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Ponha suas barbas de molho - as importações vem aí (ou melhor, já chegaram)!

POR VALTER GALAN

PANORAMA DE MERCADO

EM 18/06/2015

5 MIN DE LEITURA

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Apesar da desvalorização cambial, que tirou o dólar de patamares de 2,2 a 2,4 R$/US$ durante boa parte do ano passado para valores entre 3 – 3,20 R$/US$ a partir de março deste ano (observe a evolução da taxa de câmbio R$/US$ no gráfico 1), as importações de lácteos tem apresentado vigoroso crescimento este ano.

Gráfico 1. Evolução da taxa de câmbio (R$/US$) – 2014 e 2015

Fonte: CEPEA/BACEN

A valorização da moeda americana em cerca de 27% entre as médias de 2014 e o acumulado 2015 deveriam trazer menor competitividade do produto importado em nosso mercado (e, consequentemente, maior competitividade do nosso produto no mercado internacional). Porém, com a conhecida desvalorização dos lácteos em mais que 50% nas cotações mundiais, as importações lácteas vem crescendo e as nossas exportações, caindo.

Em números de equivalente leite fresco (matéria-prima) de janeiro a maio, as importações cresceram 73% em relação ao mesmo período do ano passado e as exportações decresceram 40%. O efeito de entrar mais leite e sair menos produto traz um aumento equivalente a 2,8% de crescimento da nossa produção formal no período. Assim, se a produção local não crescer nada de janeiro a maio deste ano (os números do primeiro trimestre deste ano deverão ser divuilgados pelo IBGE no próximo dia 26), já temos 2,8% mais leite que no ano passado (observe os detalhes na figura 1)

Figura 1. Balança comercial láctea brasileira – Janeiro a Maio

Fonte: elaboração do MilkPoint Mercado, com base em dados do IBGE e do MDIC/Sistema ALICE

De fato, os efeitos do produto importado já são percebidos no mercado brasileiro. Como mostra o gráfico 2, o leite em pó trazido principalmente de Argentina e Uruguai entra, desde março deste ano, a preços mais baratos que o equivalente nacional e, hoje, é referência de fixação de negócios no mercado e faz sofrer as indústrias que atuam neste segmento.

Gráfico 2. Preços efetivos do leite em pó integral industrial importado e do equivalente nacional

Fonte: Levantemento semanal de atacado do MilkPoint Mercado e sistema ALICE

Para este mesmo caminho parece seguir a muçarela, queijo mais vendido em nosso mercado (representa cerca de 30% do mercado de queijos que, por sua vez, absorve quase 40% da produção de leite brasileira). Ainda que não se perceba movimentação significativa de preços no nosso mercado atacadista, é fato que o queijo muçarela importado entrou, no mês de maio, cerca de 30% mais barato que o equivalente nacional (observe as cotações de atacado e o preço médio do produto importado no gráfico 3).

Gráfico 3. Preços efetivos da muçarela importada e da equivalente nacional no atacado

Fonte: Levantemento semanal de atacado do MilkPoint Mercado e sistema ALICE

Mau sinal para a cadeia láctea nacional, que já enfrenta este ano uma realidade de preços reais menores que os do ano passsado. Este efeito é percebido no varejo, com preços da muçarela (gráfico 4) 8,5% menores (em termos reais, descontada a inflação!) do que no ano passado e 4,8% inferiores no caso do leite UHT.

Gráfico 4. Preços da muçarela fatiada no varejo da cidade de São Paulo

Fonte: MilkPoint Mercado, com dados da FIPE e do IEA

Além dos preços mais baixos, há também um perigoso efeito de redução dos volumes vendidos. Conforme divulgado em detalhes no MilkPoint Mercado, os volumes de vendas apurados pela Kantar Worldpanel para a cadeia láctea são, neste ano (período analisado de janeiro a março), de forma geral menores que no ano passado, com variações negativas de -6% a quase -30% nos volumes vendidos, dependendo da categoria analisada.

Do lado do produtor de leite, a situação também não está nada fácil... Os preços pagos este ano estão, também em termos reais, menores que no ano passado e, apesar das condições de preços favoráveis para a soja e o milho, o poder de compra do produtor é, até o momento, um dos piores dos últimos 5 anos (somente ganhando da situação observada em 2012, quando houve forte aumento nos preços dos grãos e uma forte baixa nos preços do leite). Como mostra o gráfico 5, com a Receita Menos Custo da Ração (RMCR), em maio o poder de compra do produtor de leite foi 12% pior que em maio de 2014.

