Beef-on-dairy: impactos na vaca que produz um bezerro cruzado
Cruzamento de vacas de leite com touros de corte pode agregar valor aos bezerros sem grandes perdas produtivas mas exige manejo reprodutivo criterioso. Saiba mais!
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Cruzamento de vacas de leite com touros de corte pode agregar valor aos bezerros sem grandes perdas produtivas mas exige manejo reprodutivo criterioso. Saiba mais!
Nos comentários dos artigos anteriores sobre cruzamento entre Holandês e Jersey, diversos questionamentos sobre temas relacionados a sistemas de cruzamento foram enviados, tema que iremos abordar neste texto.
Anos de progresso genético fizeram com que as Holandesas melhorassem seus teores de sólidos enquanto mantêm altos níveis de produção. À medida que essa diferença se reduz, algumas fazendas que antes apostavam nas Jerseys começam a reconsiderar o papel da raça em seus rebanhos.
A canchim é a segunda raça bovina a receber o selo beef-on-dairy (carne no leite) no Brasil, depois da angus. A certificação, denominada "Canchim on Dairy", identifica touros da raça aptos a serem utilizados no cruzamento com vacas leiteiras, mestiças e girolandas, garantindo qualidade aos bezerros
O selo Canchim On Dairy passa a identificar animais que atendem a critérios genéticos definidos a partir da avaliação do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC). A classificação considera características diretamente ligadas ao desempenho produtivo e à eficiência dos sistemas de produção.
O beef on dairy ganha destaque no Paraná, ampliando a lucratividade e dando novo destino aos machos do rebanho leiteiro regional.
Selo Beef on Dairy une genética leiteira e de corte, criando carnes premium e novas oportunidades de renda para produtores de Holandês e Jersey.
O cruzamento industrial tem sido utilizado como uma ferramenta para trazer ganhos ao sistema de produção pecuária. A estratégia mais comum dos pecuaristas é o cruzamento entre taurinos e zebuínos, visando uma progênie de maior precocidade e melhor qualidade da carne, entre outras vantagens. Mas , o que se pode esperar desses cruzamentos?
A redução dos principais constituintes do leite como gordura e proteína, acarreta perdas econômicas, pois estes são essenciais para o rendimento dos derivados dentro da indústria (KNOB, 2015). Os menores teores de gordura e proteína podem influenciar o preço do leite pago ao produtor (PEREIRA, 2012).
Seção Melhoramento Genético: "Pesquisas antigas e atuais apontam para uma maior eficiência reprodutiva nas vacas cruzadas em relação às vacas puras. Uma delas publicada por Sorensen et al. (2008), apontaram que pode ser esperada uma heterose de aproximadamente 10% para fertilidade em sistemas de cruzamento entre raças leiteiras especializadas. Estudos de metanálise dos dados de fazendas e experimentos realizados nos Estados Unidos demonstram índices reprodutivos superiores em matrizes leiteiras oriundas de cruzamentos entre diferentes raças leiteiras", por Nathã S. de Carvalho e Emmanuel V. de Camargo, do Instituto Federal Farroupilha, campus Alegrete/RS.
Existem vários tipos de cruzamento e a escolha de qual tipo usar depende do objetivo da criação. Se o produtor deseja vender boa parte dos animais provenientes do cruzamento entre duas raças, o cruzamento mais indicado é o simples ou industrial. Neste tipo de cruzamento todos os animais ½ sangue originados do acasalamento entre as duas raças serão destinados para o abate, independente do sexo da cria, porém alguns criadores "seguram" as borregas F1 para reposição e/ou ampliação do rebanho. O máximo do vigor híbrido é alcançado neste tipo de cruzamento, desde que as condições nutricionais e ambientais sejam adequadas.
Nesta série de artigos vamos enfatizar a eficiência de transformação de alimentos em vacas leiteiras mestiças em comparação a vacas puras.
Vale a pena ler de novo: Uma vez que divulgamos a palestra de André Thaler no Interleite Sul 2013 sobre "Estratégias de cruzamento para os sistemas de produção da região sul", tornou-se interessante trazer para uma nova leitura os artigos do autor sobre cruzamentos entre raças leiteiras especializadas. Este, o primeiro de três artigos, abordará sobre o desempenho produtivo das vacas jersolando.
