Fechar
Receba nossa newsletter

É só se cadastrar! Você recebe em primeira mão os links para todo o conteúdo publicado, além de outras novidades, diretamente em seu e-mail. E é de graça.

Suplementação vitamínica em vacas leiteiras de alta produção - Parte 2

Por Bayer Saúde Animal (MyPoint Biz)
postado em 21/09/2016

4 comentários
Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Imprimir conteúdo da página

 

Autores:

Guilherme Nunes Bolzan– Graduando em Medicina Veterinária
Paula Montagner – Graduanda em Medicina Veterinária
Augusto Schneider – Doutorando em Biotecnologia
Rubens Alves Pereira – Mestrando em Biotecnologia
Ivan Bianchi – Doutor em Biotecnologia Agrícola
Marcio Nunes Corrêa – Doutor em Biotecnologia
NUPEEC – Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Pecuária

Esse artigo foi dividido em 2 partes. Na Parte 1, falamos sobre as vitaminas Lipossolúveis e nessa Parte 2 falaremos sobre as vitaminas Hidrossolúveis, sobre as exigências vitamínicas em vacas de leite e Dicas para evitar perda de vitaminas dos alimentos.

3. Vitaminas Hidrossolúveis

3.1 Vitaminas do complexo B:

São sintetizadas pela flora ruminal, por este fato a deficiência ocorre geralmente em terneiros por não apresentarem o rúmen desenvolvido. Também pode ocorrer que altas doses de antibióticos levem a deficiência, pois debilita os microorganismos ruminais, comprometendo a composição adequada da microflora ruminal.

Suas funções estão ligadas ao sistema nervoso, desempenhada pela Tiamina-B1 (farelo de trigo e alfafa) e Colina. A Niacina-B3 atua na formação das células do sangue. A Riboflavina-B2 age na desintoxicação do fígado, em casos de excesso na ingestão de uréia. O Ácido Pantotênico-B5 atua na formação do sistema imunológico do organismo animal, e na formação da vitamina A, a partir dos carotenos. A Piridoxina-B6, atua na formação de proteínas a partir de aminoácidos. A Biotina-B7 e o Ácido fólico-B9 atuam no crescimento e fortalecimento celular.

3.2 Vitamina C:

Também conhecida como ácido ascórbico, a vitamina C atua como antioxidante, prevenindo o envelhecimento e a degeneração das células do organismo e auxiliando na absorção de gorduras. A deficiência desta vitamina é característica do homem, sendo pouco relatada em ruminantes.

4. Exigências vitamínicas em vacas de leite

Todos os animais têm necessidades de vitaminas, porém a suplementação para ruminantes é diferenciada devido a seu trato digestivo. A produção de vitaminas do complexo B e vitamina K ocorrem durante a degradação e fermentação de nutrientes presentes na microbiota ruminal, entretanto em vacas de alta produção, devido à capacidade produtiva que acelera as reações do organismo durante a lactação, pode-se ter uma maior susceptibilidade à deficiência vitamínica.

A vitamina D é sintetizada através dos raios solares na pele, e a vitamina C a partir de açucares. Assim, medidas simples mantêm as necessidades de vitamina B, C, D e K como a exposição dos animais por algumas horas à luz solar e uma dieta equilibrada, que promove a síntese de vitaminas no rúmen.

Por estas razões a suplementação exógena de vitaminas em ruminantes consiste basicamente em Vitamina A e E. Em determinadas circunstâncias, deficiências de vitaminas D e tiamina podem ocorrer em animais criados estabulados, devido respectivamente a ausência de luz solar e ao fornecimento de teores elevados de ração, que provocam a queda do pH e a diminuição dos microorganismos do rúmen. Em vacas de alta produção a suplementação de niacina é necessária, pois os microorganismos ruminais não suprem as necessidades fisiológicas.

Há dificuldade para definir as exigências das vitaminas, pois elas mudam conforme a categoria (vaca seca e vacas no periparto). No período pré-parto a concentração de vitamina A reduz em 38% e de α- tocoferol (provitamina E) chega a diminuir 47%, esta queda brusca coincide com o período de queda no consumo de matéria seca e com a síntese de colostro, o qual é altamente rico em vitaminas lipossolúveis. Esta variação compromete o sistema imunológico da vaca e resulta no aumento de doenças infecciosas.

O NRC (programa de formulação de dietas) considera que a vitamina A deve ser suplementada em 110 UI/kg, mesmo estando presente nos alimentos fornecidos aos animais.

Em vacas em lactação, alimentadas com forrageiras conservadas a quantidade exigida de vitamina E é de 0,8 UI/Kg (NRC 2001).

