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Efeito das inflamações e da condição de saúde sobre o desenvolvimento e a fertilidade de gado de leite - Parte 2

Por Ricarda Maria dos Santos e José Luiz Moraes Vasconcelos
postado em 21/11/2016

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Este texto é a parte da palestra apresentada pelo Dr. Ronaldo Cerri da University of British Columbia, do Canadá, no XX Curso Novos Enfoques na Produção e Reprodução de Bovinos, realizado em Uberlândia de 17 e 18 de março de 2016.

Episódios de doença e tecidos reprodutivos

A transição do estágio de prenhe não lactante para o de não prenhe porém lactante torna necessário que a vaca de leite ajuste seu metabolismo drasticamente, de forma que os nutrientes possam ser orientados de forma a apoiar a síntese do leite, um processo denominado homeorese (Bauman & Currie, 1980).

Normalmente, há um aumento abrupto das exigências de nutrientes no início da lactação, período em que o consumo de alimentos fica normalmente deprimido, o que leva à ampla mobilização de tecidos corporais, especialmente de gordura corporal, mas também de aminoácidos, minerais e vitaminas (Santos et al., 2010). A incidência de doenças infecciosas é uma consequência da diminuição da competência do sistema imune durante o início da lactação.

Um estudo que avaliou distúrbios de saúde nos dois primeiros meses após o parto em 5.719 vacas em cinco propriedades de manejo confinado determinou que 44,2% das vacas apresentaram ao menos um problema clínico e 17,2% apresentaram ao menos dois problemas clínicos no pós-parto (Santos et al., 2010). As doenças identificadas foram problemas relacionados ao parto, 14,6%; metrites, 16,1%; endometrites clínicas, 20,8%; febre, 21,0%; mastite 12,2%; cetose, 10,4%; claudicação, 6,8%; problemas digestivos, 2,8%; e pneumonia, 2,0%.

Em outro estudo que avaliou distúrbios de saúde pós-parto, antes de inseminação, em 957 vacas em duas propriedades de manejo extensivo, a incidência clínica de doenças era de 37,5%, a incidência de problemas subclínicos era de 59,0% e apenas 27,0% das vacas não apresentaram nenhum tipo de problema de saúde. As doenças verificadas foram: problemas de parto, 8,5%; metrites, 5,3%; endometrite clínica, 15,0%; endometrite subclínica 13,4%; mastites, 15,3%; problemas respiratórios, 2,5%; problemas digestivos, 4,0%; claudicação, 3,25%; níveis elevados de NEFA, 20,0%; cetose subclínica, 35,4%; e hipocalcemia subclínica, 43,3%.

Além disso, de todas as vacas que deixam uma propriedade de leite por descarte ou morte, quase 12% ocorre nas primeiras três semanas após o parto, e 24% nos dois primeiros meses de lactação (Godden et al., 2003), sendo que a maioria está associada a problemas de saúde. As doenças têm grande impacto sobre a reprodução de rebanhos de gado de leite dada a alta prevalência e pela associação com outros fatores, tais como anovulação e baixa condição corporal (Santos et al., 2009; Santos et al., 2010).

Os mecanismos biológicos que explicam as doenças que ocorrem no pós-parto, entretanto, não estão claramente entendidos. A maioria dos estudos é de natureza epidemiológica e a grande maioria está associado aos efeitos negativos de doenças durante o estágio inicial da lactação, com redução da taxa de prenhez por inseminação artificial ou com intervalos maiores até o início da gestação.

Questões importantes sobre a forma como as doenças afetam a biologia do desenvolvimento, se as doenças de origem uterinas ou não uterinas afetam a fertilidade de maneira diferente, o momento da incidência da doença em relação à inseminação e o papel de outros fatores de risco associados que deprimem a fertilidade, tais como a não ovulação e condição corporal baixa - mais prevalentes em vacas que são acometidas por doenças; tudo isso continua sem resposta. De maneira geral, a biologia por trás da subfertilidade atribuída às doenças continua obscura e merece ser investigada.

Em propriedades que adotam o manejo confinado, a taxa de prenhez por IA baixou de 51,4% para 43,3% nas vacas com uma doença clínica após o parto, e para 34,7% nas vacas com dois ou mais casos de doença clínica após o parto (Santos et al., 2010). E ainda a perda de prenhez entre os dia 30 e 60 após a IA aumentou de 8,9% nas vacas saudáveis para 13,9% nas vacas com uma doença clínica após o parto, e para 15,8% nas vacas com dois ou mais casos de doença clínica após o parto.

