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Um funeral para o agronegócio

POR ANDRE MELONI NASSAR

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 21/01/2010

4 MIN DE LEITURA

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Lendo o decreto do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) e os esclarecimentos sobre como o processo de consulta à sociedade foi feito, sou induzido a chegar à seguinte conclusão: o agronegócio não interessa à sociedade e ao governo brasileiros, pelo menos sob a perspectiva de garantia de direitos humanos. Diria, portanto, que conceitualmente o PNDH-3 enterra o agronegócio e atesta seu óbito no Decreto 7.037, datado de 21 de dezembro de 2009.

Os argumentos para o funeral do agronegócio, extraídos do atestado de óbito: o agronegócio contribui para, potencialmente, violar o direito de pequenos e médios agricultores e populações tradicionais; seus componentes, as monoculturas da cana-de-açúcar, do eucalipto, da soja e a grande pecuária (não sabia que havia a pequena pecuária), fazem mal ao meio ambiente e à cultura dos povos e comunidades tradicionais. Ainda estou meio fora de prumo com o julgamento do agronegócio que é apresentado no PNDH-3.

Por mais que tente colocar-me no lugar das pessoas que participaram da elaboração do PNDH, tenho dificuldades em enxergar esse "agronegócio do mal" refletido no programa. Posso entender que exista uma corrente neste governo que acredite em outro modelo de produção agropecuária e florestal. Vá lá. Mas daí a afirmar que o agronegócio vai contra os interesses do Brasil em direitos humanos me parece algo fora de propósito e baseado numa hipótese heróica - ou seja, impossível de ser provada -, a de que a produção agropecuária não baseada no agronegócio (seja lá o que isso for) respeita os direitos humanos e o meio ambiente. Difícil de acreditar.

As manifestações passionais sobre o agronegócio que aparecem no PNDH não são fato isolado. A contestação do modelo que o Brasil seguiu na produção de alimentos, fibras, biocombustíveis e matérias-primas industriais de base agrícola e florestal tem se repetido em outros fóruns e ocasiões. O PNDH, a meu ver, foi o canal encontrado para tentar (espero que sem êxito) criar instituições que viabilizem a implantação de um novo modelo. Se, de fato, a sociedade brasileira fosse capaz de se imaginar com um modelo de produção agropecuária e florestal do tipo do da Índia, que é o que os contra-agronegócio, no fundo, defendem, ela barraria qualquer tentativa de enterrar o agronegócio como o conhecemos hoje.

O interessante é que o agronegócio nem sempre foi visto como vilão. É uma espécie de moda: daqui a algumas estações, muda a tendência de novo. Se o funeral do agronegócio foi em 2009, seu surgimento ocorreu em 1990, tudo registrado no livro Complexo Agroindustrial: o Agribusiness Brasileiro. Foi uma morte precoce, não? À época, os autores do livro nem poderiam imaginar que definir as cadeias produtivas de base agrícola e florestal como agronegócio produziria seu próprio calvário 20 anos depois. Deve haver alguma explicação no inconsciente coletivo dos "esclarecidos brasileiros". Colocada a designação agronegócio, já se ganha a pecha de algo ruim, que a sociedade brasileira não merece.

A despeito da nossa memória curta, o agronegócio brasileiro já teve seus dias de glória. Há dez anos era ovacionado mundo afora. Ninguém conseguia entender como um agronegócio tão jovem pôde ter crescido tão rápido. Foi nessa época que um sem-número de estrangeiros passou a conhecer o Brasil mais de perto. Mas não era apenas fora do Brasil que havia essa admiração. Aqui dentro, também. Dizia-se que o agronegócio era responsável por gerar divisas para o balanço de pagamentos brasileiro. Reconhecia-se que o setor havia trazido desenvolvimento para o interior do País, financiando as atividades econômicas que permitiram o nascimento de diversas cidades. E se via o agronegócio como uma solução para parte dos problemas dos agricultores familiares, porque, por meio das cadeias agroindustriais organizadas, estes tinham acesso ao mercado.