Gráfico 5. Evolução da Receita Menos Custo da Ração (RMCR)

Fonte: elaboração de MilkPoint Mercado, com base em dados do Cepea e do Deral/Seab/Paraná

O resultado (ainda não confirmado pelas informações oficiais do IBGE) deve mostrar um crescimento bem menor da produção brasileira no primeiro semestre deste ano em relação aos 8,9% observados no primeiro semestre de 2014.

Mas, o que nos espera para o segundo semestre?

No mercado local, por conta do cenário econômico, não se espera que a demanda interna por lácteos tenha reações/crescimento muito forte, a ponto de influenciar os preços ao longo da cadeia. A tendência de redução de volumes de venda, verificada até agora, tende a seguir sendo a mesma no segundo semestre.

Ao mesmo tempo, do lado da oferta, já estamos prestes a começar a receber volumes adicionais do período de safra nos estados do sul do país (notadamente Rio Grande do Sul e Santa Catarina) que, juntamente com os volumes adicionais que vem sendo importados este ano, devem reduzir a pressão por preços no mercado, a partir de agora e durante o segundo semestre (devemos lembrar, também, que a safra do Sudeste/Centro Oeste normalmente começa a entrar no mercado a partir de outubro/novembro). Assim, espera-se que os níveis atuais de preços ao longo da cadeia não subam muito mais e comecem a ceder à medida que os volumes adicionais das safras venham entrando no mercado.

Já que as importações e a balança láctea vem tendo um papel significativo em nossa oferta interna neste ano, é relevante observar também a tendência para o mercado internacional. Existia uma perspectiva de início de recuperação dos preços internacionais a partir do início do segundo semestre, mas esta recuperação deve ser retardada para final do ano/início de 2016. Isto porque, apesar da forte redução dos preços internacionais dos derivados lácteos (e, como consequência, dos preços pagos aos produtores nos diferentes mercados), a produção de leite não teve o ajuste (queda) que se esperaria que ela tivesse neste novo patamar de preços. Isso porque os preços dos principais insumos para a produção de leite (notadamente milho e soja) também estão baixos, o que ajuda a manter certa “competitividade” do leite frente a estes insumos.

Ao mesmo tempo, do lado da demanda, os grandes importadores do mercado mundial (notadamente a China) estão bem esticados e com baixo nível de atividade (compras) no mercado internacional, o que ajuda a formar o quadro de grande oferta e demanda menor, que acaba num equilíbrio de preços mais baixos.



ARTIGO EXCLUSIVO | Este artigo é de uso exclusivo do MilkPoint, não sendo permitida sua cópia e/ou réplica sem prévia autorização do portal e do(s) autor(es) do artigo.

VALTER GALAN

MilkPoint Mercado

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VALMIR LEANDRO SCHATZ

ITAPIRANGA - SANTA CATARINA - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 25/06/2015

Caro Valter, se o preço pago ao produtor está em torno de 13% abaixo do ano passado, porque a mussarella subiu 30 % de janeiro pra cá ?
JOSÉ DE PADUA SILVA

SOCORRO - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 24/06/2015

Se a análise do Valter estiver correta, e eu acho que está, nos próximos meses teremos excedentes de matéria prima(leite) no mercado!

Neste momento de dúvidas e incertezas temos que ter cautela, produtores e indústria no que se refere à custos, para não sofrermos as consequências de um enfraquecimento do mercado ainda maior.
CLAUDEMIR DAS NEVES SOUZA

CONTAGEM - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/06/2015

Será que as empresas não tem algum recurso para bular o anti-dupping???



Será que os produtos vindo da NOVA ZELÂNDIA / U E. NÃO SÃO EXPORTADOS para outros países que compõe o MERCOSUL antes de chegar no BRASIL diretamente???



Chegando neste país, vamos chamá-lo de "AA", talvez este país não tenha política de importação ou devido a sua baixa produção de lácteos, não tenha taxas de importação sobre estes produtos e eles são reexportados para o BRASIL (talvez até sem desovar os contêiner), sem nenhum IMPOSTO, conforme legislação do MERCOSUL???



E aí?????
VALTER BERTINI GALAN

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS

EM 22/06/2015

Caro Duílio,



Muito obrigado pela sua mensagem.



