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Mercado continua agindo

POR MAURÍCIO PALMA NOGUEIRA

PANORAMA DE MERCADO

EM 03/05/2005

1 MIN DE LEITURA

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Os preços pagos em abril pelo leite produzido em março aumentaram cerca de 4,2% na média geral do país. Em São Paulo, o aumento no preço pago aos produtores ultrapassou os 5,0%. Os maiores aumentos, acima de 10% nos preços pagos, foram registrados em Rondônia e no Mato Grosso do Sul.

Apenas em Alagoas e Pernambuco foram registradas quedas nos valores do leite. Observe, na tabela 1, os preços médios e variações ocorridos no pagamento de abril.

Tabela 1: Preços pagos em abril e variações porcentuais e monetárias do mercado de leite nos principais Estados produtores do país:


Fonte: Scot Consultoria

Vale lembrar que os preços anunciados na tabela 1 são brutos, valor na plataforma de recepção.

Para o próximo mês, conforme opiniões para a tendência de pagamentos exposta na figura 1, espera-se mercado firme, com novos aumentos nos preços.


A firmeza dos preços no mercado "spot" também indica tendência de mercado em alta para o próximo pagamento. Em São Paulo, os preços no "spot" aumentaram 11,4% em abril. Em Minas Gerais e Goiás, os aumentos foram de 8% e 5%, respectivamente.

No "spot" os preços atuais são 14% superiores aos valores médios comercializados ao longo dos últimos 14 meses. Observe, na figura 2, os preços comercializados neste período.


Observe que, em 2005, a reação nos preços começou mais cedo, quando comparado em 2004. No ano passado os preços "saltaram" apenas em março, enquanto no ano corrente, as altas começaram em fevereiro.

No atacado, mercado de leite longa vida, os preços se comportaram da maneira esperada para o período, ou seja, houve reajuste nos preços do mercado de abril. Comparando o preço de abril, em valores nominais, com os preços de janeiro, a valorização é de 13%, uma diferença de R$0,16/litro.

Na média dos últimos 6 anos, os preços do longa vida no atacado do mês de abril foram 18,7% superiores ao do mês de janeiro. Ao longo dos anos, o longa vida vem perdendo valor, quando se atualiza os preços pelo IGP-DI. Observe na figura 3 os preços médios ao longo dos últimos anos, em valores reais.


Até o mês de abril, os preços médios do longa vida no atacado estão 13% abaixo da média dos seis anos anteriores. Porém, com os últimos aumentos, o valor médio de abril ficou cerca de 7% abaixo da média do período.

Para maio esperam-se reajustes também no mercado de longa vida.

MAURÍCIO PALMA NOGUEIRA

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ANDRÉ GAMA RAMALHO

BATALHA - ALAGOAS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/06/2005

Parabéns pela matéria. Contudo é interessante rever a fonte que esta informando o preço do leite em Alagoas.

O preço mínino pago, pelas indústrias, pelo leite fornecido a partir de 16 de maio é R$ 0,39/lt. E o máximo, não ulrapassa R$ 0,55.



Existe um preço diferenciado, pago pelo leite do programa do governo, mas que representa apenas 12% do leite produzido no estado.



André Ramalho

Batalha - Alagoas



<b>Resposta do autor:</b>



Prezado André,



Obrigado pelas palavras.



O preço que está relacionado neste artigo, que o senhor comentou, é o da produção de março, pagamento de abril. Para a produção de abril, pagamento de maio, o preço recuou 4%, com expectativa de recuo para o próximo pagamento (junho, quando paga-se o que se produziu em maio). Mais de 50% dos entrevistados acreditam em novos recuos.



Portanto, a sua informação deve ser comparada com o preço que divulgaremos no próximo mês. Infelizmente, pela exigência estatística de levantamento do mercado, precisamos da informação de toda a indústria, o que atrasa as informações.



Lembramos ainda que a sua informação, de R$0,39/litro comporá apenas 50% de nossos levantamentos, que consideram o período de todo o mês. Tal preço recuou na metade de maio. De qualquer forma, o preço de Alagoas recua mais um pouco em junho e, provavelmente, também em julho.



Caso tenha uma fonte que ache interessante para a Scot Consultoria pesquisar, fique a vontade em nos enviar. Se não fizer parte de nossos informantes, com certeza incluiremos.