Ao longo dos anos 2000 as coisas foram mudando. Ganharam força no governo as linhas de pensamento que acham que um modelo de produção agropecuária baseado em milhões de pequenos produtores seria ambiental e socialmente melhor. Eu não acredito nisso. Os resultados do Censo Agropecuário de 2006 ilustram bem a situação. Até para poder reafirmar as classificações de tipos de produtores definidas no passado, o censo de 2006 trouxe dados de agricultores familiares e assentados em separado. Na grande maioria dos produtos, o censo indica que a produtividade (quantidade de produto por unidade de área) dos agricultores assentados é menor que a da média dos agricultores familiares e comerciais. Isso indica que uma agricultura estruturada em pequenos agricultores pode até ser boa para segurar o homem no campo, mas não será boa para o consumidor urbano.

Os casos da China e da Índia, que têm um modelo de agricultura parecido com o ideal do grupo antiagronegócio, são ilustrativos. A pobreza no campo é muito maior que no Brasil, os problemas ambientais são muito mais profundos, porque os produtores utilizam tecnologias rudimentares de produção. O consumidor urbano tem problemas de segurança alimentar porque o setor agrícola produz menos do que o país consome. O governo é obrigado a gastar enormes quantidades de dinheiro subsidiando o produtor e o consumidor, perpetuando uma agricultura de baixa produtividade, e não consegue fazer políticas de renda no campo porque o contingente de pessoas vivendo na pobreza no meio rural é muito grande.

Cobrar as responsabilidades sociais e ambientais do agronegócio faz sentido. Carrear grande parte dos subsídios agrícolas para fortalecer os agricultores familiares, também. Criar instituições baseadas na hipótese de que o modelo de agronegócio é ruim para a sociedade brasileira é um erro. Já devíamos saber disso aqui, no Brasil.

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FABIO SOARES

MONTENEGRO - RIO GRANDE DO SUL - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 08/06/2010

Boa tarde.

concordo plenamente com os comentários dos leitores quanto ao brilhantismo do texto. parabens ao autor.

contudo, faço uma critica a nós produtores que, mesmo sabendo das maselas que estes governantes propiciam ao país, esperaremos de braços cruzados eles tomarem o poder novamente. fazer textos e comentários em blogs e sites aligados ao ruralismo não resolve nada. se traduz em mero chororo!!

att. fábio.
JOSÉ ROBERTO SANTOS PATRIOTA

MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 09/02/2010

No Brasil de tantas disparidades, não dá´para discortar e nem concordar integralmente com tudo. O artigo acima citado é muito bom, mais tambem erra em não analizar a generosidade de varios governos com pseudo agricultores e pecuaristas, não se deve dar o pao, mais ensinar a pescar, serve para pequenos e grandes. Não se pode negar que existe muito maluco ocupando função de destaque nos governo e capaz de promover e desenvolver projetos anti economicos, só politicamente correto em sua cabeça animal.
AYSSER SEBE TEMPONI

SANTA MARIA DO SUAÇUÍ - MINAS GERAIS - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 07/02/2010

Não sei como usar de um portugues mais claro para explicar minhas ideias acima, mas vou tentar:
A alcunhada"lei Funeral" pelo Sr. Nassar não tem mais sentido tendo em vista o surgimento do carro eletrico, obra e graça de Dr. Elifas Gurgel nas ruas até meados de 2010 conforme email abaixo e o do a hidrogenio mais adiante conforme site: https://www.portalh2.com.br/.