Em propriedades que adotam o sistema de pastejo, a taxa de prenhez por IA baixou de 66,9% para 56,5% nas vacas com uma doença clínica após o parto, e para 40,8% nas vacas com dois ou mais casos de doença clínica após o parto (Ribeiro et al., 2013). Além disso, as perdas de gestação entre 30 e 65 dias após IA aumentaram de 9,2% em vacas sadias para 12,3% em vacas com uma doença clínica após o parto, e para 26,7% nas vacas com dois ou mais casos de doença clínica após o parto. Apesar da maioria das doenças (aproximadamente 75%) ser diagnosticada no primeiro mês após o parto, a maioria das primeiras inseminações ocorre após o segundo mês de lactação (Ribeiro et al., 2016). Portanto, de alguma forma as doenças têm efeitos prejudiciais persistentes sobre a fertilidade de vacas de leite, mas os mecanismos biológicos envolvidos ainda não são completamente entendidos.

Os bovinos afetados por doenças geralmente têm uma redução do apetite, aumento da perda de peso corporal e alteração na partição de nutrientes (Gifford et al., 2012). A redução do apetite depois do estabelecimento de uma doença parece ser um comportamento preservado em mamíferos e aves, que é explicado pela comunicação entre o sistema imunológico e o cérebro (Dantzer & Kelley, 2007; McCusker & Kelley, 2013).

As citocinas pró-inflamatórias produzidas no tecido infectado agem no cérebro para induzir sintomas comuns de doença, um fenômeno que que a ciência comportamental denomina comportamento de doença induzida por citocina (Dantzer & Kelley, 2007). A ação de citocinas poderia ocorrer através da comunicação neuronal ou através da circulação e extravasamento da barreira hematoencefálica (McCusker & Kelley, 2013). Acredita-se que a resposta fisiológica de febre e as respostas comportamentais como redução do apetite, sonolência e comportamento antisocial, facilitem a recuperação e melhoram a sobrevida. Ainda assim, nas vacas de leite no período pós-parto estes eventos piorariam o balanço energético, com consequências adicionais para o sistema imunológico.

Além de reduzir a ingestão de energia, a infecção aumenta também o gasto energético, considerando-se que montar uma resposta imunológica contra a infecção tem um custo energético (Colditz, 2002; Demas et al., 2003; Romanyukha et al., 2006; Hotamisligil & Erbay, 2008). Este custo energético retira recursos de outros processos fisiológicos, incluindo produção, reprodução e talvez o próprio sistema imunológico (Gifford et al., 2012; Pastorelli et al., 2012).

Em um estudo estimando o gasto energético para a defesa imunológica contra pneumonia, o aumento na taxa metabólica induzido pela febre respondeu por até 90% dos custos energéticos (Romanyukha et al., 2006). Isto estaria de acordo com a observação de que a metrite puerperal, quando as vacas não apresentam apenas uma inflamação maciça do útero, mas também sinais sistêmicos de doença, como anorexia e febre, têm um impacto maior sobre a fisiologia do animal do que a metrite sem febre (Lima et al., 2014).

A redução da ingestão de energia, aumento do gasto energético para construir uma resposta imunológica e a alteração na partição de nutrientes resultantes da inflamação podem, potencialmente, piorar o balanço energético e a função das células imunológicas nas vacas em transição que, por sua vez, aumenta ainda mais a susceptibilidade a doenças metabólicas e infecciosas. Cria-se assim um ciclo vicioso que inclui a redução no balanço energético, comprometimento da competência das células imunológicas, aumento na incidência de doenças e de volta à redução no balanço energético. Não é surpresa que a ocorrência de um problema de saúde aumenta a susceptibilidade a outros problemas e tem sérias consequências para o desempenho produtivo e reprodutivo (Santos et al., 2010; Ribeiro et al., 2013).

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Comentários

Peterson Tostes

Miracema - Rio de Janeiro - Produção de leite
postado em 20/12/2016

Prezados autores, gostaria de saber se o protocolo planparto apresentado pela MSD, visando a aplicação de prostaglandina em até 24h após o parto, com repetição em 72 horas, visando antecipar o primeiro cio pós parto, é viável.  
Desde já agradeço
Peterson
peterluiz@hotmail.com

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