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Uma análise das margens no mercado de leite UHT

POR MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

E CARLOS EDUARDO PULLIS VENTURINI

PANORAMA DE MERCADO

EM 10/02/2014

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Quem acompanha o MilkPoint, especialmente as discussões sobre preços, custos e margens, concluirá facilmente que um dos pontos mais debatidos é quem ganha mais: produtor, indústria ou varejo? Ainda, como essa relação entre os elos se altera nos momentos em que o mercado sofre grandes variações, como o que verificamos em 2013 e nesse início de 2014?

Procurando responder essas questões, nossa equipe comparou os dados de preços recebidos pelos produtores (valores médios do Cepea/USP), os valores de atacado para o leite UHT (também coletados pelo Cepea/USP) e os valores de varejo. Nesse último caso, utilizamos como ponto de partida o valor do leite UHT em agosto de 2008, no mercado paulista, levantado pelo MilkPoint, e aplicamos o IPCA mês a mês, para calcular o valor a cada mês de 2013. Analisando dessa forma, temos visto boa semelhança entre os valores apontados pelo IPCA (que não divulga valores absolutos, mas sim percentuais de aumento e redução mês a mês) e o nosso levantamento mensal, o que sugere que, para o UHT, nosso levantamento tem sido bem representativo.

Porque o UHT? Porque é o produto com maior volatilidade entre os principais derivados, e que guarda maior relação com o preço do leite ao produtor.

A partir desses dados, que estão colocados no gráfico 1, calculamos a margem bruta da indústria, subtraindo do valor de atacado (valor de venda obtido pela indústria) o valor médio do Cepea/USP, referente ao preço ao produtor. Assim, margem bruta da indústria = preço de atacado – preço ao produtor. De forma semelhante, calculamos a margem bruta do varejo, indicada pelo preço de varejo menos o preço de atacado. Para facilitar a comparação ao longo do tempo, deflacionamos os valores. Esses dados de margem bruta estão no gráfico 2.

Procuramos, sem dúvida, simplificar a conta, além de reconhecermos que o preço médio Cepea/USP, tanto de atacado quando ao produtor, não é o mesmo para cada empresa, produtor ou região, assim como o preço de varejo também varia. Desta forma, os dados devem ser encarados muito mais como um indicador da dinâmica de mercado, do que levados a ferro e fogo. Ainda, é importante colocar que não fazemos nesta análise juízo de valor, isto é, se os preços para o produtor, indústria ou consumidor estão justos, elevados, ou insuficientes.

Mesmo assim, através deles conseguimos responder as perguntas colocadas no primeiro parágrafo, além de nos dar informações interessantes sobre o vaivém das margens.

Gráfico 1. Valores do leite UHT no varejo e no atacado, e preços por litro ao produtor, todos deflacionados (dados básicos do Cepea/USP, IBGE e MilkPoint).



Gráfico 2. Margens brutas do varejo e indústria para o leite UHT, deflacionadas (dados básicos do Cepea/USP, IBGE e MilkPoint)


Em conjunto, os gráficos mostram 4 períodos distintos:

Período 1: janeiro a abril

Nesse período, a indústria começa a buscar leite com mais intensidade, elevando os preços ao produtor e, mesmo começando a pagar mais, consegue elevar as suas margens. O produtor começa a ganhar mais (afinal, o golpe de 2012 foi grande, os custos estão em alta e vislumbra-se a falta de leite nos meses de entressafra), a indústria coloca preço e as margens do varejo são comprimidas.

Período 2: maio a agosto

Instala-se de vez a entressafra. A produção no primeiro trimestre caiu 1,4% em relação a 2012, e as perspectivas de recuperação ainda são incertas. O semestre termina com crescimento quase nulo (0,2%). No mercado externo, as cotações não param de subir em função da seca na Nova Zelândia (e da repercussão dos altos custos de 2012/2013) e o câmbio vai ficando mais favorável. Produtor e indústria surfam na onda. A margem bruta da indústria, que chegou a R$ 0,90/litro no início do ano, cresceu para R$ 1,19/litro no pico, um aumento de mais de 32% (obs: não se trata de lucro, porque há outros custos envolvidos no processamento, como embalagem, custo industrial, etc). Ao mesmo tempo, o produtor também vê uma conjuntura favorável: os preços sobem de R$ 0,93 em janeiro, para R$ 1,14 em setembro, referente ao leite produzido em agosto. No momento de alta do mercado, a indústria foi quem mais se beneficiou, aumentando suas margens mais intensamente do que os outros agentes da cadeia. Isto pode ser visto claramente no gráfico 3, em que os preços foram ajustados para base 100: quando os preços de leite atingiram os maiores valores, entre julho e setembro, a indústria maximizou seu retorno.