Com sua magnifica estratégia, Dr. Elifas Gurgel, foi direto ao ponto, não inventando um carro eletrico ou a hidrogenio novos como varias montadoras estão fazendo; ele simplesmente adptou um motor eletrico americano em um carro comum, um gol. Desta feita qualquer um de nos poderá faze-lo em uma oficina credenciada em breve ( meados de julho/10, vide email) como podem depreender do email gentilmente enviado a mim neste sábado(6/02/10).
Pediria, humildemente, em nome do agronegocio, ao Sr. Nassar repassar estes emails ao ambientalistas de Brasilia ( que parecem que nunca visitaram uma roça,comeram queijo nem lêem jornal) para que sintam o tamanho do estrago que vao causar se não considerarem o carro eletrico&H2 ao inves de propagarem a destruição de nós fazendeiros...do agronegocio, do Brasil com a "Lei Funeral".
Vão dar com os burros nágua, há se vão!!! Mil tiros de canhão ao Dr. Elifas Gurgel!!!.
Quem quiser conhecer mais é só digitar em qualquer jornal de São Paulo, no google ou no youtube o nome deste herói brasileiro....ou melhor dos fazendeiros, do agronegocio. Não podemos esperá-lo morrer para fazer uma estátua para ele.!!! Sadan era vivo e tinha uma...umas tantas...!!!
E digo mais: até o petróleo do pré-sal do Lula&Dilma bem como o de seu amicíssimo venezuelano, Chaves...e até o de meus todos-poderosos meio-patricios árabes ( embora libanês não seja árabe e nem tem petróleo!) estão com os dias contados. Nem imagino o que vai virar isto daqui a alguns anos....este povo sem terra, só areia, e sem dinheiro....os petrodólares!!!!

Hoje não é com dantes, as tecnologias mudam tudo muito rápido, e a mais esperada e desestruturadora, para alguns, é a saída de cena do petróleo. E não vai ser como nas telecomunicacoes, vai ser como na substituição do carvão pelo vapor, na Revolução Industrial.

Me perdoem se ainda não fui claro!
IVALDO ABONDANZA

FOZ DO IGUAÇU - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 05/02/2010

É lamentável que a esquerda retrógrada ainda pense que ter sucesso, ter lucro e gerar divisas ao país sejam um pecado tão grave que precisem ser punidos todos aqueles que os praticam. E como já se disse aqui, é muito fácil iludir com retórica a massa de manobras. Pobre povo brasileiro, que futuro nos espera.
AYSSER SEBE TEMPONI

SANTA MARIA DO SUAÇUÍ - MINAS GERAIS - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 04/02/2010

Concordo plenamente com o patrício, o Sr. Nassar. Os únicos detalhes omitidos forram:

PRIMEIRO: A DEMARCAÇÃO DO BRASIL-COLÔNIA:

Na demarcação de terras do Brasil-Colônia, a mil e tantos anos atrás, os homens que primeiro amaram esta terra, verdadeiramente, não os oportunistas de hoje, são os fazendeiros portugueses, com os bandeirantes de várias etnias (portugueses,franceses, ingleses etc), abrindo picadas à frente. São estes os heróis que nos deram este imenso território, conseguido, claro, a troco do derramamento de muito sangue nas diversas lutas empreendidas contra os povos indígenas e as várias nações européias: Portugal, Espanha, Holanda, Inglaterra, França tendo contra si ainda as pestes e doenças enfrentadas com a ausência de qualquer infraestrutura sanitária, rodoviária e política. E quanto a algum masoquista que insanamente possa ler estas linhas e se solidarizar, infantilmente, com a não dizimação indígena autóctone, pensemos então no que seria se apregoá-se-mos a existência dos homens das cavernas até hoje. Daqui a um milhão de anos, nossos sucessores nos terão como homens das cavernas, proporcionalmente também. É a vida. E hoje, nem trabalhador rural vive na roça, muito menos os indígenas de hoje que, na primeira oportunidade, vem à cidade, para usufruir de toda modernidade. Ou seja, nem índio quer ser, genuinamente, índio. Hoje temos índios acampados em muitas capitais.

