ESQUECI MINHA SENHA CONTINUAR COM O FACEBOOK SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Superávit da balança de lácteos é de US$ 3,2 mi em agosto

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 09/09/2005

2 MIN DE LEITURA

2
0
O Brasil voltou, pelo segundo mês consecutivo, a obter superávit na balança comercial de lácteos, apesar de o País enfrentar período de supervalorização da moeda nacional perante o dólar. Em agosto, houve saldo positivo de US$ 3,2 milhões no segmento, resultado de exportações de US$ 13,8 milhões e US$ 10,6 milhões em importações. O presidente da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNPL/CNA), Rodrigo Alvim, explica que o Brasil conseguiu recuperar a condição de ser superavitário na balança de lácteos às custas do produtor, que está recebendo pelo leite os preços mais baixos dos últimos cinco anos. "É a baixa remuneração do produtor que está compensando a defasagem cambial", diz Alvim.

Em agosto, o preço médio pago ao produtor pelo leite de tipo "C" foi de R$ 0,51 por litro. Alvim destaca que é uma queda em plena entressafra, contrariando as tendências de mercado. "Tradicionalmente, seria época de recuperação de preços", diz. Em julho, o preço pago foi de R$ 0,57 por litro e em junho, R$ 0,59 por litro. Esses valores foram calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Agrícola da Universidade de São Paulo (Cepea/USP). Segundo avalia o presidente da CNPL, o setor lácteo se preparou para uma expansão, ao longo dos últimos anos, investindo em qualidade e competitividade.

Este ano, ressalta o representante da CNA, a cadeia de lácteos foi surpreendida com queda da cotação do dólar e alta dos juros internos. Para manter a capacidade de competição no mercado internacional, frente à expansão da produção, a alternativa foi reduzir os preços pagos ao produtor. "A recuperação das exportações ocorre somente devido à queda da remuneração do produtor", diz Alvim, alertando que, em médio prazo, a manutenção dessa situação pode gerar desestímulo à atividade. "O cenário de dólar baixo e juros altos é prejudicial não apenas para a pecuária de leite, mas para toda a atividade agropecuária. O quadro é negativo não apenas para os lácteos.", diz Alvim. Há expectativa de redução no volume de importações de lácteos, pois a Argentina, grande fornecedor de produtos do setor ao Brasil, passou a aplicar sobretaxas nas suas exportações. Isso vai tornar os lácteos argentinos mais caros e, portanto, menos competitivos, beneficiando a produção brasileira, avalia Alvim.

O superávit de segmento de lácteos provocado pelos baixos preços pagos ao produtor não ocorreu somente em agosto. Também em julho houve saldo positivo, de US$ 1,1 milhão. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, no entanto, o País registra déficit na balança comercial de lácteos, de US$ 13,6 milhões; resultado de US$ 88,8 milhões de importações (equivalente a 53,6 mil toneladas) e exportações de US$ 75,1 milhões (equivalente a 45,5 mil toneladas). Para discutir os desajustes do setor e buscar alternativas que evitem desestímulo à atividade, ocorre no próximo dia 14 de setembro reunião da Comissão Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Conselho do Agronegócio (Consagro) na sede da CNA. O Consagro é vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Fonte: CNA, adaptado por Equipe MilkPoint

2

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

ELIZARIO PEDROZO

ENÉAS MARQUES - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/09/2005

Em nossa região Sudoeste do Paraná, a queda de preço foi ainda maior. No meu caso, o preço de junho/05 foi de R$ 0,58/lt, julho caiu para R$ 0,48, com redução de 17,27%. Agosto reduziu para R$ 0,44, uma queda de mais 8,33%. Considerando o preço de junho, julho e agosto/05, a queda de R$ 0,14, representa uma redução de 24,13%, sendo que tem produtores ganhando até R$ 0,35 p/lt. Esperamos que pare por aí e ocorra um aumento nos preços, caso contrário inviabiliza a atividade, em função de ser entressafra, período de investimento em função da IN 51, custo mais alto de Produção e Adubação de pastagem e plantio de milho/sorgo para silagem. Como conseguir planejar a atividade e manter equilibradas as finanças com essa queda violenta de preços?
JOSÉ ANTONIO

SALVADOR - BAHIA

EM 09/09/2005

Superavit de lactéos ou desabastecimento interno no futuro próximo?



Apesar dos números animadores que a cadéia produtiva rural vêm apresentando neste último mês e até no decorrer deste ano, fico bastante preocupado com o nosso futuro, devido a uma queda de estímulo à produção em virtude da queda do dólar, ocasionando uma importação feroz de leite em pó de países do Mercusul contrariando as mais pessimistas das expectativas.



Temos um Governo que só interessa na liquidez dos bancos, que é importante, porém não são eles que geram o superávit do campo e sim os produtores que sofrem com o preço internacional da saca de soja, do preço da arroba do boi, etc..., em contrapartida, os insumos se valorizaram com o dólar de R$2,78 e na sua queda não houve uma deflação nos preços. Nossos esforços em aumentar a produtividade serviram também para o equílibrio da inflação, quebramos recordes de produtividade a cada ano.



Onde ficamos? Como podemos projetar um futuro se o presente apresenta esta realidade deste cenário? É preocupante o produtor pensar em receber R$0,57 por litro de leite produzido e quando sair o pagamento receber 17% a menos.



Esperamos que a CNA e demais entidades representativas do setor possam perceber que continuando desta forma o único segmento que apresentou rentabilidade no campo da pecúaria no 1º semestre, tem a tendência de fechar o 2º semestre com déficit, "e aí, como será o futuro?".



Sds.,



José Antonio
MilkPoint AgriPoint