Vamos aos seus pontos:



- Com relação ao valor pago pelo leite pela Fonterra, ele funciona da seguinte maneira: a empresa sinaliza, no início da safra (mês de junho) um valor referência para o leite da nova safra e este valor pode mudar (e normalmente muda) ao longo da safra e até o final dela (a Fonterra anunciou, recentemente, um novo valor de NZ 4,4/kg de sólidos para o leite fornecido durante a safra 2014/2015, que terminou agora no mês de maio). Este valor de leite é resultado do mix de preço de vendas da empresa, que no caso da safra 2014/2015, foram realizadas desde junho de 2014 até maio deste ano. Assim, o preço indicado de US$ 2.400/ton ée o preço que vale atualmente mas não deve ser o preço médio de venda da Fonterra (que deve ter ficado acima deste valor);

- As importações normalmente são feitas em containers de 27 toneladas. Dedsta forma, se a empresa tem escala para absorver 27 toneladas de produto, ela consegue importar;

- Quanto a procura no campor por leite, os valores pagos aos produtores são, este ano, quase 13% mais baixos que os do ano passado (já descontando a inflação do período). Isto parece demonstrar uma procura não tão alta pelo leite, anda que a produção esteja crescendo menos do que cresceu no primeiro semestre de 2014;

- A diferença entre os valores do leilão GDT e os nossos preços de importação é devida a TEC (Tarifa Externa Comum), de 28%, que os lácteos de fora do Mercosul tem de pagar para acessar o nosso mercado (além da TEC, produtos vindos da Nova Zelândia e da União Européia tem de pagar tarifas anti-dumping adicionais à TEC).



Forte abraço,



Valter
HELY CORRÊA DE REZENDE

LAVRAS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 22/06/2015

Celso, mais um item no seu ETC, a energia elétrica dobrou o preço, está na hora de revisar as instalações elétrica e diminuir os desperdícios.
CELSO JOSE DE ARAUJO CAMPOS

BARBACENA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/06/2015

COM MUITA  teoria não enche balde!!!!! Vamos sair da frente do computador ,colocar botas,chapeu,pisar no esterco e fazer as vacas produzirem leite a custo baixo,com pouca mão de  obra ,bandeira vermelha,CAR,IMPOSTOS ,SECA,ibama,FGTS,INSS,DIESEL,ETC......
THAISSA ANDRADE

NOVA SERRANA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/06/2015

concordo plenamente  com Claudemir  é hora "Regassar as Mangas", e dar Manguada", temos que acordar que os compradores de leite as multinacionais nuncao empatam, sempre ganham, temos que tecnificar-mos sem governo, por nossa iniciativa, temos que fazer um leite mais barato, isto é , mais rentavel, tecnologia, investimento, mao de obra e negociacao.
CELESTINO DOS SANTOS PANTALEÃO

CASA BRANCA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 20/06/2015

o importante da matéria é o aviso do que pode, e poderá acontecer. e assim todos poderão estar preparados , criando e sustentanto possibilidades de modificar os fatos, sendo pela melhora da estrutura, genética, sendo por algum programa gorvernamental de proteção ao setor
JUAREZ

CASCAVEL - PARANÁ - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 20/06/2015

A LISTA DAS EMPRESAS QUE ESTÃO IMPORTANDO LEITE E DERIVADOS É PUBLICA? É POSSÍVEL DIVULGAR O NOME DESTAS EMPRESAS?
MARIUS CORNÉLIS BRONKHORST

ARAPOTI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/06/2015

O nosso produtor tem a mania de chorar o leite que ele mesmo derramou.

O governo usa o leite como forma de assistencialismo e muito leite é tirado para prender o homem ao campo sem qualquer (ai sim é papel do governo)fiscalizacõ de qualidade e sanitaria.

Pois prender o homem ao campo para o governo é otimo um salario minimo e  tem uma familia a menos para cuidar nas metropoles .

Aqui quantas propriedades fecham as portas todo ano,numa percentagem maior que o aumento da produção nacional,

é ai que entra o profissional ,o numero das propriedades diminui todo ano e tambem no Brasil, mas a produção aumenta, mas aquele que aumenta sua produção todo ano com firmeza e determinação voçe não escuta ele esta em silencio e observando e tirando suas concluções e continua a investir .

João Otavio e Hernan estao certos sim e obrigado pela colocação.

Mas a verdade DOI...
DIIDEROT

GOVERNADOR VALADARES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/06/2015