Um forte abraço, obrigado pela participação e nos colocamos a disposição para esclarecer suas dúvidas.



Atenciosamente,



Maurício Palma Nogueira

engenheiro agrônomo

ERLI KEIKO NISHIO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 27/05/2005

Fala se muito em diferentes produtos disponíveis - que alguns não são leite e sim soro.



Como identificar esta diferença?



Grata



<Resposta do autor:</b>



Prezado senhora Erli,



Alguns produtos aceitam soro na composição, como é o caso da Bebida Láctea, que já trouxe muita polêmica ao setor.



No caso destes produtos, a sua composição está escrita no rótulo. Devem indicar quanto trazem de soro em sua composição.



Dê uma lida no artigo, também desta seção, chamado Bebida láctea Branca: Quem Ganha? Quem perde? Foi publicado em 31/10/2003, <a href=http://www.milkpoint.com.br/mn/mercadoleite/artigo.asp?nv=1&id_artigo=15522&area=6&perM=5&perA=2005>clique aqui</a>



No entanto, existem várias denúncias de empresas que estão adicionando soro em produtos lácteos. Isso configura fraude e só é possível identificar com fiscalização. Não há como identificá-los de outra forma.



Atenciosamente,



Maurício Palma Nogueira

engenheiro agrônomo



SAVIO SANTIAGO

OUTRO - RIO DE JANEIRO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 11/05/2005

De acordo com a análise contida em sua matéria o que realmente estamos percebendo é uma alta pressão do campo gerada por uma forte concorrência, até certo ponto especulativa, dos laticínios nos meses de março e abril.



O atacado, principalmente de longa vida, o qual vivo dia a dia (Rio de janeiro) exerce forte pressão de baixa apoiada pela invasão de marcas que como dizemos "atrapalham" o mercado. Hoje (11/05) o mercado do Rio já está girando em torno de R$ 1,25 a 1,28, nao se vende mais caro que isso. Como sabemos todos estão com muito estoque, e estoque força cotação. Vamos torcer para que esse panorama se reverta.



Sávio Santiago
JOSÉ ANGELO MARCHINI

ITAPORÃ - MATO GROSSO DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 08/05/2005

Gostaria de saber como o mercado está em alta, se nos estamos tendo uma dificuldade de vender nossos produtos pois o mercado cada dia nos oferece preços menores, nos somos ineficientes ou tem uma espectativa de retração.



<b>Resposta do autor:</b>



Prezado senhor José Ângelo,



O mercado está em alta porque os preços, em geral, estão subindo. A perspectiva, dos compradores, é de maiores aumentos. Não houve, ao final de abril, quem anunciasse possibilidade de queda de preços aos produtores.



O que tem acontecido, em diversas regiões, é realmente uma pressão nos preços que estão sendo pagos. Em Goiás, dependendo da região, tem gente já falando em queda nos preços "spot". Isso começou na última semana, depois de divulgarmos os preços e esta análise que o senhor comenta.



Pelo seu comentário, imagino que esteja falando do mercado de atacado. Neste caso, muitas empresas estão sofrendo pressão dos varejistas. Já começou também uma nova especulação com base nas cotações do dólar. Há quem fale em volta das importações.



Como sempre ocorre quando o mercado é firme, o setor varejista está pressionando muito. Os repasses de preços do atacado, que foram generalizados, ocorreram por causa das altas no campo. As vendas continuam fracas e havia risco de aumento de estoques.



Cedendo à especulação, que ficou mais firme na última semana, os preços no atacado tendem a estabilizar ou, até mesmo, recuar. No entanto, a maior parte das indústrias trabalhava com a expectativa de aumento nas vendas para este mês.



Claro, se a expectativa não se consolidar, o mercado retrai. É dependente do resultado daquela queda de braços entre varejo e indústria. Essa possibilidade foi comentada no artigo "Vendas aquém do esperado e oferta apertada no mercado", publicado neste mesmo espaço 25 dias antes.



Se para vocês os preços já caíram até o final de abril, daí sim é uma situação bem particular, fora do que ocorreu no mercado. Se a pressão começou agora, nesta última semana, significa que a corda tende a pender contra o atacado. É o resultado do que foi comentado no artigo relacionado anteriormente.



De qualquer forma, estamos checando o mercado novamente esta semana, incluindo essa especulação com relação às exportações.



Um forte abraço



Maurício Palma Nogueira

engenheiro agrônomo



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