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O que é a famosa sala de ordenha "Carrossel"?

Por DeLaval
postado em 25/10/2017

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Fazenda Bom Retiro, Itanhandu – MG.

Muito se fala em eficiência na produção de leite e, sempre que este assunto vem à tona, o tipo de equipamento de ordenha configura um importante aspecto para sua obtenção. Apesar de ser um dos mais antigos equipamentos de ordenha canalizados, já inventados, o “carrossel” ou o equipamento de ordenha tipo rotatória ainda intriga alguns produtores de leite ou consultores da área pela sua aparente complexidade, mas que, em poucas palavras, tentaremos explicar sua extrema simplicidade e principais benefícios.

O primeiro modelo foi lançado em 1930, na Europa e, mesmo após melhorias de desenho e avanços tecnológicos, o conceito do equipamento rotativo permanece praticamente intacto e ajuda produtores de leite a crescerem seus negócios, por todo o mundo, desde então.

Com modelos que variam entre aplicabilidades (Ex.: para gado a pasto, com ou sem alimentação individual na sala de ordenha, para gado confinado, raças maiores ou menores) e número de baias (de 24 a 106 animais ordenhados a cada rotação completa), sempre respeitam uma sequência básica de funcionamento:



1. Os animais chegam até a plataforma rotativa através da sala de espera por meio de um portão aproximador automático (preferencialmente);

2. Adentram a plataforma por um acesso individualizado, onde posicionam-se já para o processo de ordenha;

3. Uma vez na plataforma (em movimento giratório) iniciam-se os procedimentos de ordenha:

    a. Teste da caneca telada e pré-dipping (normalmente na posição da segunda baia em relação à baia de entrada na plataforma)
    b. Secagem dos tetos e colocação do conjunto de ordenha (normalmente entre as posições das baias 7 e 9 em relação à baia de entrada na plataforma);
    c. Monitoramento dos conjuntos de ordenha e recolocação (caso haja algum desacoplamento antecipado). Em muitos casos essa tarefa é compartilhada com quem faz o pós-dipping;
    d. Pós-dipping que se inicia, normalmente, a partir do quarto final da rotação da plataforma.

4. Segunda volta (exceções), caso a primeira não tenha sido suficiente para a retirada completa do leite.

5. Saída da plataforma e caminhada rumo à água, comida, descanso ou algum manejo.

Conceitualmente, podemos dividir as rotatórias entre 3 tipos:

1. Ordenha interna: os ordenadores se posicionam internamente à plataforma

2. Ordenha externa: os ordenadores se posicionam externamente à plataforma

3. Ordenha robotizada: não há ordenadores e, sim, robôs executando os procedimentos de ordenha.

De uma maneira geral, as rotatórias de “ordenha interna” e também chamadas de “espinha de peixe” são empregadas em propriedades de pequeno a médio porte (de 150 a 450 animais em lactação), sendo um sistema que permite uma ótima visualização de todos os animais durante a ordenha e requer menos mão de obra no fosso, normalmente são propriedades familiares, sendo os ordenadores membros da família. Enquanto que as de “ordenha externa” e também chamadas de “paralelas” são as eleitas para grandes operações, rebanhos acima de 450 vacas em lactação. Já as de “ordenha robotizada” se aplicariam para os dois perfis já citados buscando, principalmente, redução de custos com mão de obra e consistência no manejo da ordenha.

Seus principais benefícios:

Rendimento de ordenha: o fato de as vacas se moverem em uma plataforma circular em direção aos ordenadores, contribui para um fluxo contínuo e padronizado de animais durante todo o processo de ordenha; São equipamentos que permitem ao produtor atingir capacidades de ordenha de mais de 600 vacas por hora, dependendo de alguns outros fatores, como: tamanho da plataforma, treinamento dos ordenadores, produtividade animal, manejo da entrada dos animais, procedimentos de ordenha, e etc.

Conforto animal: Cada vaca é posicionada individualmente em sua baia, desenhada especificamente para suas dimensões, de acordo com sua raça (Ex.: Holandês ou Jersey). Mesmo individualizadas, as vacas continuam mantendo contato visual com suas companheiras, o que as deixam mais tranquilas e confortáveis.

Conforto aos ordenadores: A rotina de ordenha em uma rotatória permite ao ordenhador o mínimo de caminhada, quando comparado com os outros sistemas de ordenha (Ex.: Um ordenhador chega a caminhar cerca de metade da distância que percorreria em um equipamento estático tipo “paralelo”). Além do que ele pode dar foco total em sua tarefa, visto que não mais precisa se preocupar com o posicionamento dos animais.

Mais leite por hora de operação: O equipamento responde com alta capacidade à medida em que o rebanho cresce. Diretamente ligado ao rendimento de ordenha, já citado, a possibilidade de se ordenhar mais vacas por hora, permite ao produtor contar com um incremento de receita, viabilizando seu Projeto atual e/ou facilitando sua tomada de decisão, para futuros investimentos.

Possibilidade de robotização: Com o cenário de mão de obra para ordenha cada vez mais complicado, seja por disponibilidade, qualidade e custos, hoje, temos a possibilidade de automatizarmos, através de robôs, o pré e/ou pós-dipping (DeLaval TSR®) e, no caso de automatização completa, todo o processo de ordenha (DeLaval AMR®).

Importantes considerações:

1. Um ordenhador estacionário, que foca em sua atividade, tende a fazê-la melhor e com mais consistência;

2. Uma vez com o conjunto de ordenha acoplado, todas as vacas têm o mesmo tempo, invariável, para retirada do leite (tempo de uma rotação completa);

3. A velocidade de rotação pode ser ajustada de acordo com o tempo de ordenha dos grupos. Dessa forma é possível combinar a agilidade dos ordenhadores com o tempo de ordenha das vacas, chegando ao máximo rendimento.

4. A limpeza externa do equipamento pode ser otimizada enquanto os últimos animais ainda estão em rotação na plataforma, sem perdas de tempo.

Rotatórias são equipamentos extremamente robustos e eficientes, porém são vários os fatores que determinam a decisão de investir em um ou outro modelo de equipamento de ordenha: qualidade da mão de obra e sua resposta ao aumento de rendimento, estilo do gerenciamento dessa mão de obra, relação custo-benefício (rendimento de ordenha), conforto aos ordenadores (retenção de funcionários), longevidade animal (pelo conforto obtido no processo de ordenha), produtividade animal, construção civil para o centro de ordenha e experiência na atividade. Contudo, o mais importante para a assertividade nesta decisão, é o entendimento claro sobre os objetivos da fazenda e sua relação com o novo investimento pensado.

Para saber mais, veja os vídeos abaixo::

TSR - Robô para pré e pós- dipping:



AMR - Rotatória automática:



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DeLaval    Jaguariúna - São Paulo

Indústria de insumos para a produção

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