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NZ: Rabobank alerta para intensa competição e risco de excesso de oferta nos mercados de lácteos

postado em 06/03/2015

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Em 2014, houve uma enxurrada de investimentos por companhias de lácteos da Ásia, principalmente da China, na Nova Zelândia e nos setores de lácteos australianos. Entretanto, o Rabobank alertou que o crescimento nos requerimentos de importação por companhias chinesas e asiáticas não deve ser considerado como garantias.

No relatório “Magnetic milk – the lure of dairy investment down under” (Leite magnético - atração de investimentos de lácteos na Austrália e Nova Zelândia, em uma tradução livre), divulgado recentemente, o Rabobank disse que o foco para investidores estrangeiros no setor de lácteos da Nova Zelândia tem sido garantir acesso ao leite fluido e ingredientes para fórmulas infantis.

A co-autora do relatório, Hayley Moynihan, disse que a busca para garantir acesso a um volume de leite seguro e de alta qualidade está direcionando investimentos internacionais em lácteos na região da Austrália e Nova Zelândia. “Entre 2014 e 2020, esperamos que a China e o Sudeste da Ásia combinados sejam responsáveis por quase um terço do aumento nas importações globais de lácteos”, disse Moynihan. “Para os setores lácteos da Nova Zelândia e da Austrália – coletivamente conhecidos como Oceania – o acesso preferencial a mercados, a reputação por qualidade e a proximidade geográfica são os fatores que estão dando suporte a fluxos de investimentos nessa região e continuarão fazendo isso”.

Com o crescimento da demanda na Ásia devendo ultrapassar a capacidade da oferta local e, dessa forma, direcionar o comércio global em médio prazo, muitos exportadores de lácteos da Austrália e da Nova Zelândia estão se posicionando em direção à Ásia, disse o Rabobank. “Muitas estratégias de companhias estão focadas em capitalizar sobre a crescente oportunidade apresentada pela demanda por lácteos na Ásia. Para os processadores da Oceania, o desejo estratégico é a construção de ligações às extensivas redes de distribuição e conhecimento local para cobrir os principais mercados de exportação em crescimento. As parcerias estratégicas podem ajudar a facilitar o acesso a mercados e impedir a imposição de barreiras comerciais reguladoras”.

Entretanto, para todos os exportadores de lácteos que buscam promover estratégias de exportação em direção aos mercados de lácteos na China, um nível de precaução é agora requerido, particularmente quando se fala de mercados de leite em pó nutricionais e leite fluido, alertou o Rabobank.

Moynihan diz que as taxas de crescimento nos últimos anos atraíram investimentos significativos na Oceania e em outros locais à medida que as companhias reconhecem a oportunidade. “O crescimento no volume importado deverá expandir, mas a taxa de crescimento será desacelerada em médio prazo, à medida que o mercado de lácteos amadurece e os preços varejistas criam dificuldades para os consumidores, que estão enfrentando taxas menores de crescimento da renda”.

“Ao mesmo tempo, há um investimento significativo na capacidade em muitas partes do mundo, gerando intensa competição e risco de sobre-oferta. Para complicar as coisas, a regulamentação foi apertada, particularmente na categoria de fórmulas infantis chinesas, e ainda está fornecendo desafios”.

Para o futuro, Moynihan disse que as companhias dentro e fora da região da Ásia continuarão aprofundando as relações e aumentando a cooperação. A gestão da cadeia de fornecimento e a integração vertical são formas de todas as partes oferecerem cadeias de fornecimento integradas e seguras em uma era de maior demanda por segurança alimentar, disse o Rabobank.

A reportagem é do Interest/NZ.

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