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Uruguai: expectativa de aumento da produção leiteira

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 22/08/2001

2 MIN DE LEITURA

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-->"A produção leiteira vai crescer muito a partir de setembro, porque há muito pasto no país. O cenário mostra uma produção em crescimento." Essa afirmação denota a perspectiva do presidente da República do Uruguai, Jorge Batlle. A esperança de que o setor leiteiro uruguaio tenha uma rápida reativação é sustentada não somente pelo presidente do país, mas também, pelos menores produtores.

O presidente da Junta Nacional do Leite, Juan Peyrou, disse que o Uruguai está diante de uma boa primavera. "Tem chovido bem, e a produção de leite começou a crescer em julho e agosto." Além disso, o atraso nas parições do outono poderá promover a coincidência entre as lactações novas, com a boa situação da pastagem no país.

Dados da Oficina de Programação e Planificação Agropecuária mostram que a produção de leite no Uruguai no primeiro semestre do ano aumentou 3% com relação ao mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre de 2000, registrou-se uma importante seca, que provocou a queda de 17% no volume produzido. Caso o aumento na produção observado no primeiro semestre mantenha-se no ano todo, a indústria receberá cerca de 1,050 bilhão de litros de leite.

Peyrou destacou o vínculo que existe entre o setor leiteiro e a região e que, caso a economia regional não seja reativada, será necessário vender o leite fora dos mercados regionais.

Esperança na indústria

O setor industrial também está esperançoso com relação aos próximos meses, achando que poderão proporcionar uma importante reativação do setor leiteiro no Uruguai. "Para a produção, as condições são realmente muito boas. Será uma primavera excepcional," disse o subgerente de relações cooperativas da Conaprole, Enrique Malcuori.

Porém, Malcuori informa que um aumento na produção poderá gerar complicações comerciais. "Talvez a parte mais complicada está relacionada ao comércio. Devido à aftosa, a situação da região complicou-se bastante." Segundo ele, a permanente "desvalorização descontrolada" da moeda brasileira e o "bloqueio" argentino estão dificultando bastante as vendas de lácteos nestes mercados. Além disso, ele disse que uma possível reabertura do mercado mexicano, ou a saída do produto para outros mercados extra-regionais, podem ser fatores de reativação importantes para o setor.

O gerente de extensão produtiva da Parmalat do Uruguai, Horacio Molinari, disse que o aumento da produção de leite é muito significativo, comparado com anos anteriores. "O clima tem acompanhado, há muita umidade no solo."

Missão mexicana

Com vistas a uma possível reabertura do mercado, iniciou-se nesta semana uma missão sanitária do México no Uruguai, que avaliará a situação do país durante 2 semanas. O objetivo principal dos técnicos mexicanos é realizar uma inspeção sanitária em 19 fábricas leiteiras e em algumas propriedades afetadas pela febre aftosa.

O mercado do México permanece fechado para o Uruguai desde abril. Em 2000, a venda de lácteos uruguaios ao México totalizou US$ 18,4 milhões - cerca de 20,4% do total das importações feitas por este mercado.

Fonte: El Observador (por Gerardo Minutti), adaptado por Equipe MilkPoint

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