Os cruzamentos são utilizados para melhorar algumas características das raças puras. Confira os benefícios do cruzamento entre Holandês e Jersey, clique!
Os sistemas de cruzamentos de raças leiteiras têm como finalidade explorar a complementariedade e/ou a heterose.
O nascimento de terneiros grandes como consequência da busca por animais maiores, com maior capacidade de produção através dos programas de melhoramento animal, tornou a distocia cada vez mais comum nos rebanhos leiteiros (MEE, 2008). Segundo Pizzol (2012), nos casos de parto de extrema dificuldade, aumenta-se muito a mortalidade de bezerros, assim como de vacas. O mesmo autor ressalta que a dificuldade de parto ou distocia se refere a um parto que transcorre de forma anormal, devido a problemas de desproporção feto-pélvica em função do tamanho do bezerro e/ou indevido posicionamento fetal no momento do parto.
Aspectos reprodutivos de um cruzamento é importante e afetam na rentabilidade final. Saiba mais sobre esse ponto no cruzamento entre Holandês x Jersey.
Seção Melhoramento Genético: "O cruzamento entre taurinos e zebuínos tem evidenciado vantagem para várias características econômicas nas condições de criação dos países localizados nas regiões tropicais (LEDIC e TETZNER, 2008). Puros ou emprestando rusticidade e genética própria para os cruzamentos com raças de origem europeia, os zebuínos vêm transformando a história da pecuária de leite no Brasil (LEMOS, 2006)", por Nathã S. de Carvalho e Emmanuel V. de Camargo, do Instituto Federal Farroupilha, campus Alegrete/RS.
Em resposta ao post enviado ao MilkPoint, solicitando informações sobre como calcular o grau de sangue em animais mestiços, apresentamos um breve texto sobre as principais definições relativas ao [...]
O Instituto de Zootecnia de Nova Odessa (SP) desenvolveu uma pesquisa pioneira para produzir um tipo de leite que não causa alergia pela proteína presente na bebida. Os pesquisadores observaram a composição genética dos animais e realizaram o cruzamento apenas entre os rebanhos que apresentaram a proteína beta caseína (A2) no organismo.
Diversos fatores influenciam no resultado da atividade leiteira. Um importante fator são as raças utilizadas para produção. O debate sobre as duas subespécies <i>Bos taurus</i> e <i>Bos indicus</i> é extenso e repleto de argumentos. Mundialmente a raça holandesa é a mais famosa em produtividade, entretanto o Gir e outros zebuínos se mostram mais resistentes para as condições tropicais. Há ainda situações nas quais a Jersey se destaca nos resultados. Diante disso, o MilkPoint quer saber a sua opinião: Qual raça ou cruzamento se mostrou mais adequado para a sua situação? O que deu certo e o que não deu na história da sua propriedade?
Você quer saber mais sobre as recentes estratégias de cruzamento entre raças leiteiras praticadas na Região Sul do Brasil? Então não perca a 4ª edição do Interleite Sul (Simpósio Internacional sobre a Produção Competitiva de Leite), que será realizada entre os dias 7 e 8 de agosto de 2013 no Gran Palazzo - Centro de Eventos em Passo Fundo! O evento, que pela primeira vez será realizado no estado do Rio Grande do Sul, terá como um de seus palestrantes André Thaler Neto*, o qual abordará sobre o assunto.
Diversas raças leiteiras de origem europeia têm sido utilizadas em sistemas de cruzamento, como o Holandês e Simental leiteiro. Saiba mais sobre nesse artigo.
Seção Melhoramento Genético: "Sobre os efeitos dos cruzamentos, em pesquisa conduzida por Knob (2015), em propriedade situada no estado Santa Catarina com animais da raça Holandesa e produtos F1 (Holandês x Simental), observaram que a sanidade da glândula mamária através do escore de células somáticas (ECS) em vacas mestiças apresentaram índices menores (2,81) aos das vacas puras (4,46)", por Nathã S. de Carvalho e Emmanuel V. de Camargo, do Instituto Federal Farroupilha, campus Alegrete/RS.