carregando...
Fechar
Receba nossa newsletter

É só se cadastrar! Você recebe em primeira mão os links para todo o conteúdo publicado, além de outras novidades, diretamente em seu e-mail. E é de graça.

Roberta Züge fala sobre os benefícios da certificação para produtores de leite

postado em 20/07/2016

Comente!!!
Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Imprimir conteúdo da página

 

Quando se fala a respeito de certificação na pecuária leiteira, são comuns as dúvidas dos produtores quanto aos benefícios e os procedimentos que devem seguir antes de adotar um método de certificação.

Para falar sobre este assunto, convidamos a especialista Roberta Züge, médica veterinária, que coordenou o projeto de elaboração da norma brasileira de certificação de leite (MAPA/Inmetro). Roberta é consultora na área de certificação de produtos agropecuários, na empresa Ceres Qualidade, membro do Conselho Científico de Agricultura Sustentável, CCAS., instrutora e auditora certificada Globalgap. Além disso, é colunista do MilkPoint - blog Na Mira - e instrutora de um curso on-line sobre o assunto.

Confira abaixo a entrevista concedida por Roberta à equipe do MilkPoint:

MilkPoint- Qual o primeiro passo para quem quer iniciar um programa de certificação?

Roberta Züge- “Num programa de certificação a maior dificuldade, que encontro no campo, é o produtor conseguir interpretar como conseguir comprovar que realmente realiza os requisitos que são solicitados.

De modo geral, ele até utiliza as práticas necessárias, mas não consegue evidenciar que as faz cotidianamente. Além disto, o importante é entender o que se deseja com a norma.

Existem diferenças entre as normas. Algumas têm foco em bem-estar animal, outras em segurança de alimentos e outras ainda na sustentabilidade social. Deve-se conhecer as demandas e buscar cumprir e evidenciar que os faz.

Ponto também de grande importância, é capacitar e manter registros das capacitações dos colaboradores. Este também é um requisito de aspecto legal. Deste modo, além de buscar um diferencial com a aplicação de uma norma, como efeito colateral, há uma maior aderência aos requisitos legais, o que pode ser um tranquilizador para o empregador. ”

MP-Quais os principais erros que os produtores costumam cometer quando implementam um programa de certificação?

Roberta- “O primeiro é desconhecer o que realmente é demandado. Há um certo medo em relação às normas, talvez existam muitos mitos a serem quebrados ainda.
Outro erro é imaginar que isto é para os grandes!! Na verdade, é muito mais fácil implantar em propriedades menores que possuem menor complexidade que nas maiores, que possuem sistemas maiores, mais funcionários e acabam exigindo mais controles.

Existem dificuldades, sim, mudanças de comportamento exigem tempo. E, muitas vezes, as pessoas esperam resultados imediatos. De modo geral, os processos são relativamente lentos, mas os ganhos serão constantes. A implementação das normas não deve ser vista apenas como necessária para um processo de certificação. As normas são um ótimo modelo para gerir também a propriedade. Com facilidades de ter uma referência a ser seguida, uma lista de verificação para buscar quais os deslizes e se têm meios de mitigar os problemas que ocorrem. Os processos permitem que se tenha uma visão geral da propriedade.”

MP- No caso de pequenos produtores, vale a pena se certificar?

Roberta- “Mais do que certificar, que possibilita um diferencial do produto, os pequenos são os maiores beneficiados nesses processos. A relação é mais próxima e se consegue benefícios mais rápidos, entre eles a segurança do produtor. Pela experiência, vimos que produtores que executavam as atividades de rotina de produção, tiveram ganhos de produtividade bem significativos, somente pela mudança de alguns procedimentos. Os processos de certificação exigem uma sistematização, assim, o produtor acaba conhecendo mais como funciona cada elo da produção, proporcionando meios de mitigar os potenciais problemas. ”

MP- São muitas as opções de selos de certificação, como decidir a qual destes processos adequar minha produção?

Roberta- “Se não houver uma demanda direta do cliente, ou seja, o laticínio que adquire o leite, o produtor pode selecionar uma que proporcione maiores vantagens dentro da produção, ou que seja uma tendência de mercado. Normas com foco em bem-estar animal estão ganhando visibilidade pelas demandas dos consumidores em terem disponíveis produtos que garantam que os animais foram tratados sem sofrimento e considerando o seu bem-estar.

Há regiões que estão sofrendo com fraudes, fazendo com que o consumidor de lácteos fique receoso em adquirir os produtos. Antevendo esta demanda, o produtor pode buscar implantar normas que garantam a sanidade do leite. Assim, é importante "olhar" para o cliente final. Em tempos de crise, quem se diferencia ganha vantagens daquele que espera passivamente as necessidades surgirem. ”


MP-Hoje, quais os principais benefícios para aqueles que já atendem aos selos de certificação?

Roberta- “Exatamente por estarmos num cenário de incertezas, possuir um diferencial pode ser um fator decisivo de escolhas. Mas, vemos nestes processos, que aqueles que os implementaram, identificaram os pontos críticos e puderam resolver seus desvios. Assim, mais do que o ganho direto, de uma possível bonificação, os ganhos indiretos se sobrepõem, pois colocam a produção dentro de um perfil mais profissional. ”





Quer dar o primeiro passo para iniciar os processos de certificação e se diferenciar no mercado? Participe do curso on-line “Programas de certificação na pecuária leiteira” com a professora Roberta Züge. Esta é uma excelente oportunidade para tirar suas dúvidas com uma especialista e trocar experiências com outros produtores e técnicos do setor.

Clique no link para se inscrever: Certificação na pecuária.

Ou entre em contato:

cursos@agripoint.com.br
(19)3432-2199
Whatsapp (19) 99817- 4082


 

Avalie esse conteúdo: (5 estrelas)

Envie seu comentário:

3000 caracteres restantes


Enviar comentário
Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

Quer receber os próximos comentários desse artigo em seu e-mail?

Receber os próximos comentários em meu e-mail

Copyright © 2000 - 2017 AgriPoint - Serviços de Informação para o Agronegócio. - Todos os direitos reservados

O conteúdo deste site não pode ser copiado, reproduzido ou transmitido sem o consentimento expresso da AgriPoint.

Consulte nossa Política de privacidade