Ramo fraco, o melhor e sair quanto antes.
DUILIO MATA DE SOUZA LIMA

BOM SUCESSO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/06/2015

Gostaria de fazer um comentário a respeito do artigo acima. Acompanhando as informações deste site gostaria que o senhor Valter me respondesse como a Fonterra pode pagar em números brutos cerca de US$ 2700 a US$ 2800 dólares por ton. de leite ao produtor e a vende no mercado a US$ 2400 dólares pelo leilão da plataforma GDT.  E os custos de captação, operacionais, ambientais, fiscais e de comercialização, como ficam. Gostaria de salientar que o Brasil é um país onde o maior consumo de leite se encontram nas formas de UHT e queijo mussarela, sendo este último fabricado em grande parte por pequenos e médios laticinios do país. Isto me remete a dizer que a capacidade de importação destas empresas é pequena uma vez que para se importar, o volume em toneladas é muito superior a capacidade de processamento diário e até mensal da maioria das empresas. Outro dado relevante é o deficit entre importações e exportações que praticamente alcançam nos primeiros quatro meses em torno de 300 milhões de litros o que se continuar assim se aproximará de 1 bilhão de litros no final do ano. Gostaria de entender o porque de não estar se recusando leite, uma vez que os valores, segundo o artigo para se importar são muito vantajosos e mesmo assim a procura por leite pelas empresas principalmente na minha região e no meu estado que é MG está muito aquecida uma vez que a queda da produção segundo os dados do mercado chega a ser de 15 ou 20%. Outro dado que falta explicação do Sr. Valter é porque o preço da ton de leite em pó na plataforma GDT é de US$ 2400 e o Brasil está importando de seus vizinhos a cerca de US$ 3000 informado em artigo anterior neste site. Em relação a informações do artigo gostaria de salientar que o estado de SC está apresentado queda no volume de leite produzido juntamente com o MS informações dadas por este site em artigos anteriores e o RS devemos esperar para sabermos qual a real condição de produção deste estado devido as questões das fraudes e dos problemas das empresas que estão em recuperação judicial e dos produtores que não recebiam até pouco tempo atrás. Diante de tantos números e informações é preciso aguardarmos um pouco mais para fazermos tantas afirmações, uma vez que o mercado de leite é na minha opinião o mais auto regulável de todos principalmente no Brasil onde não se tem uma politica agrícola definida.
MARCOS CALIANI

ASTORGA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 19/06/2015

Sem muitos comentários sobre as abordagens feitas anteriormente,

deixo somente uma frase para resgatar o sentimento ao qual nós brasileiros atravessa nos âmbitos, políticos administrativos.

Já dizia nos anos 90   RENATO  RUSSO "  QUE PAÍS É ESTE!!!!!!!!"  
HERNAN CAMPERO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/06/2015

Concordo plenamente com o comentário do Joao Otavio.



Moro nos Estados Unidos, mas tenho fazenda de leite no Brasil.



Lamentavelmente o Brasileiro se acostumou a produzir mal e que o governo o ajude. Olhem a indústria eletrônica, automóveis. Comparem com os preços nos demais países. O povo brasileiro paga a ineficiência, subsidiando custos inaceitáveis em qualquer outro lugar do mundo.



A maior ajuda que o governo pode dar é sair fora!  Parar de cobrar os impostos de importação absurdos que fazem com que um jogo de teteiras custe 3 a 4 vezes mais do que nos Estados Unidos.



Esse sonho do "Made in Braszil" é retorica! Cada pais deve produzir o que pode faz melhor do que os outros, sem protecionismo. Assim se beneficia todo mundo e a "seleção natural" se encarrega de decidir que fica vivo e quem morre.



Os mercados são cíclicos, como diz o Valter Bertini no excelente artigo.

Hoje estao dadas as condições para o leite cair de preço. O pessoal vai desfazer rebanho. Isso gera falta de leite no futuro e o preço sobe.



O Brasil pode produzir leite a pasto quase o ano inteiro. Nos mesmos temos uma área irrigada em MG, onde fazemos sobre-semadura de inverno com aveia (o gado continua pastando).



O produtor precisa tirar vantagem das condições que o Brasil  oferece e não ficar chorando na esperança do governo ajuda-lo a manter um equilíbrio econômico financeiro irreal.
ELISEU NARDINO

MARIPÁ - PARANÁ

EM 19/06/2015

Parabéns pelo artigo, e parabéns para você João Otávio Bernardes Rodrigues pelos comentários. Aqui na nossa região esta acontecendo esta sobrando só produtores que estão investindo em genética , aumento de produção e implementos que facilitam e auxiliam na mão de obra.
BRUNO ANTONIALLI ZANCHETA