Gráfico 3. Na subida de preços, a indústria ganhou mais. Mas depois... (dados básicos do Cepea/USP, IBGE e MilkPoint)


Conclui-se que quando os preços estão em alta, todos ganham mais do que quando estão em baixa, quando todos ganham menos... Isso, de certa forma, deveria alinhar os interesses de indústrias e produtores, e facilitar/promover a troca de informações entre os elos.

Período 3: setembro e outubro

Aqui começa a reversão do mercado. O varejo começa a perder margem, isto é, não consegue repassar os preços cada vez mais altos vindos do elo anterior. Ao mesmo tempo, as boas condições de preço estimulam a oferta, às vésperas da nova estação chuvosa, que começou bem. Estão dadas as condições para a mudança do mercado. É interessante notar que, após o pico de agosto, a indústria também começa a ver suas margens caírem – e rapidamente, ao passo que o produtor continua próximo do pico.

Aqui, mais dois aspectos importantes. O primeiro, já comentado: assim como as margens obtidas pela indústria subiram mais rapidamente do que os preços pelo produtor, a corrosão foi maior, quando o mercado virou. O segundo, é que sinais da reversão já estavam presentes – varejo com margens menores, indicando saturação do mercado, e margens da indústria começando a cair – enquanto o produtor ainda estava por receber seu maior preço do ano, estimulando a produção nos próximos meses. Isso é um indicador de má coordenação da cadeia produtiva, que acaba sendo maléfica para todos ao não sinalizar corretamente a situação de mercado, induzindo o elo com menor grau de informação e coordenação – o produtor – a elevar a produção em um momento em que o ideal seria colocar o pé no freio.

Período 4: novembro e dezembro

O mercado desaba. A produção obviamente responde e encontra uma economia crescendo pouco e um consumidor lidando com preços relativamente altos. Em setembro de 2013, a captação foi 13% maior do que em setembro de 2012. Não há como negar esse fato, a não ser que questionemos os dados oficiais. Essa produção mais alta encontra ainda um varejo que é especialista em farejar excesso de leite, trabalhando de forma muito eficiente as promoções pontuais que vão minando os patamares de preços e confundindo o mercado. Nesse período, o varejo consegue inclusive aumentar suas margens, dando o troco em seu cliente laticinista.

A indústria, por sua vez, viu sua margem bruta cair 39,6% ao cabo de quatro meses, repassando uma parte da perda ao produtor (mas não tudo).

O gráfico 4 apresenta a evolução da participação de cada elo na cadeia. Verifica-se que a fatia recebida pelo produtor pouco variou, ficando entre 39,5% e 41% do preço final, uma variação de apenas 1,5 ponto percentual, apesar das grandes variações de preço recebidas. O varejo teve maior variação: sua participação sobre o preço final variou de 32,1% a 17,1%, uma diferença de 15,1 pontos percentuais, variação semelhante à verificada pela indústria: 14,6 pontos porcentuais, variando de 27,5% para 42,1%.

Apesar da montanha-russa do final do ano, a grande disputa em relação à participação no preço final ficou entre a indústria e o varejo, ainda que valores médios possam mascarar situações específicas, onde a situação local pode ter levado à perdas maiores do que as indicadas aqui para os produtores.

Gráfico 4. Distribuição dos preços ao longo da cadeia (em %) – Fonte: MilkPoint, a partir de dados básicos do Cepea/USP, IBGE e MilkPoint


O artigo comparou o preço ao produtor com as margens brutas da indústria e varejo. Porém, ao verificar uma redução de preços, a margem bruta do produtor também sofre abalos. Para tentarmos compreender esse fenômeno, utilizamos a receita menos o custo da ração (RMCR), colocada no gráfico 5. Ela traz o valor hipotético que uma vaca de 20 kg/dia, recebendo uma ração de milho, farelo de soja e mineral na proporção 3:1, gera por dia após pagar este custo. Como a ração é o principal item de custo em vários sistemas de produção, essa medida consegue identificar, no curto prazo, se o produtor está ganhando mais ou menos dinheiro.

Gráfico 5. RMCR, com valores deflacionados (Fonte: MilkPoint)


Os dados indicam que essa “margem bruta” desse produtor hipotético subiu 36% entre janeiro e setembro, sempre levando em conta que esse cálculo é resultado do preço do leite e do custo dos insumos. De setembro em diante, queda de 11,6%, porém com valores ainda bem superiores quando comparados ao início de 2013, que foi muito ruim para o produtor.

