Fechar
Receba nossa newsletter

É só se cadastrar! Você recebe em primeira mão os links para todo o conteúdo publicado, além de outras novidades, diretamente em seu e-mail. E é de graça.

Cetose Subclínica, um ladrão silencioso

Por Bayer Saúde Animal
postado em 17/02/2017

5 comentários
Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Imprimir conteúdo da página

 

Com a melhoria genética que vem ocorrendo nos rebanhos leiteiros ao longo das ultimas décadas, hoje nos deparamos com um aumento significativo na produção dos animais e por decorrência desse aumento produtivo algumas doenças metabólicas de baixa ocorrência no passado começam a se tornar mais frequentes, causando prejuízos que muitas vezes passam despercebidos pelos produtores e técnicos, uma dessas doenças é a cetose subclínica.

O percentual de vacas com cetose subclínica nas duas primeiras semanas pós-parto é muito variável, pois sua ocorrência esta diretamente ligada ao potencial produtivo das vacas, manejo no período de transição e qualidade da dieta. Alguns estudos que avaliaram a prevalência de cetose subclínica nas duas primeiras semanas pós-parto segundo os autores Duffieldetal (1998), Ospina (2010) e Mcart (2012) incidências de 33% até 55,07% entre explorações.

Mas qual é o impacto da cetose subclínica na lactação das vacas? Segundo alguns pesquisadores, quando a concentração de BHBA é maior que 1,2 mmol/l na primeira semana pós- parto temos uma quadro de cetose subclínica. Duffield (2000) cita que animais acometidos por cetose subclínica apresentam uma diminuição de 4,4% - 6% na produção de leite no decorrer da lactação. Considerando uma média de 7000 litros/vaca/lactação, o prejuízo ficaria entre 322 a 420 litros. Em 2015 Mcart e coautores publicaram um trabalho onde a perda em dólares por lactação de vacas com 1,2 mmol/l BHBA variou entre US$375,00-256,00.


Vale ressaltar que o impacto negativo da cetose subclínica não se restringe somente na produção de leite, também aumentando significativamente a incidência de doenças como retenção de placenta, metrite, mastite e deslocamento de abomaso.

Continue acompanhando os artigos sobre cetose, e veja como minimizar os prejuízos causados!


Autores

André Grando Pratto, Médico veterinário formado pela UFPR. Atua como Promotor Técnico Veterinário da Bayer Saúde Animal no Paraná.

Eduardo Eiti Ichikawa Médico veterinário formado pela UFPR. Atua como Gerente Técnico da Bayer Saúde Animal - Bovinos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Duffield, T. F., Lissemore, K. D., McBride, K. D. & Leslie, K. E. (2009).Impact of hyperketonemia in early lactation dairy cows on health and production.Journal of Dairy Science, 92, 571–580
Ospina, P. A., Nydam, D. V., Stokol, T. & Overton, T. R. (2010). Association between the proportion of sampled transition cows with increased nonesterified fatty acids and beta- hydroxybutyrate and disease incidence, pregnancy rate, and milk production at the herd level. JournalofDairy Science, 93, 3595–3601
S. LeBlanc, 2012. Monitoramento da saúde metabólica de gado de leite durante o período de transição. Anais do XVI curso “Novos Enfoques na Produção e Reprodução de Bovinos”. Uberlândia.

Mccart, J. A., Nydam, D. V. &Oetzel, G. (2012). A field trial on the effect of propylene glycol on displaced abomasum, removal from herd, and reproduction in fresh cows diagnosed with subclinical ketosis. Journal of Dairy Science, 95, 2505–2512.
Mccart, J. A., Nydam, D. V. and M. W. Overton, (2015). Hyperketonemia in early lactation dairy cattle: A deterministic estimate of component and total cost per case

Código: AWB-2042190810

Avalie esse conteúdo: (5 estrelas)

Comentários

André Maciel de Souza

Céu Azul - Paraná - Consultoria/extensão rural
postado em 17/02/2017

ótimo material.o diagnóstico, tratamento e prevenção são muito importantes para a propriedade rural.

Carolina Nogueira Fauth

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 17/02/2017

mto bom!!! André sempre um bom profissional!!!

Fernando Bracht

Cascavel - Paraná - Consultoria/extensão rural
postado em 20/02/2017

Muito bom o material, quanto mais diagnosticarmos a campo os quadros subclínicos e clínicos, conseguiremos reduzir as perdas em produção, reprodução e rentabilidade das fazendas.

Bayer Saúde Animal

São Paulo - São Paulo - Indústria de insumos para a produção
postado em 20/02/2017

Boa tarde Carolina, André e Fernando!
Agradecemos o contato e os comentários.
Compartilhamos a mesma opinião à respeito da necessidade do diagnóstico da cetose subclínica e adoção de técnicas para prevení-la, sempre buscando melhores dados produtivos e consequentemente de saúde das vacas leiteiras.

Grato.

ZEID SAB

Silveiras - São Paulo - pecuarista
postado em 21/02/2017

o que causa a cetose?

Quer receber os próximos comentários desse artigo em seu e-mail?

Receber os próximos comentários em meu e-mail

Envie seu comentário:

3000 caracteres restantes


Enviar comentário
Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

Copyright © 2000 - 2017 AgriPoint - Serviços de Informação para o Agronegócio. - Todos os direitos reservados

O conteúdo deste site não pode ser copiado, reproduzido ou transmitido sem o consentimento expresso da AgriPoint.

Consulte nossa Política de privacidade