SEGUNDO: A CHEGADA DOS PRECURSORES DA GLOBALIZAÇÃO:

Na consolidaçâo de nosso imenso Brasil, nos valemos da escravidão dos povos africanos, não por maldade, mas apenas por uma cultura da época. Contudo, esta cultura escravocrata, se viu insana e economicamente inviável, pois o africano não fazia girar a economia apenas por ser trabalhador braçal. Precisávamos de homens que, além de trabalhadores braçais, fossem também, cultos, principalmente agricolamente falando, dentre outras artes e consumistas, obrigatoriamente, também. Esta era a exigência, sine quae non, para o progresso, VÁLIDA ATÉ HOJE. Os negros fogem do campo indo para as cidades gerando as favelas e cortiços se dedicando às artes.
Concomitantemente e proporcionalmente à saída dos africanos do campo, somos brindados, de 1800 em diante, com a leva de imigrantes Italianos, turcos, e libaneses, dentre eles os meus bisavós libaneses e italianos ( o meu italiano foi acometido de uma febre e faleceu em 1913, com a jovialidade de seus 54 anos.) e ,muito provavelmente o do patrício, o Sr. Nassar, dando início efetivamente à globalização a qual, na verdade, iniciada por eles, e não a pouco tempo, como apregoam alguns historiadores.
Se, ( mas não é...veja mais abaixo!!!) tudo isto tem a ver com a defesa, nobilíssima, do meio ambiente, em que vale radicalizar até contra o estrume de gado, então vamos direto ao assunto reconhecendo que na verdade o grande poluidor que pode ser substituído com novas tecnologias é o vilão maior, o petróleo.

Ele está em toda parte desde a plataforma das indústrias até o escapamento dos carros. Assim investido-se no hidrogênio o qual produz O2 ( oxigênio) ao invés do CO2 do estrume das vacas e dos escapamentos dos carros os quais são , este último, infinitamente em maior numero do que o número de gado, estaremos neutralizando o problema em duas frentes: livrando a a atmosfera do CO2 dos carros e fazendo-os, os carros, produzier, liberar O2. Simples como historinha de criança. Sem contar nos motores életricos que já estão para serem homologados por um engenheiro da família Gurgel, Elifas, em são Paulo no primeiro semestre de 2010. Vá em: https://www.ve.org.br e na guia "imprensa" você verá, extasiado, no segundo item, o que este engenheiro, foi capaz.

Hitler estava erradíssimo, mas ninguém pode negar que a genética tem lá suas razões.
Será que, visionários, os valorosos&maravilhosos americanos, nunca entraram nesta de redução de metas de carbono ?

Esta é a vida: primeiro dizimaram os homens das cavernas e indígenas, depois escravizaram os negros, liberaram as mulheres para fazerem filhos como, quando e onde quizerem dando mais um reforço nas já conturbadas favelas e agora querem dizimar os fazendeiros e agricultores para dar abrigo a tudo isto.
E nesta luta de hoje falta-nos: união de nossa parte ( na minha região é "zero"!!! ) e representação política, haja vista a quantas anda nossos representantes magnos na Brasília do Arruda, que além de viver como vivem ainda coadunam com uma lei destas.
Neste ponto concordo com meu patrício, um modismo, efetivamente. Lutemos, com se diz em minas, antes que seja tarde.
AYSSER SEBE TEMPONI

SANTA MARIA DO SUAÇUÍ - MINAS GERAIS - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 04/02/2010