E para frente? O início do ano ainda traz os efeitos colaterais do cenário descrito no artigo. Fevereiro, no entanto, apresenta 3 variáveis novas: primeiro, a retomada das aulas, em que o consumo deve voltar a ser estimulado (embora gostaríamos de ver até que ponto isso realmente é um fator); segundo, a forte seca que assola São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e parte de Goiás, certamente reduzirá a oferta de leite de forma prematura; terceiro, o cenário externo favorável às exportações (preços altos e câmbio favorável) deve finalmente resultar em valores mais significativos de produto deixando o país, sugerindo que devemos em algum momento iniciar um novo ciclo. Será ele semelhante ao que verificamos em 2013?

 

ARTIGO EXCLUSIVO | Este artigo é de uso exclusivo do MilkPoint, não sendo permitida sua cópia e/ou réplica sem prévia autorização do portal e do(s) autor(es) do artigo.

MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

Engenheiro Agrônomo (ESALQ/USP), Mestre em Ciência Animal (ESALQ/USP), MBA Executivo Internacional (FIA/USP), diretor executivo da AgriPoint e coordenador do MilkPoint.

CARLOS EDUARDO PULLIS VENTURINI

Economista formado pela ESALQ/USP; Coordenador de Conteúdo do MilkPoint Mercado

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ZANONE CAMPOS

LAGOA SANTA - MINAS GERAIS

EM 18/02/2014

Excelente matéria e com uma abordagem muito realista e sem "paixões. Minha experiência na Indústria de Leite Condensado, verifiquei que , na cadeia leiteira, ganham apenas dois personagens. O Vendedor, que ganha a comissão e o Consumidor que compra barato.
JAQUELINE REZENDE

MURIAÉ - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 17/02/2014

Parabéns pela matéria! Realmente excelente!

Apenas um comentário, faltou lembrar que alem de todos os custos de produção de LLV como matéria prima, embalagem, envase, etc, incidi-se impostos, a carga tributária.
JOSE FRANCELINO DIAS

LAGOA GRANDE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/02/2014

discutir quem perde mais, ou quem ganha mais, numa cadeia aonde um é dependente do outro é falta de bom senso. pois a cada momento um vai assistir a desgraça do outro , e um negocio para ser sustentavel todos os elos da cadeia tem que ganhar para que cada parte possa honrrar seus compromissos com diguinidade. prescisamos amadurecer muito,e organizar melhor toda a cadeia dando a césar o que é de césar, se quisermos continuar a sonhar em ganhar dinheiro com a atividade.
ANDREA RODRIGUES CASELLI

CATANDUVA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/02/2014

Parabéns Marcelo pelo artigo. Você, como sempre, nos surpreende com ótimas análises do mercado lácteo brasileiro.
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/02/2014

Ótima análise Marcelo e Carlos. Interessante a constatação de que o margem do produtor é estável , sempre 40% do preço final em qualquer situação, e a demonstração gráfica de que a estabilidade é sempre boa para todos os elos.

A briga por margens fica entre indústria e varejo, este último bastante mais coordenado e com bala para direcionar preços (faro), em situações de expansão de oferta.

Mas não cabe aqui a discussão de "alertas" e "avisos" ou de encontrar culpados, já que isso não será resolvido com bravatas ou no grito, de ambas as partes.

Precisamos focar em manter os preços finais dentro de uma banda que permita ganho para os agentes e para o consumidor. O mercado do UHT é puro, totalmente relacionado com a oferta, já que a demanda é estável. Por esse motivo, queira ou não, torna-se um produto muito dependente de fatores que afetam os custos primários do leite e também o dólar, o preço do pó, milho e soja, etc...

Para o futuro temos novas variáveis, como a seca do sudeste com falta de forragens conservadas para o inverno, a retomada forte das exportações de leite e um possível aumento além do razoável no preço das commodities agrícolas, como milho e soja; por outro lado, já temos recessão - com possível queda de consumo.

Avizinha-se um 2014 nervoso, com produção justa, muito parecido com 2013.

Espero que tenhamos todos aprendido alguma coisa.

abraços.

   
RODRIGO SIMOES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 14/02/2014

Ótima matéria !!

Isso mostra também a desunião que existe nesse nosso ramo de atividade.

