões do Estado, já começa a provocar estragos na produção agropecuária local. Os levantamentos ainda são preliminares, mas até agora os segmentos mais atingidos são os hortigranjeiros, a pecuária de corte e de leite e a ovinocultura.
A crise econômica mundial parece ter tido um efeito positivo para o Brasil. Mostrou a solidez do sistema bancário e reforçou a importância do sistema de suporte social governamental para manter viva a economia em épocas. Se o Brasil está entrando em uma nova fase realmente, se começa a ser visto como economia segura, se não disputa mais recursos, será que teremos custos mais elevados a ponto de dificultar nossa expansão no mercado internacional de lácteos, considerando ainda que não temos as mesmas vantagens comparativas inatas que outras cadeias do agronegócio têm?
Os produtores de leite de Piracicaba/SP tem enfrentado um início de ano ruim por conta da queda nos preços. Segundo o gerente da Coplac (Cooperativa de Produtos Lácteos), Fernando Sturion Codo, a queda nos valores tem se acentuado no chamado "período das águas", quando as chuvas são mais constantes e fazem os pastos cresceram mais rapidamente. O objetivo da cooperativa é criar alguma campanha de marketing que mobilize o consumo pelo leite e os produtos derivados na região de Piracicaba.
O presidente da Cooperativa Nacional de Produtores de Leite do Uruguai (Conaprole), Jorge Panizza, disse que, apesar das dificuldades dos mercados, a cooperativa continua concretizando negócios e que, no momento, a empresa não pensa em fechar plantas de leite nem dar folga aos funcionários.
Desde o mês de novembro de 2008, os produtores rurais de Goiás que fornecem leite para a Parmalat, estão sem receber pelo leite que entregaram para a empresa. Cerca de 60% desses produtores suspenderam o fornecimento e o restante está por decidir se pára ou não de entregar o produto à indústria. A dívida da Parmalat com os fornecedores de leite pode chegar a R$ 14 milhões.