Concordo plenamente com o patrício, o Sr. Nassar. Os únicos detalhes omitidos forram:
Continuação:
Ele está em toda parte desde a plataforma das indústrias até o escapamento dos carros. Assim investido-se no hidrogênio ( veja: www.portalh2.com.br) o qual produz O2 ( oxigênio) ao invés do CO2 do estrume das vacas e dos escapamentos dos carros os quais são , este último, infinitamente em maior numero do que o número de gado, estaremos neutralizando o problema em duas frentes: livrando a a atmosfera do CO2 dos carros e fazendo-os, os carros, produzier, liberar O2. Simples como historinha de criança. Sem contar nos motores életricos que já estão para serem homologados por um engenheiro da família Gurgel, Elifas, em são Paulo no primeiro semestre de 2010. Vá em: https://www.ve.org.br e na guia "imprensa" você verá, extasiado, no segundo item, o que este engenheiro, foi capaz.
Hitler estava erradíssimo, mas ninguém pode negar que a genética tem lá suas razões.
Será que, visionários, os valorosos&maravilhosos americanos, nunca entraram nesta de redução de metas de carbono ?
Esta é a vida: primeiro dizimaram os homens das cavernas e indígenas, depois escravizaram os negros, liberaram as mulheres para fazerem filhos como, quando e onde quizerem dando mais um reforço nas já conturbadas favelas e agora querem dizimar os fazendeiros e agricultores para dar abrigo a tudo isto.
E nesta luta de hoje falta-nos: união de nossa parte ( na minha região é "zero"!!! ) e representação política, haja vista a quantas anda nossos representantes magnos na Brasília do Arruda, que além de viver como vivem ainda coadunam com uma lei destas.
Neste ponto concordo com meu patrício, um modismo, efetivamente. Lutemos, com se diz em minas, antes que seja tarde.
EUGENIO MARIO POSSAMAI

ÁGUA BOA - MATO GROSSO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 30/01/2010

Muito bom o comentário de todos, mas devemos nos unir mais em torno dessas causas, devemos fortalecer nossos sindicatos e associações, e cobrar de nossos representantes uma maior e melhor postura diante de tais assuntos, e todos juntos ai sim pressionar as pessoas de direito, senão ficamos isoladamente discutindo e não chegaremos a lugar algum. Teremos eleições este ano, mas não devemos esquecer de que existem mais de 10 milhões de famílias que estão recebendo a esmola dos bolsas, e isto dará quantos votos ao governo?
THIAGO S. AGUIAR

MONTENEGRO - RONDÔNIA

EM 29/01/2010

Parabéns ao autor do texto:

- Para esse grupo de pessoas, sim esse anti-agronegócio do Brasil, eu faço uso das palavras do Grande Roriz (Ex-Governador do DF) ele é criador de Nelore e Gir PO e indagaram ele o que teria a dizer as pessoas que o criticavam porque pagava altos preços em determinados animais, o mesmo disse eu não tenho culpa se essas pessoas não sabem o que realmente é um animal diferenciado.

- No caso do Agronegócio brasileiro é a mesma coisa, ele simplesmente é responsável por aproximadamente 30% do nosso produto interno bruto, ainda o nosso modelo de exploração é o que mais preserva, afinal aonde se encontra as maiores riquezas naturais?

abração a todos...

A faço apenas uma pequena ressalva: Se você quer levantar algum tipo de causa contra algo procureo conhecer bem antes, ou seja, venha ao MT, melhor ao nortão do MT e veras coisas que somente o agronegócio é capaz de o fazer, produzir em lugares praticamente inóspitos ao ser humano.
JOÃO HENRIQUE ORSI

ORLÂNDIA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 28/01/2010

Parabens Sr. André.Felizes sao os paises da Africa que não tem o monstro do

Agronegocio.O povo tem os direito humanos respeitados, e nem precisa de

leis e decretos para regulamentar essa produção odiosa que existe no Brasil.

Eu acho que estou ficando louco,ou vivemos uma looucura coletiva.Haja estoque

de gardenal.
DIOGO DIAS TEIXEIRA DE MACEDO

SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO

EM 28/01/2010

Parabéns André,

Você foi muito feliz em seu artigo!!! Descreveu claramente como a agricultura moderna, eficiente e de bons resultatdos para a balança financeira do país vem sendo tratada (como você disse a 10 anos) por esse "Governo" ou melhor "desgoverno".