Também precisamos lembrar, que o preço do leite pago ao produtor nos últimos 12 meses em média, foi o preço mais alto comparado com nossos vizinhos Argentina e Uruguay, e até de países de primeiro mundo como a Nova Zelândia !!

Será que não estamos vivendo um momento que não é a nossa realidade ?? Na minha humilde opinião, sim !!

Pois o brasileiro não está mais com esse fôlego todo pra continuar consumindo, por isso acho que precisamos sempre estar revendo todos esses custos, e entrar na nossa realidade.
PAULO R.C.CORDEIRO

NOVA FRIBURGO - RIO DE JANEIRO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 14/02/2014

Marcelo e Carlos Eduardo

Muito bem colocado este grande problema, de um elo da cadeia produtiva do leite, sempre querer colocar a culpa da baixa remuneração, quando há, no outro elo da cadeia.

Com números corretos e analises não tem como brigar.

Parabéns

Paulo
AGAMENON LEITE COUTINHO

FORTALEZA - CEARÁ - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 14/02/2014

Marcelo



Voce sempre brilhando, parabéns , seu artigo, merece uma análise profunda por parte de todos envolvidos no assunto.
SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 13/02/2014

Marcelo e Laércio;



Infelizmente, a maioria dos produtores se tornaram dependentes do efeito "surpresa" do preço do leite. Essa prática era muito comum no passado e ainda tem alguns adeptos a atualidade;



Porém, concordo com o Laércio. Atuamos próximos aos produtores e alertamos com bastante antecedência a situação baixista. Vivenciei casos de produtores que não acreditaram nas tendências e que forneceram sua produção para outra indústria em outubro e hoje recebem bem menos do que se estivessem ficado onde estavam e voltaram a passar pelo efeito "surpresa".



Não podemos culpar os produtores integramente por essa falta de crédito nas indústrias uma vez que um dos representantes diretos da produção primária, vem a público afirmar que o mercado permaneceria firma sem previsão de quedas a médio prazo, em um momento onde o UHT já havia recuado mais de R$ 0,50. Para mim, isso não tem outro nome à não ser de especulação.



Não é razoável omitir ou distorcer informações com qualquer que seja o objetivo. O mercado é soberano e auto-regulável, não é se falando o que acha que deve acontecer que vamos evitar quedas ou altas de preços;



Por fim, eu o Laércio, Davi dentre outros muitos representantes das indústrias alertamos no Milkpoint para a realidade, e recebemos ataques de todas as formas que insinuavam má fé, oportunismo e conspiração. Hoje não vejo nenhum defensor ferrenho dessas teorias se manifestando, uma vez que contra o inquestionável não há argumento.



Abraço
PÉRSIO GANDRA PERDIZ

QUIRINÓPOLIS - GOIÁS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 13/02/2014

Como poderá ter reação em curto prazo se a demanda perdeu o folego?

Nunca tivemos um período de baixo consumo para lácteo, em estimativas da empresa de laticínios nos últimos vinte anos esse final de dois mil treze e o começo do novo ano foram os piores momentos para a venda até agora.

Concordo plenamente que as indústrias precisam ser mais transparentes tanto no período da entre safra como na época das chuvas, para repassar tais dificuldades aos fornecedores.  

Parabéns pela matéria.
SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 12/02/2014

Excelente análise;



No mesmo período de 2013 os preços de UHT e mussarela se equivaliam aos de hoje e os preços no campo estavam em torno de 0,10 a 0,12 menores.



Esses dados comprovam um achatamento da indústria perigoso para todo o setor.



A cada ano que passa mais indústrias entram em dificuldades e saem do ramo, muitas vezes levando prejuízos aos produtores.



A crise de oferta agrava esse cenário, tornado especulativa demais a captação a campo e causando em determinados momentos uma completa desconexão das cotações a campo em razão da realidade no atacado;



Necessitamos de um amadurecimento da cadeia como um todo, que ao meu ver deve começar por um plano governamental de administração de estoques e de uma maior regulamentação dos negócios entre produtores e indústrias.



Esse artigo foi muito útil no sentido de desmistificar a baixa de preço de leite que sempre taxa a indústria como oportunista.
GUSTAVO ESTEVES

POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 12/02/2014

Otimo Artigo,



Sidney não acredito em uma desorganização na cadeia, e sim pessoas mal informadas. A noticia está 24 horas a nossa disposição através da internet, televisão, rádio ... etc...



Um dos agravantes são aventureiros que de alguma forma desordenam o mercado e acaba atrapalhando empresas sérias, que passam a noticia como ela é realmente, não como as pessoas acreditassem que fossem.



