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Vaca européia ganha US$ 2,5 por dia de subsídios

Segundo dados do Banco Mundial, uma vaca européia recebe em média US$ 2,50 por dia em subsídios, enquanto 75% da população africana vive com menos de US$ 2 por dia. A ajuda financeira é a base da produção dos países europeus, por isso, os pecuaristas nem pensam na possibilidade de ficar sem o auxílio governamental.

Na Suíça e na Noruega, esse valor é ainda mais alto para os animais. Segundo a entidade Carnegie Endowment for Internacional Peace, o subsídio por vaca chega a mil dólares por ano nessas duas economias.

"Sem o apoio do Estado, não podemos produzir. O cálculo é simples: o custo da produção do leite é de 1,1 franco suíço por litro. Vendemos o mesmo litro por 70 centavos de franco", explicou o produtor de leite na região de Moudon, no centro da Suíça, Jean Pasche.

Segundo o produtor Daniel Jouan, 70% de sua renda vem do governo e não do que vende. O produtor tem um lucro líquido por ano de US$ 80 mil.

O que inviabiliza a produção na Suíça é o custo alto da terra, exigência de qualidade e serviços custosos, informou Jamil Chade do O Estado de S.Paulo. Mesmo assim, os produtores insistem em continuar por uma questão cultural. A vaca faz parte das tradições do país, onde ocupa o território há mais de 3 mil anos. Sua imagem está nos selos, cartões telefônicos e, segundo alguns suíços mais irônicos, o país é o único no Ocidente em que o animal pode ser quase considerado sagrado diante dos milionários subsídios.

Mas os agricultores garantem que os subsídios têm um papel social ao permitir que o setor continue existindo. "Não somos um setor como outros. Cada país deve ter direito a ter sua própria agricultura. Pior que pagar pela sobrevivência dela seria não contar com o setor agrícola", disse Jouan.

Conhecendo o debate sobre os subsídios, Jouan afirmou que "dormirá tranqüilo" enquanto as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre abertura do mercado agrícola estiverem suspensas.

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GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/10/2006

Tem certa razão o José Luiz Ribeiro por sua atitude de indignação perante nossos governantes. Ocorre que, em sua ideologia original, o Partido dos Trabalhadores deveria lutar pela inserção de subsídios governamentais na agropecuária, já que entende este conclave que o Estado deve ser "o pai de todos".

Todavia, o Estado brasileiro só tem reconhecido tal paternidade em relação aos Bancos, maiores lucradores com a administração petista. A nós, militantes da atividade agropastoril, só nos é dado ficar com a espada sobre a cabeça, na incerteza de que os sem-terra não vão invadir nossas terras, quebrar nossas máquinas, matar nossas matrizes.

Subsídios, instituto normal em qualquer país desenvolvido, isto sequer passa pela cabeça dos agregados da "estrela vermelha". Resultado: o volume de leite vem caindo nos laticínios e, via de conseqüência, nas prateleiras dos supermercados. O pobre é levado a beber cerveja mas, leite, que faz bem à saúde... (A Juliana Paes nunca fez um comercial bebendo leite).

Os grandes rebanhos estão sendo dizimados pela falta de meios econômicos para sua mantença e nada se faz. Que inveja dos suíços que podem ser subsidiados e produzir condignamente. Nós, abnegados do setor lácteo, somente podemos sonhar com a Expomilk e babar ante as grandes campeãs, porque nos nossos estábulos, as vacas teimam em sobreviver sem as mínimas condições, e produzem heroicamente o leite nosso de cada dia.

Mas a carroça anda e nós não podemos dela descer, atados que nos encontramos às nossas origens agrárias. Algum dia, alguém há de tomar ciência de nossa situação e nos ajudar a, pelo menos, sobreviver. Espero que eu consiga ver este amanhecer, mas acho muito difícil.
JOSE LUIZ RIBEIRO

PASSOS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/09/2006

Enquanto isso, no Brasil, nossas falsas lideranças pedem: menos subsidio, menor custo nas fazendas, menos estudos para filhos de produtores, que não tenhamos empregados nas fazendas, que devemos melhorar produtividade e qualidade mesmo sem receber nada por isto, que aceitemos qualquer baixa de preço, qualquer imposição de impostos (em Minas Gerais, o produtor de leite paga 47% a mais de energia elétrica que um produtor rural do estado de São Paulo).

E nunca vi um artigo de nossas lideranças defendendo o nosso produtor. Infelizmente fiquei com raiva após ler o artigo acima, e talvez não tenha expressado tudo o que senti de nossas lideranças.