Como o Carlos Marcelo Saviani disse: deixa doer no bolso dos consumidores que o agronegócio volta a ser tratado como deveria ... porque ninguém fica sem comer!!!
ANTÔNIO ELIAS SILVA

CAMPO ALEGRE DE GOIÁS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/01/2010

É muito deprimente essa visão ideologa (no sentido de mascarar a realidade) do agronegócio... Como produtor, filho, neto, bisneto e trineto de produtor, fico indignado, sem esperança... Como se não bastasse o empreendedor do campo ser o palhaço da cadeia produtiva (pois, espremido entre oligopólios e oligopsônios, não é remunerado pelos fatores produtivos empregados na sua atividade produtiva), ainda é criminalizado pela sociedade... Não tem renda, não tem prestígio, só é perseguido... Minha revolta é dioturna, e cada vez mais freqüentemente penso em abandonar a atividade agropecuária... Por que seguir em uma atividade onde se paga para trabalhar e ainda não tem nenhum reconhecimento social ou político?... Qualquer um pode fazer esta simples aritmética: venda todo o seu patrimônio e invista no tesouro direto (juros de 8,75% aa) e veja o que é melhor... E esse juro, ainda que nominal, é igual ao real, já que o IGP de 2009 foi negativo (esse é o melhor deflator, pois mede o movimento geral dos preços, ou seja a inflação de todos os bens e serviços produzidos na economia).. Então, na prática, temos juros reais básicos no país em torno de 9% aa... Ou seja, aquele que tem imobilizado R$ um milhão no seu empreendimento poderia estar auferindo renda anual real de R$ 90 mil líquidos, e ainda poderia estar se dedicando a outra atividade com o seu tempo... Qual é a percentagem de produtor que consegue 9% de retorno líqudo ao ano? Nem estou considerando o seu trabalho, que não cessa nem nos finais de semana, pois as plantas e animais precisam de cuidado diários, não param de se nutrir e adoecer...

Eu amaria poder estar escrevendo coisas positivas, otimistas, mas não podemos mascarar a realidade... Temos de bem compreendê-la, para resolver seus problemas... Deveríamos, enquanto sociedade e governo, estar discutindo ferrenhamente como tornar o produtor feliz, viabilizando social, ambiental e economicamenteca sua atividade, mas estamos, ao invés, condenando-o... A sociedade e o governo esquecem-se que só temos reservas de quase US$250 bilhões por conta da nossa agropecuária... Isso é o ideal para o país, ser predominantemente produtor e exportador de alimentos?... Talvez não, deveríamos ser fortes também em nanotecnologia, turismo, etc... No entanto, é o que podemos nos dar ao luxo de ser neste estágio de desenvolvimento... Com a renda acumulada pelo agronegócio, agora podemos dar outros vôos, mas não devemos desprezá-lo, e desenvolver outros setores estratégicos juntamente com ele, haja vista que temos vantagens comparativas absolutas na produção de alimentos, e é sábio, enquanto nação, aproveitá-las. Acordemos, pois. Basta de ideologismo e insensatez...
SIMONE DONAIRE POMPÉA

MONTE CASTELO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/01/2010

O produtor brasileiro é um autentico artista,pois mesmo depois de driblar tantos obstáculos ainda consegue á duras custas sobreviver.Atribuem á nos quase todos os danos causados ao meio ambiente,e os moradores das cidades,o que estão fazendo para minimizar os problemas do meio ambiente ?Porque nós estamos produzindo para que eles matem a sua fome!Sera que sempre teremos que pagar o preço pela destruição?Além de ganharmos pouco ou quase nada ,perdemos partes das nossas áreas com reflorestamentos em app e se ñ bastasse em reserva legal.Ñ temos nenhuma ajuda de custo ou indenização por parte dos governos.O quanto ainda iremos aguentar?Essa é uma pergunta sem resposta.
CARLOS MARCELO SAVIANI