A respeito das perspectivas para 2014 Mery Ane, é muito cedo para prevermos, mais já de antemão o cenário de seca nos grandes estados produtores já mostram uma reação de preços ascendente de leite, porem alguns eventos como Copa do Mundo e Eleições pode mascarar algumas veracidades do mercado.



Produção de milho para grão e silagem será péssima essa estiagem só causou dados e prejuízos a produtores, com isso teremos uma queda de produção e uma provavelmente alta de preços no custo de produtores.



Este é o cenario de hoje, podemos amanha ou depois algumas novidades que façam este cenario mudar.




MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 12/02/2014

Obrigado a todos pelos comentários. Mery Ane, esperávamos um ano de preços mais estáveis e em patamares médios parecidos com 2013, começando mais forte e com picos menores. Porém, a situação climática está fazendo com que revisemos essa avaliação. Várias regiões estão com falta de água (não só sudeste e parte do centro-oeste, mas nordeste) e a produção de volumoso para a seca está comprometida. Isso pode levar a nova escalada de preços. A ver.



Laércio, dado o histórico de relacionamento entre os elos, onde a desconfiança sempre perdurou, o aviso de que vai cair acaba soando para muitos como bravata ou tentativa de manipular o mercado. Difícil solucionar isso rapidamente.  Acho que os laticínios poderiam trabalhar de forma mais próxima com seus fornecedores, passando mais informações, abrindo mais alguns números e criando uma relação de maior confiança e cooperação.
EVAIR ROBERTO PORSCH

NOVA ESPERANÇA NOVA LARANJEIRAS - PARANÁ - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 12/02/2014

Parabéns pela matéria.

  Tivemos um 2013 muito bom, embora a partir de outubro o mercado tenha mudado muito. 2014 começou péssimo, com valor do UHT  na casa dos R$ 1,35 à 1,40 muito abaixo do custo da industria, que hoje ficam na casa de R$ 1,65. E muitos acham que estamos ganhando dinheiro, seria bom se estivéssemos pelo menos empatando, mas a realidade é que a industria amarga um grande prejuízo, e pelo que podemos visualizar, deve continuar assim por mais alguns meses, o mercado não dá sinais de reação.  Gostaria de deixar claro ao amigo Produtor, que não estamos sacrificando ninguém, pelo contrario, estamos absorvendo grande parte dos valores que o mercado reduziu.



Att.

Evair
ADRIANO GARCIA MENDES

ECOPORANGA - ESPÍRITO SANTO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 11/02/2014

Parabéns, Marcelo e Carlos pelo estudo .
JOSE EUSTAQUIO FERNANDES

GOVERNADOR VALADARES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/02/2014

Espero que este brilhante trabalho continue sendo divulgado.Evita que continuemos na base do achômetro.Parabéns aos seus autores.
MAURO WELLINGTON G PEREIRA

OURO FINO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/02/2014

Prezados Marcelo P Carvalho e Carlos E Venturini,

Parabéns pela excelente matéria acima.

São dados coletados e traduzidos de maneira exemplar.

Faz-se necessário que a cadeia do leite avalie, discuta e estabeleça seu rumo. Não é produtivo apontar indústria ou produtor como "culpado" ou "coitado" desta relação. Afinal, todos dependemos uns dos outros. É preciso resolvermos alguns problemas:

(1) Desorganização da cadeia

(2) Falta de padronização do produto

(3) Alto custo de produção

(4) Pouco volume de exportação

Tanto produtor, quanto indústria devem trabalhar com transparência e "afinados" tal como uma moda de viola bem tocada. Todos devem ganhar. Nenhuma das partes vai se desenvolver a partir do fracasso de seu principal parceiro da cadeia. A padronização do produto com o menor custo possível nos permitirá entrar no mercado internacional para exportação. Penso que assim, ainda que utópico, caminhamos para uma forma mais sustentável de produzir leite no Brasil.

Abraço
MARNE SIDNEY DE PAULA MOREIRA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 11/02/2014

Estas informações confirmam tb. artigo do Paulo Martins que mostra como a cadeia está desorganizada.
MERY ANE VASCONCELOS FARIAS

IRACEMA - CEARÁ - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 11/02/2014

Otima materia ,parabens,,Quais as pespectivas de preço para 2014?
SERVIO TULLIO LARA DE VASCONCELOS

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 11/02/2014

Senhores, parabéns pela analise. Sugiro que esta evolução de preços sejam feitas mensalmente, orientando todos os elos da cadeia.



Abraços