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Consumo de cálcio pode ser associado com redução do risco de câncer de cólon

postado em 22/03/2002

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O consumo de grandes quantidades de cálcio pode reduzir o risco de câncer no cólon distal, segundo uma pesquisa feita pelos pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, Kana Wu, Edward L. Giovannucci e colaboradores. O resultado da pesquisa foi publicado na edição de 20 de março do Journal of the National Cancer Institute.

Os autores concluíram que, mesmo as pessoas que tinham dietas com baixos níveis de cálcio, apresentaram alguma proteção contra o câncer de cólon com um modesto aumento deste nutriente na dieta. Porém, o estudo mostrou que existe uma quantidade máxima de cálcio capaz de produzir efeitos benéficos ao organismo, de forma que a ingestão de mais de 700 mg de cálcio por dia não apresentou maior proteção contra o câncer de cólon.

Os pesquisadores acreditam que o cálcio reduz o risco de câncer de cólon através da redução da velocidade do crescimento das células epiteliais, processo que pode levar ao câncer. Outros estudos feitos anteriormente já tinham mostrado o papel da ingestão de cálcio na redução do risco de câncer de cólon, mas com resultados não muito claros.

Em 1996, Wu e colaboradores informaram que o aumento do consumo de cálcio feito em 2 grandes grupos causou uma redução modesta no risco de desenvolvimento de câncer de cólon e cólon retal, mas os resultados não foram estatisticamente significantes.

O novo estudo envolveu um extenso acompanhamento dos mesmos 2 grupos. Wu e seus colaboradores analisaram a ingestão de cálcio proveniente de duas fontes, produtos lácteos e suplementos, em cerca de 88 mil mulheres e 47 mil homens. Os autores identificaram 626 mulheres e 399 homens com câncer de cólon.

Homens e mulheres que incluíram mais de 700 a 800 mg de cálcio por dia em suas dietas tiveram entre 40% e 50% menos riscos de apresentar câncer no cólon distal, em comparação com os participantes que ingeriram menos de 500 mg de cálcio por dia. Os autores notaram, entretanto, que os efeitos protetores do cálcio parecem estar limitados ao cólon distal. A ingestão de cálcio parece não ter sido associada à redução dos riscos de desenvolvimento de câncer no cólon proximal.

A suplementação de cálcio entre aqueles que consumiam uma pequena quantidade deste nutriente resultou em um decréscimo no risco de desenvolvimento de câncer de cólon. Entretanto, entre os participantes que já consumiam mais de 700 mg de cálcio por dia, a suplementação não foi associada à redução extra nos riscos de desenvolver a doença. A conclusão da pesquisa foi que o cálcio, mais do que os demais componentes dos produtos lácteos, possui um papel importante na redução dos riscos de desenvolvimento do câncer de cólon.

Fonte: Journal of the National Cancer Institute (JNCI) - Cancer Spectrum, adaptado por Equipe MilkPoint

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