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Custos: alteram ou não

POR MAURÍCIO PALMA NOGUEIRA

PANORAMA DE MERCADO

EM 27/07/2001

2 MIN DE LEITURA

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Maurício Palma Nogueira

Enquanto os preços no atacado seguem estáveis, embora grande parte dos laticínios tenham que fazer concessões nos preços para conseguir colocar mercadoria, o produtor vai amargando um novo "achatador" de receitas líqüidas.

Os preços do milho estão 7,5% superiores aos preços médios de junho. Em algumas regiões, o aumento atinge 15%. O milho, que vinha possibilitando certa redução nos custos de alimentação deste ano, começa a encarecer, abrindo espaço para a polpa cítrica e demais resíduos ricos em energia.

A polpa cítrica, por sua vez, tende a sofrer reajustes ainda esta semana, tendo em vista as cotações do dólar e o aumento na demanda. É válido lembrar que nos últimos dias, o preço FOB da polpa havia sofrido uma sensível retração.

Embora existam especulações relativas aos preços, o custo da alimentação no final desta entressafra deve fechar acima dos custos do ano passado, porém nada alarmante (ainda).

O que é para se preocupar são os prováveis aumentos nos custos de produção dos alimentos volumosos na entrada do período de chuvas, quando a cotação do dólar pressionará os preços dos insumos agrícolas.

Observe no gráfico a evolução diária nas cotações do dólar desde a primeira maxidesvalorização no início de 1999. Na época, os preços dos insumos, principalmente os fertilizantes, que estavam defasados, foram corrigidos para o dólar a R$2,00, o que possibilitou uma recuperação nas margens do setor.

Apesar do impacto atual provavelmente ser inferior ao de 1999, espera-se um reajuste médio acima de 20% para os produtos indexados exclusivamente em dólares, que forçarão novos aumentos nos custos de produção, considerando que já estejam balizados em R$2,00/US$1,00.

O grande "bicho papão" que se formou em torno da crise energética, ainda rodeado de muitas especulações e dúvidas, traz apenas uma certeza: aumento de custos. Este aumento não é somente na conta de luz ou no custo do gerador (para quem o utilizar para atingir a meta) , mas também, na necessidade de investimentos (depreciações) e no provável aumento do custo de frete, dependendo do caso.

O fato é que produtor e indústria trabalham com custos mais elevados, porém a indústria ainda tem onde reduzi-los. Daí a importância da redução do custo da matéria prima, uma vez que torna-se impossível aumentar o preço de venda.

O cenário mais provável atualmente para os meses finais de entressafra, é a redução do volume de concentrados para alimentação do rebanho leiteiro, com conseqüente recuo no volume de leite ofertado. Apesar dessas considerações, a produção tende a aumentar, de acordo com as estimativas da CNA, que deverão ser revistas, tendo em vista os fatos novos de mercado.

 

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MAURÍCIO PALMA NOGUEIRA

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