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MG: Balde Cheio leva capacitação para caprinocultores de leite da Zona da Mata

postado em 30/08/2016

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A caprinocultura de leite em Minas Gerais foi incluída no Programa Balde Cheio, projeto que promove o desenvolvimento sustentável por meio da transferência de tecnologia e assistência técnica. O projeto-piloto será iniciado em Coronel Pacheco, na Zona da Mata, e o objetivo é capacitar técnicos e, conforme os resultados, expandir para outras regiões do Estado e do País. As expectativas são positivas em relação ao projeto, principalmente pelos bons resultados já alcançados na produção de leite de vaca.

O programa Balde Cheio é desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em Minas Gerais é amplamente disseminado na pecuária leiteira. O principal resultado esperado é a melhoria dos sistemas produtivos e da produtividade das unidades, o que é essencial para ampliar a renda e estimular o ingresso de novos produtores na cadeia.

O objetivo é a melhoria dos sistemas produtivos, para aumentar a renda e a qualidade do leite e derivados/Divulgação/Capril Rancho das Vertentes

“Entendemos que a caprinocultura de leite não está no mesmo estágio de desenvolvimento que a pecuária de leite, mas está a caminho. O programa Balde Cheio é uma forma de introduzir tecnologia e aplicar conceitos que promovam o avanço da produção de cabras leiterias. Escolhemos São Gotardo para iniciar o projeto pela região já que conta com pequenos laticínios, associações e produtores, que estão se organizando para formar um arranjo produtivo”, explicou o chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste e um dos coordenadores de Balde Cheio, André Luiz Monteiro.

Uma das primeiras iniciativas será a capacitação de técnicos para atuarem na região. No momento a ideia é trabalhar o processo produtivo, o leite e os derivados. Dentre os temas estão a sanidade, a higiene na produção, a qualidade do leite, gestão, controle de custos e genética. 

“Este profissional será treinado pelo Balde Cheio para atuar na região onde serão desenvolvidos os primeiros ensaios. Pretendemos ajustar a produção para que se tenha um leite de melhor qualidade, o que gera derivados melhores também. É um processo de aprendizado conjunto da Embrapa Caprinos, Embrapa Sudeste e dos produtores. E os produtores estão otimistas porque é uma forma de começar um trabalho inovador de produção intensiva de leite de cabras”, explicou.

Ainda segundo Monteiro, a profissionalização da atividade é o caminho para ampliar a qualidade e atender à demanda do mercado. Desta forma é possível gerar renda e permitir que o produtor invista na atividade. “A produção de leite de cabras pode ser uma fonte de renda interessante, se bem conduzida, podendo atrair novos produtores e laticínios para a região, quando a escala de leite for maior”.

Gargalos 

Para a diretora-executiva e coordenadora de Projetos Técnicos da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Minas Gerais (Caprileite/Accomig), Aurora Maria Guimarães Gouveia, a iniciativa é uma chance para solucionar importantes gargalos enfrentados pela atividade como a falta de mão de obra capacitada e a dificuldade de acesso à extensão rural, o que é promovido pelo projeto.

“O projeto Balde Cheio já deu certo com os bovinos e os caprinos leiteiros têm o mesmo perfil de produção. Acreditamos que o programa promoverá um avanço importante no setor. Estamos solicitando que o projeto seja estendido para a produção de ovelhas leiteiras, atividade que está no início e, caso incluída, poderá crescer estruturada”.

De acordo com os dados da Caprileite/Accomig, a produção de leite de cabra em Minas Gerais está estagnada em função da crise econômica mundial. Nos últimos quatro anos, a produção manteve um crescimento em torno de 20%. O volume mensal supera 60 mil litros nos principais laticínios instalados no Estado que possuem o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). “A produção é bem maior, mas existem produtores que processam o leite nas unidades próprias e outros comercializam o leite in natura para ser processado em outros estados. Desta forma, o volume não é contabilizado em Minas Gerais”, explicou Aurora.

As informações são do Diário do Comércio.


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