Substituição da soja por uréia ou amiréia para vacas em final de lactação
Um trabalho recentemente publicado mostra que ela pode ser ótimo substituto parcial do farelo de soja para vacas em final de lactação.
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Um trabalho recentemente publicado mostra que ela pode ser ótimo substituto parcial do farelo de soja para vacas em final de lactação.
A utilização de ureia reduz, de forma considerável, o custo das dietas utilizadas na alimentação de vacas leiteiras. Os estudos até hoje realizados mostram que dietas com PB ou PDR pouco acima do recomendável pelo NRC - Gado de Leite, ou de fontes de NNP, não afeta o desempenho reprodutivo em animais de baixa e média produção de leite. Em rebanhos de leite que utilizam forragens tropicais suplementados com ureia ou uma fonte de proteína verdadeira observa-se uma melhora no desempenho reprodutivo. Conclui-se que a ureia pode ser bem aproveitada pela vaca, como são as fontes de proteínas verdadeiras.
O sucesso da atividade leiteira é determinado pela eficiência do uso da terra, da mão-de-obra e do capital. Ou seja, é importante otimizar o uso da terra e dos recursos que possuímos para obter bons resultados.
A cultura do algodão (<i>Gossypium hirsutum</i>) é uma das mais importantes do Brasil e do mundo, sendo cultivado para obtenção de fibra destinada à indústria têxtil e suas sementes são utilizadas diretamente na extração de óleo vegetal ou na alimentação animal. Esta cultura gera diversos subprodutos, como o caroço, a torta e o farelo de algodão, sendo este último obtido após extração do óleo e moagem fina, e que representa a segunda maior fonte de proteína destinada aos animais, ficando atrás apenas do farelo de soja.
A substituição de uma fonte protéica vegetal, por uma com alta concentração de nitrogênio (N), como ureia de liberação lenta ou ureia, pode resultar na redução dos custos do confinamento além de minimizar os efeitos negativos da excreção de N pelos ruminantes para o meio ambiente. Isto ocorre porque a ureia tem um grande equivalente protéico e um preço inferior à proteína verdadeira, viabilizando sua utilização em sistemas de confinamento, nos quais a alimentação responde por grande parte do custo total de produção (Souza et al., 2004).