"O setor tem presenciado um aumento de consumo médio do leite UHT em todo o País; o leite de consumo cresceu acima da média dos produtos lácteos em geral, como comprovam os números de 2011", diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV), Laércio Barbosa.
O setor, no entanto, se desdobra para absorver os aumentos nos preços da matéria-prima e a consequente queda na rentabilidade da indústria. No ano passado, a matéria-prima teve preço médio entre 15% e 20% acima do que em 2010, dependendo a região, segundo dados da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). Ainda assim, a produção leiteira do País cresceu apenas 2,2%.
O relatório anual do setor de Leite Longa Vida acaba de ser finalizado pela ABLV. Com o aumento de 6,7% (5,81 bilhões de litros contra os 5,45 bilhões de 2010), o setor foi o maior responsável pelo crescimento de 4,2% do mercado total de leite de consumo, do qual ainda fazem parte os segmentos de leite em pó (+4,3%) e leite pasteurizado (-3,8%). O faturamento da indústria fechou em mais de R$ 10 bilhões.
De acordo com as explicações do diretor-executivo da ABLV, Nilson Muniz, os setores de Leite Longa Vida e pó se "beneficiaram do aumento de renda da população, particularmente das classes mais baixas, que passaram a consumir um volume médio maior". Além disso, a influência da renda no consumo de lácteos estimula a preferência do consumidor pelo produto Longa Vida e também traz ao mercado formal usuários que antes eram do leite sem tratamento.
Em 2011, o market share do Leite Longa Vida foi de 78,2% e do Leite Pasteurizado de 21,8%. "Por sua praticidade e facilidade de distribuição e armazenamento, bem como pela crescente credibilidade junto aos consumidores, o UHT atende ao estilo de vida do brasileiro e às características do País, com seu clima tropical e dimensões continentais", lembra Laércio Barbosa.
INVESTIMENTOS - Outro fator que impulsiona as vendas do Leite Longa Vida é o constante investimento do setor em novas plantas, aumento de capacidade industrial, modernização, pesquisa e desenvolvimento de produtos, marketing e comunicação. No ano passado, foi encerrada uma fase de aportes superiores a R$ 1 bilhão, o que marcou um dos maiores períodos de investimentos da história recente do setor, afirma Barbosa.
REPRESENTATIVIDADE - A ABLV completou 17 anos em setembro de 2011 e congrega atualmente 38 empresas, que juntas respondem por mais de 80% da produção de Leite Longa Vida no País, estimada em mais de 6 bilhões de litros em 2012. A entrada da associação no mercado, em 1994, coincide com o período que registrou maiores índices de crescimento de vendas do produto. Naquele ano, as vendas de LLV eram de 730 milhões de litros. O market share, de 20% em 1994, passou para os 78,2% em 2011.
A matéria é da ABLV, adaptada pela Equipe MilkPoint.













Roberto Jank Jr.
Descalvado - São Paulo - Produção de leite (de vaca)
postado em 13/06/2012
O longa vida tem uma história de sucesso no Brasil. Tem ainda um share do mercado de leite em pó para conquistar, principalmente no NE, já que o atual crescimento da renda permite a substituição do leite em pó (para jovens e adultos) por leite fluido.
Mas ainda falta uma ousadia para os agentes do LV, que é separar leite de melhor qualidade para fabricar um produto sem citrato, permitindo ao consumidor optar por esse diferencial. Isso daria enorme impulso na direção da IN62.