SANTOS - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 19/06/2015

Claudemir bom dia, quero me apresentar, sou Médico Veterinário formado pela UENP, tenho especialização em Reprodução de Ruminantes pela Caroatá Genética e Mestrado em Ciência Animal pela FMVA-UNESP fui consultor de campo por 7 anos em fazendas de leite e hoje sou representante da 2ª maior empresa de saúde animal do mundo no Vale da Paraíba e moro em Santos-SP. A minha região de atuação tem grande importância no cenário leiteiro do Brasil, já teve e poderia ter muito mais importância! Ao contrário do que você disse, tenho total noção dos tamanhos dos rebanhos americanos e se citei esse tamanho é para chegar o mais perto possível da nossa realidade, esses rebanhos podem ser encontrados nos estados da região nordeste americana, pois se fosse falar dos rebanhos de 6, 10 mil ou mais vacas em lactação a balança ia pender para um lado! Gostaria que você me ajudasse e me dissesse então os números que você afirma não serem de conhecimentos meus, me ajuda? Vou passar um para você: a 10 anos atrás o Wisconsin possuía um rebanho de 550 mil matrizes em lactações com cerca de 9.800 produtores de leite em 2014 o estado fechou os números com um plantel de 500 mil matrizes em lactação e 4.500 produtores de leite. Isso é sinal de que? O governo de lá não sustenta ninguém meu caro e felizmente estamos passando por isso aqui no Brasil é claro que com menos velocidade, mais se o pequeno e médio produtor ficar esperando que o governo faça o que é dever do produtor esses rebanhos vão ser comprados pelos grandes e assim por diante!!!!! Não vou nem entrar no mérito de qualidade de leite então porque aí o assunto é muito longo, mais não conseguimos cumprir uma normativa que limita uma CCS de 400milUFC sendo que tem estudos científicos que comprovam que acima de 200milUFC as vacas já estão enfermas. Está em tempo de se organizar, corram atrás, depois não vale chorar pelo leite derramado e por a culpa em alguém!!!!!
EDUARDO DE PAULA NASCIMENTO

FRANCA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 19/06/2015

Parabéns, Valter Galan, pela excelente análise. Cenários futuros são desenvolvidos a partir de históricos e, por isso, análises de mercado como essa permitem a tomada antecipada de decisões, sobremaneira para o segundo semestre, quando o aumento da produção provavelmente provocará uma saturação efetiva do mercado, caso as importações continuem nesses patamares. Obrigado pelas dicas!
JOÃO NILSON DA ROSA

SANTA ROSA - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 19/06/2015

Não dá para entender, trazer produto caro de fora. Enquanto isso o nosso produtor fica com a migalhas. Pergunta-se e a garantia de qualidade deste produto? Não acredito que a indústria de lácteos brasileira tenha poder financeiro de importação. Acho que este produto, se importado, virá sem custos de impostos para processar produtos destinados a exportação. Não tem fundamento trazer para disponibilizar a população, com poder de compra extremamente reduzido, a oferta de produtos importados, com valor de custo de matéria prima altíssimo, pergunto a que precificação será ofertado no mercado interno?

No patamar cambial atual, em mercado internacional, o produto brasileiro é muito competitivo.
BRUNO ANTONIALLI ZANCHETA

SANTOS - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 19/06/2015

Prezado Benjamin bom dia, a minha intenção no comentário foi a seguinte: Estamos falando de mercado mundial, cobrando política de incentivo, falando de margens apertadas, que tudo ta difícil, certo? Porém será que estamos fazendo o básico? Vamos pensa em uma fazenda de leite....quantas delas tem instalações que proporcionam um conforto para que as vacas deitem (com conforto) por pelo menos 10 horas por dia, quantas delas tem e mantem suas máquinas de ordenha bem reguladas para uma extração de leite sem prejuízos para o animal, quantas delas balanceiam dietas corretamente e aqui eu defendo o uso de sub-produtos para a mesma, quem trata corretamente uma mastite e por último quem dá condição e faz seleção voltado para saúde das matrizes de seu rebanho? Nem vou entrar na discussão de criação de bezerra pois a mesma não vem ao caso! Obrigado pelas considerações e vamos a luta!
BENJAMIN PROTÁSIO SCHWENGBER

IPORÃ DO OESTE - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/06/2015

João Otávio, estás com plena razão e na sua fala não há inverdades. Também é bem verdade que uma das formas de se avaliar é se comparar.



De outro lado, gostaria de lembrá-lo que nós somos Brasil. Povo dum país subdesenvolvido e essa é a nossa capacidade de gerar divisas com exportações e nada além disso. A nossa insegurança de sermos outros exportadores e logo sem presença com denominação de "produto de origem Brasil" nos faz de vulneráveis. E isso não vale somente para o leite. Fica essa de regassar as mangas com o que? Com quem? Como? Sem políticas para um agronegócio que ora sustenta a Balança Comercial do Brasil? Quem somos? Para onde vamos? Com todo o potencial que o Brasil é. O produtor brasileiro tem feito milagres no sentido de fazer acontecer, com custos nos seus investimentos absurdamente altos em comparando com nossos pares americanos. Aqui falo de impostos e juros sem mencionar a insegurança e atratividade para investidor alocar recursos nesta atividade.
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