EM 27/01/2010

No fim tudo se equilibra...Deixa o preco dos alimentos comecarem a aumentar para a populacao ou produtos comecarem a faltar na prateleira e vamos ver se o agronegocio profissional e tecnologicamente evoluido nao volta rapidinho a pauta do dia.
ANDRÉ ROMAGNOLI

APUCARANA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 27/01/2010

Parabéns, fez uma excelente análise do cenário
SUELY PRATES ZAGGO

CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/01/2010

E olha que espera-se que o Brasil seja o celeiro do mundo. Sem o agronegócio aí sim teremos muita gente morrendo de fome.
Parabéns Andre pelo excelente artigo, não podemos ficar calados diante do desrespeito com o produtor rural.
Deveriamos fazer um programa para que cada brasileiro, que mora no meio urbano, passe um dia plantando ou colhendo ou ainda tratando de um animal em propriedades rurais pelo Brasil, ai sim teremos valor e eles sentirão na pele o que é produzir a céu aberto, o que é o Agronegócio brasileiro.
THOMAZ JASSO NETO

ARARAQUARA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/01/2010

É PNDH-3, é código florestal, é a falta de política agrícola, é o clima. Por que ainda teimamos em produzir comida para um país grande e bobo??
LUIZ ANTONIO GONÇALVES RODRIGUES DE SOUZA

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 25/01/2010

Caro André,

essa sua excelente exposição me fez lembrar o discurso de Roberto Rodrigues na formatura dos 100 da Esalq: "...podem ter certeza de que o jogo é duro. Quando começarem a falar cada vez mais mal do agronegócio brasileiro é sinal de que estaremos tendo sucesso. Ninguém perde tempo se preocupando com aquilo que não incomoda.."

Ainda que o Brasil tenha muito que avançar na proteção dos direitos básicos, não seria sensato fazê-lo à custa da competitividade dos setores produtivos. Ora, não é esse um dos grandes motivos da aprovação do Governo Lula? De que o país está conseguindo distribuir renda, mas com aumento da atividade econômica? Tentar obstaculizar a produção do agronegócio não serve aos interesses brasileiros. Com certeza não fará um milimetro de avanço para os direitos fundamentais da pessoa humana. Desemprego e queda de renda não auxiliam aqueles militam pelos direitos humanos. Esperemos que seja um arroubo daqueles quentes mas passageiros que surgem em meio às conferências.....


Mais uma vez, parabéns pelo artigo.

Luiz Rodrigues



NICANOR JESUINO JÚNIOR.

CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA - PARÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/01/2010

No brasil de hoje .... o fazendeiro não é produtor rural, mas b a n d i d o !!!!
DURVAL MARTINS DA SILVEIRA

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 22/01/2010

Está chegando a hora das eleicões,todos nós temos que trabalhar para eleger um parlamento com a real vocacão do Brasil,eleger um presidente da República que seja alinhado com a livre iniciativa e no mais fortalecer os pilares da democracia,que nesses tempos atuais estão sendo pisotiados,por estes indivídus com ideologias velhas e retrógadas,que parece ressonar na América Latina.
Como bem disse a senadora Kátia Abreu:"ideologias que foram enterradas sem nenhum pesar em outras partes do mundo".
JOSÉ HUMBERTO ALVES DOS SANTOS

AREIÓPOLIS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/01/2010

Gostaria que o articulista me apontasse onde o PNDH-3 é diferente dos anteriores.
Gostaria que o articulista pudesse refletir sobre o assunto à luz dos esclarecimentos do eminente jurista Sepúlveda Pertence em entrevista recente sobre o mesmo assunto.
Gostaria que o articulista não fosse instrumento pólítico nas mãos de setores conservadores.
Sempre respeitei o ICONE e portanto, por favor, menos....menos.
MilkPoint AgriPoint