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Estresse térmico: um fator limitante para ideal involução da glândula mamária!

Por Ceva Saúde Animal
postado em 10/02/2017

5 comentários
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Não é novidade para o produtor de leite que o estresse térmico pode atrapalhar o desempenho produtivo e reprodutivo de suas vacas durante o período de lactação. Isso fica evidente em meses mais quentes do ano, onde são observadas quedas significativas de produção de leite, muitas vezes passando de 20% da produção total do rebanho e acompanhado de baixos índices de concepção que normalmente podem ser menos que a metade da concepção média alcançada durante meses mais amenos!

Se não bastassem os problemas causados pelo estresse térmico em animais em lactação, alguns estudos publicados na última década mostram claramente que altas temperaturas ambientais também afetam vacas no período de descanso da lactação – também chamado de período seco – que é o período de aproximadamente 8 semanas, no qual o úbere da vaca precisa passar por um completo processo de involução e em seguida de renovação do seu arcabouço glandular em preparação para o próximo período de lactação.

Por exemplo, pesquisas científicas realizadas por grupos de estudos em todo o mundo evidenciam que vacas expostas a um excessivo nível de estresse térmico durante o período seco produzem cerca de 10 a 20% menos leite durante a lactação subsequente – mesmo que o problema de estresse térmico seja solucionado durante o período de lactação – o estresse durante o período seco tem um efeito negativo residual por toda lactação subsequente! Porém, o mecanismo fisiológico pelo qual o estresse térmico durante o período seco afeta a produção de leite na lactação seguinte ainda não foi identificado, mas parece estar envolvido com uma involução menos eficiente do úbere nos primeiros dias após o processo de secagem da vaca.

Ao que tudo indica, um estudo pioneiro realizado por pesquisadores Norte-Americanos (Wohlgemuth et al. 2016), o estresse térmico atrapalha – em muito – o processo de involução da glândula mamária, e por consequência, também atrapalha a renovação do tecido glandular mamário para a nova lactação. Estes pesquisadores mediram – por meio de biópsias do tecido mamário e complexos mediadores celulares relacionados ao processo de regressão do úbere – o efeito de expor vacas ao estresse térmico durante o período seco. Coincidentemente, o nível de estresse térmico ao qual as vacas foram expostas foi bastante parecido com o encontrado no Brasil na maioria das regiões produtoras de leite – fazendo com que estes achados sejam de grande relevância prática local.

Para a surpresa de todos, foi encontrado que a atividade autofágica pós-secagem na glândula mamária (termo usado para uma sequência de eventos celulares que causam a involução da glândula mamária) acontece muito mais rapidamente em animais mantidos em condições mais amenas se comparado com vacas mantidas sob condições de estresse térmico! Isso foi mais evidente logo nos primeiros dias após o processo de secagem. Em outras palavras, vacas que sofrem menos com estresse térmico tem uma involução do úbere muito mais eficiente. Por contrapartida, vacas sob estresse térmico tem um atraso no processo de involução da glândula após a secagem.

Possivelmente esses efeitos do estresse calórico agem indiretamente alterando vários processos fisiológicos e hormonais no animal, incluindo o aumento de cortisol, a diminuição das concentrações de estradiol e, como descrito recentemente por outros grupos de pesquisa, aumentando os níveis de prolactina, além de muitas outras alterações no organismo do animal.Em termos práticos, o produtor deve se organizar para manter vacas sob mínimas condições de estresse térmico principalmente durante o período seco devido ao seu efeito prejudicial à próxima lactação! Vale ressaltar ainda que, ao contrário do que se imaginava, os primeiros dias após a secagem parecem ser muito críticos para o rearranjo e desenvolvimento do úbere em preparação para futura lactação. Diante disso, todos os artifícios disponíveis para manter as vacas em condições confortáveis durante o período seco, minimizando o estresse para melhorar a involução da glândula mamária, devem ser considerados cuidadosamente. Toda tecnologia que acelere o processo de involução do úbere e torne a secagem mais eficiente deve ser considerada a fim de minimizar o efeito do estresse térmico sobre a produção. Velactis, o primeiro facilitador de secagem, ao inibir a secreção de prolactina, acelera toda atividade autofágica e de renovação glandular tão fundamental para a próxima lactação.

