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Dólar: as possibilidades do câmbio

POR MAURÍCIO PALMA NOGUEIRA

PANORAMA DE MERCADO

EM 22/06/2001

2 MIN DE LEITURA

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Maurício Palma Nogueira

Tradicionalmente, quando se fala em elevação da taxa de câmbio, logo se associa esse fato a boas notícias para o setor agrícola, como por exemplo, elevação nas exportações e preços dos produtos.

De fato, a taxa de câmbio mais elevada favorece a competitividade no mercado internacional, que para o produtor brasileiro nada mais é do que eliminar a desvantagem competitiva provocada pelos elevados subsídios de outros países.

No caso do leite, a taxa de câmbio elevada inibe as importações ou pelo menos aumenta o valor do leite rehidratado no mercado interno, oriundo de outros países. As importações, apesar de não serem os maiores problemas da pecuária leiteira brasileira, acabam assumindo tal papel, tendo em vista a cultura adotada pelos produtores nacionais. Muitas vezes se faz vista grossa a problemas muito mais graves para a pecuária leiteira, dando atenção apenas às importações de leite e derivados e às conseqüências para a produção.

Observe na figura 1 a evolução das cotações do dólar de desde janeiro de 1999 até o momento.

 

Figura 1



Apesar das cotações recordes, R$2,48/US$1,00, e do recuo para R$2,33/US$1,00 no meio da sexta-feira dia 22, os valores ainda se mantém em patamares altos.

Antes de impacto benéfico, a elevação nas cotações do dólar tende a causar aumento nos custos de produção, como foi observado na primeira maxidesvalorização do real, no início de 1999. Na época todos esperavam aumentos nos preços e o único aumento que ocorreu no ano foi no custo de produção. Somente em 2000, os preços começaram a reagir e acabaram recuando aos patamares anteriores, encenando novela já conhecida por todos os produtores.

Portanto, cabe observar o mercado do dólar e dos insumos, buscar planos estratégicos e de compra e, reclamar junto aos representantes de classe etc.

A preocupação é válida, pois os custos aumentam ao mesmo tempo que ocorre perda no poder de compra dos consumidores, ou seja, inviabiliza a possibilidade de repasse de custos para o mercado, que quase nunca é possível dada a inexistência do poder do produtor sobre os preços finais do leite e dos derivados.

Em 1999, os preços de grande parte dos insumos ficaram balizados em cerca de R$2,20/US$1,00 e acabaram não recuando mesmo com o câmbio voltando aos patamares de R$1,80/US$1,00.

Sendo assim, o período atual é crítico, pois, caso a cotação da moeda norte americana ultrapasse mais ainda esta faixa de valores, os preços serão repassados para agricultura, que novamente acabará arcando com toda a responsabilidade de manter a estabilidade de preços no país.

Desta vez, com o problema energético, pelo menos teremos a companhia do setor de eletrodomésticos.

 

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E-mail: scotconsultoria@scotconsultoria.com.br

MAURÍCIO PALMA NOGUEIRA

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