O produtor deve prestar atenção na hora da escolha do mineral enriquecido com vitaminas para seu rebanho leiteiro nas seguintes características exigidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA):

- Os suplementos devem indicar por quilograma do produto as suas quantidades – em UI (unidades internacionais) para as vitaminas A, D e E, para a vitamina B-12 em microgramas e em miligramas para as demais vitaminas.
- Os suplementos devem ter o teor mínimo na mistura final conforme demonstrado na Tabela 1:



Dicas para evitar perda de vitaminas dos alimentos

A concentração de vitaminas nas forrageiras é altamente variável, dependendo basicamente de fatores como a origem da forrageira; condição climática e estágio de maturidade da planta. Entretanto alguns cuidados na hora da conservação e nas condições de estocagem podem garantir uma menor variação de vitaminas entre a colheita e até ser fornecida aos animais.

Os teores de β-carotenos (provitamina A) e α-tocoferol (provitamina E), encontrados em gramíneas e leguminosas, são elevados no estágio inicial e reduzidos na maturidade da planta, sendo indicado o corte na fase inicial. A cor verde da planta é bom índice do seu conteúdo de caroteno. Após o corte da planta devesse evitar a exposição aos raios solares em excesso, pois elevam a destruição de vitamina D e dos β-carotenos e α-tocoferol. Neste caso deve-se optar pela secagem no celeiro por reduzir o efeito destrutivo.

A presença de umidade pode agravar a perda de β-carotenos no processo de secagem. Quando as forragens são expostas a chuva e depois secas ao sol, aumenta as perdas de vitaminas em relação às forragens secas apenas ao sol. No caso da vitaminas B e β-carotenos (provitamina A) as perdas são completas.

O teor de vitaminas após o processo de fenação é amplamente reduzido em relação às forragens frescas, passadas 28 semanas de estocagem o teor de β-caroteno no feno é próximo de zero. Os fatores que podem estar envolvidos nestas perdas são a umidade, temperatura alta no silo e presença de luz. A ensilagem de gramíneas e leguminosas apresenta menor perda de β-carotenos e α-tocoferol em relação à fenação. Porém quando se utiliza aditivos e ácidos orgânicos a perda de vitaminas é maior.

Considerações gerais

Uma dieta que supra as exigências vitamínicas deve ser uma preocupação tanto para o pequeno como para o grande produtor, pois pequenos desequilíbrios nas exigências nutricionais podem gerar prejuízos, através da redução na produção leiteira e em situações mais graves doenças carenciais que podem até levar à perda do animal. Neste, recomenda-se a utilização de complexos vitamínicos, injetáveis ou orais, para uma rápida recuperação do animal.

Deve-se tomar cuidado pois, ao contrário do que afirma a bula, hiperdosagens podem sim causar danos, levando mesmo a uma intoxicação. Para um correto estabelecimento do suplemento e da dosagem a ser aplicada no animal, o médico veterinário deve ser consultado e dar suporte durante a terapia de suplementação.

O produtor pode garantir um melhor fornecimento de vitaminas para seus animais através de cuidados na conservação e escolha da forrageira que está sendo utilizada em sua propriedade leiteira. Todavia a forma mais utilizada de fornecimento de vitaminas, devido sua praticidade, é através de suplementos, que devem atender as exigências do MAPA.

Referências disponíveis sob demanda.

E você, o que achou desse tema? Use o espaço abaixo para nos deixar sua mensagem e também sugerir novos temas para nosso blog.

Avalie esse conteúdo: (e seja o primeiro a avaliar!)

Comentários

SIDNEI ARAUJO COSTA

Jaru - Rondônia - empregado area rural
postado em 21/09/2016

Bom dia ,preciso do email do WALTER FAGUNDES , que tem a planilha de formulação de raçao facil de usar, por favor preciso dessa planilha

Nilson Moreira Cardoso

Santana - Bahia - Produção de leite
postado em 24/10/2016

Bom dia.  tbm preciso do email do WALTER FAGUNDES, QUE TEM A PLANILHA DE FORMULAÇÃO DE RAÇÃO FACIL DE USAR.
PRECISO DESSA PLANILHA

Leandro Martins

Sete Lagoas - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 12/11/2016

A suplementação nutricional adequada de vitaminas e minerais de alta absorção melhora o desempenho animal de forma surpreendente. O maior gargalo é que os produtores ainda não sabem diferenciar o que é um custo e um investimento. Nutrição a base de vitaminas, aditivos de alta performance e minerais que realmente são absorvidos e metabolizados, resultam em produtividade, que é traduzida em lucratividade. Isto é um ótimo investimento.

Leandro Sérgio Moreira Martins

Hamilton Lara

OUTRA - OUTRO - Produção de leite
postado em 02/01/2017

Bom dia.  também preciso do email do WALTER FAGUNDES, QUE TEM A PLANILHA DE FORMULAÇÃO DE RAÇÃO FACIL DE USAR.
PRECISO DESSA PLANILHA

Quer receber os próximos comentários desse artigo em seu e-mail?

Receber os próximos comentários em meu e-mail

Envie seu comentário:

3000 caracteres restantes


Enviar comentário
Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

Copyright © 2000 - 2017 AgriPoint - Serviços de Informação para o Agronegócio. - Todos os direitos reservados

O conteúdo deste site não pode ser copiado, reproduzido ou transmitido sem o consentimento expresso da AgriPoint.

Consulte nossa Política de privacidade