Para saber mais sobre isso deixe uma mensagem pra gente!



Referência:

Effect of heat stress on markers of autophagy in the mammary gland during the dry period – short communication. S. E. Wohlgemuth, Y. Ramirez-Lee, S. Tao, A. P. A. Monteiro, B. M. Ahmed, and G. E. Dahl. Journal of Dairy Science 99:4875–4880; 2016.

Cabergoline inhibits prolactin secretion and accelerates involution in dairy cows after dry-off. M. Boutinaud, N. Isaka, V. Lollivier, F. Dessauge, E. Gandemer, P. Lamberton, A. I. Taranilla, A. I. De Prado, A. Deflandre, L. M. Sordillo. Journal of Dairy Science 99: 5707–5718; 2016.

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Comentários

Ketlin Síriaco

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 17/02/2017

Gostaria de saber mais sobre o assunto! Meu email é ketlin_siriaco16@hotmail.com.

Pedro Henrique de Melo Garcia

Rio Largo - Alagoas - Estudante
postado em 18/02/2017

Boa tarde
Também tenho interesse em saber mais a respeito do assunto.
Por gentileza, gostaria que encaminhasse para o seguinte email: pedrogarcia.ifal@hotmail.com

Aparecido Modesto da Silva

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 19/02/2017

Quais as possíveis soluções para o problema stresse térmico, principalmente na região norte?

Ceva Saúde Animal

Paulínia - São Paulo - Indústria de insumos para a produção
postado em 20/02/2017

Temos trabalhado em melhorar condições de estresse térmico em rebanhos por todo o mundo - um bom começo é ter certeza que os animais tenham acesso a sombra suficiente por animal (pelo menos 4 metros quadrados por vaca), se utilizar sombrite tem que ser maior que 90% de bloqueio da luz, e colocada a uma altura de pelo meno 4 a 5 metros, e água limpa a vontade (pelo menos 7 cm linear por vaca) próximo a sombra - mas sem deixar formar barro! De forma ideal a sombra deve ser colocada no meio do lote e na linha do cocho se este for o caso. O ideal é colocar a sombra no sentido norte-sul no meio do lote (para evitar barro) e leste-oeste na linha do cocho, porém a linha do cocho deve ter piso concretado.
Para uma situação de manejo a pasto isto seria o mínimo a ser implementado para evitar estresse térmico excessivo.
Outras tecnologias como ventiladores, aspersores, ventilação-cruzada ou túnel-ventilada podem ser viáveis para alguns rebanhos.
Outro ponto a ser considerado, já que o assunto é a influência do estresse térmico na involução da glândula mamária na secagem, sugiro ler o artigo https://www.milkpoint.com.br/radar-tecnico/secagem-onde-tudo-comeca/journal-of-dairy-science-velactis-na-secagem-de-vacas-inibe-a-liberacao-de-prolactina-acelera-o-processo-de-involucao-e-melhora-101410n.aspx que mostra o impacto positivo do uso do Velactis na  involução da glândula mamária e pode ser uma ferramenta ainda mais poderosa em situações de estresse térmico.

jose carlos faria

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 05/03/2017

São muito válidas as informações,pois estes reflexos já estão repercutindo no meu rebanho, pois nota se quê a cada ano que passa a terra está ficando mais quente,a solução mais barata é o sombriti ou o bosque com eucalipto é o quê estou fazendo, pois as arvores estão morrendo com mais frequência.Quanto ao Velactis é um bom produto, funciona ,o inconveniente é o preço , e não tem concorrentes ainda.Temos que pedir a Deus que este Fantástico Brasil muda está política,  que invertam se os valores..

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