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Vacas, cada vez mais produtivas, merecem cada vez mais atenção

Por Bayer Saúde Animal
postado em 31/01/2017

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Os avanços nos campos do melhoramento genético e da nutrição animal têm contribuído para que tenhamos vacas leiteiras cada vez mais produtivas. Estes animais, cada vez mais especializados na produção de leite, demandam por consequência maiores cuidados quanto à manutenção da saúde.

O período conhecido como período de transição, é um período crítico para ocorrência das doenças metabólicas, e compreende as 3 semanas que antecedem o parto e as 3 semanas posteriores ao parto. Durante este período, o organismo da vaca de leite passa por muitas alterações, dentre as quais podemos destacar o crescimento do feto, maior nas últimas semanas que antecedem o parto, e o início da produção de leite.

Podemos dizer de forma resumida, que as doenças metabólicas ocorrem quando a demanda ou necessidade do organismo, por cálcio no caso da Hipocalcemia ou por energia no caso da Cetose, não podem ser devidamente atendidas, devido a diferentes fatores.

A demanda energética da vaca durante o período de transição, tende a aumentar de forma significativa, principalmente, devido ao início da lactação e ao comportamento da curva de lactação, que em condições normais se mantém numa curva ascendente nas primeiras semanas pós-parto.

O Balanço Energético Negativo (BEN), situação onde a vaca gasta mais energia do que consome, tende a fazer com que o organismo da vaca procure utilizar reservas corporais, como a gordura, na tentativa de suprir a necessidade energética. De forma simples, quando a capacidade do fígado de transformar gordura em energia se esgota, o organismo da vaca começa o produzir substâncias chamadas de corpos cetônicos. O acúmulo destes corpos cetônicos no sangue das vacas, caracteriza o quadro conhecido como Cetose.

A Cetose, assim como outras doenças metabólicas, pode se apresentar na forma clínica, onde são evidentes os sinais clínicos como a queda na produção de leite, falta de apetite, hálito cetônico (cheiro de acetona), tremores musculares, distúrbios visuais, ranger de dentes e decúbito, ou na forma subclínica, quando o animal encontra-se doente, mas sem sinais clínicos aparentes, sendo que neste caso, a doença é de extrema importância pelos prejuízos causados.

Vários estudos realizados, no Brasil e em outros países, mostram que a Cetose subclínica interfere, negativamente, tanto na produção de leite, quanto na reprodução das vacas. Em ambos os casos, os problemas estão relacionados ao acúmulo de corpos cetônicos no sangue.

A tabela abaixo mostra resultados de estudos que avaliaram a prevalência e a incidência de Cetose em diferentes rebanhos no Brasil.




Fique atento em nosso blog e tenha mais informações sobre esta doença nos próximos artigos.


Autores


Rômulo Mendes Junior, Médico veterinário formado pela UFLA. Atua como Representante Técnico Veterinário da Bayer Saúde Animal em Minas Gerais.

Eduardo Eiti Ichikawa, Médico veterinário formado pela UFPR. Atua como Gerente Técnico da Bayer Saúde Animal - Bovinos.


Gordon, J.L.; LeBlanc, S.J.; Duffield, T.F. Ketosis Treatment in Lactating Dairy Cattle. Veterinary Clinics of the North America Food Animal Practice, V. 29, p. 433–445, 2013.

Herdt, T.H. Ruminant adaptation to negative energy balance. Influences on the etiology of ketosis and fatty liver. Vet Clin North Am Food Anim Pract. v. Review, p. 215-30, 2000.

Código: AWB-2042190810


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