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Margens de venda no varejo

POR MAURÍCIO PALMA NOGUEIRA

PANORAMA DE MERCADO

EM 26/06/2003

1 MIN DE LEITURA

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Há tempos que todos os elos de produção de todos os setores da economia vêm se queixando da atuação agressiva das redes varejistas no mercado.

O acompanhamento de diferenças médias de preços entre varejo e indústria nas vendas de longa vida aponta para margens médias de 11% no último período. A menor diferença foi observada em janeiro, quando os preços do longa vida no varejo foram apenas cerca de 3,9% acima dos preços de venda da indústria.

As redes varejistas pressionam os preços e negociam duramente com as indústrias. Observe na figura 1 a constatação de um fato que tem sido comum neste último ano.
 


Tanto em julho de 2002 como março de 2003, as margens de diferença vinham se reduzindo. Observe que em ambos os períodos citados, os preços do leite no varejo começam a aumentar sem acompanhamento do atacado (agosto de 2002), ou com acompanhamento do atacado, porém de maneira mais modesta (abril de 2003).

Com o aumento nos preços, ocorre uma pressão do consumidor promovendo, posteriormente, um recuo nos valores. Desta vez, preços de varejo e atacado voltam nas mesmas proporções, mantendo a margem recuperada pelas redes.

Em 2002 as diferenças subiram de 7,4% para 17% após todo o processo. Este ano as margens subiram de 7,4% antes do processo para 12%.

Veja na figura 1 que o comportamento dos preços do longa vida no mês de junho confirma a formação de pressão nos preços, pressão esta que foi alertada nestes espaço em artigo no início de maio.

Para o produtor, esta tendência se traduz em possibilidade de baixa nos preços. Estas baixas parecem estar fazendo efeito em regiões em que são mais passíveis de serem concretizadas: Goiás e algumas regiões de Minas Gerais.

Em São Paulo, a queda drástica na captação de leite tende a ser um contrapeso a esta pressão. Mesmo em Minas Gerais e Goiás, o cenário não sustenta uma baixa generalizada nos preços, porém a pressão será maior que nas demais regiões.

Apenas para efeito de ilustração, observe as margens dos preços do queijo prato na figura 2. Na figura estão relacionados os custos médios no Brasil de 10 litros de leite e os preços de junho do queijo no atacado e no varejo (preliminares).

 


Veja que continua o impasse que tem sido sempre alertado. Produtores e indústrias mal remunerados e preços considerados altos para o consumidor.

MAURÍCIO PALMA NOGUEIRA

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RENATO S. MACHADO POMPÉU-MG

POMPÉU - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/06/2003

Muito boa a reportagem, imprimi e vou arquivar. É importante saber porque toda vez que o preço está deslanchado logo falam que está havendo excesso de produção. São os especuladores que vão aumentando o preço muito além do poder aquisitivo do consumidor e logo em seguida o consumo cai e o produtor, como sempre, é quem paga o pato.

Muito didática, continue assim.
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