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Síndrome metabólica e diabetes tipo 2: potencial papel protetor dos lácteos

POR JULIANA SANTIN

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 19/05/2009

18 MIN DE LEITURA

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Introdução

A síndrome metabólica (também conhecida como Síndrome X ou síndrome de resistência à insulina) se refere a um grupo de anormalidades metabólicas que predispõem o individuo a ter maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 (1). As pessoas com síndrome metabólica têm aproximadamente duas vezes mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e cinco vezes mais chances de desenvolver diabetes tipo 2 do que as que não têm a síndrome (2).

Apesar de várias diferentes definições serem usadas para descrever a síndrome metabólica (3-5), a definição do Programa Nacional de Educação sobre Colesterol tem sido a mais comumente usada nos Estados Unidos (3,6,7). De acordo com essa definição, a sindrome metabólica é diagnosticada quando três ou mais dos seguintes cinco fatores de risco estão presentes: elevada glicose sanguínea no jejum (> 100 mg/dL), baixo colesterol HDL - lipoproteína de alta densidade (em inglês, High Density Lipoprotein - HDL) - (<40 mg/dL em homens ou <50 mg/dL em mulheres), altos níveis de triglicerídeos (> 150 mg/dL), obesidade abdominal (circunferência da cintura >101 centímetros em homens ou >89 centímetros em mulheres) e hipertensão (pressão sanguínea > 130 mm Hg sistólica ou 85 mmHg diastólica) (1,3). Indivíduos com essas características também comumente têm elevados marcadores de inflamação e anormalidades no sistema de coagulação sanguínea (5,7).

Com base nos dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição de 1999-2002, a prevalência de síndrome metabólica ajustada para idade para adultos é de 34,6% (76 milhões de norte-americanos) (1). A prevalência aumenta com a idade e é maior entre alguns grupos étnicos (como hispânicos, mulheres afro-americanas, americanos nativos) do que entre os caucasianos (1,2). No mundo todo, aproximadamente 20% a 30% da população adulta tem síndrome metabólica (2). A síndrome metabólica foi reportada em 9,4% (2,9 milhões) de adolescentes com idade de 12 a 19 anos (1). Entretanto, devido à falta de uma definição universalmente aceita da síndrome metabólica em crianças e adolescentes (8,9), as taxas de prevalência nessa população variam amplamente (1).

A diabetes, sendo 90% a 95% do total do tipo 2, afeta quase 24 milhões de norte-americanos (quase 8% da população) e um adicional de 57 milhões de pessoas têm pré-diabetes (10). A diabetes tipo 2, que tipicamente era diagnosticada em adultos com 40 anos de idade ou mais, está sendo diagnosticada cada vez mais em crianças (1).

Apesar das influências genéticas no desenvolvimento da síndrome metabólica e diabetes tipo 2, as escolhas sobre o estilo de vida e comportamento têm um papel importante (1,11,12). A prevalência da síndrome metabólica e da diabetes tipo 2 parece estar aumentando em paralelo ao aumento da obesidade entre adultos e crianças (1-4, 9,13,14). As principais recomendações para a prevenção e administração da síndrome metabólica e diabetes tipo 2 incluem a obtenção e manutenção de um peso corpóreo saudável, aumentar a atividade física e mudanças dietéticas (3,6,11,15,16).

O papel de categorias específicas de alimentos e/ou nutrientes, bem como padrões dietéticos na prevenção e administração da síndrome metabólica e diabetes tipo 1 é uma área emergente de pesquisa. Esse artigo revisa as crescentes evidências científicas que sugerem que o consumo de alimentos lácteos/nutrientes dos alimentos lácteos podem ajudar a reduzir os riscos de síndrome metabólica e diabetes tipo 2, que é uma consequência frequente da síndrome metabólica.

Síndrome metabólica

Estudos epidemiológicos sobre alimentos lácteos. Embora estudos epidemiológicos não estabeleçam uma relação de causa e efeito, esses tipos de estudos fornecem percepções sobre possíveis associações entre alimentos/nutrientes e consequências para a saúde. As descobertas de uma série de estudos epidemiológicos seccionais cruzados e prospectivos demonstram uma associação inversa entre o consumo de lácteos e a síndrome metabólica em várias populações (17,18).

Em um estudo seccional cruzado com 827 adultos iranianos com idade de 18 a 74 anos, a prevalência de síndrome metabólica foi menor no grupo que consumia maior quantidade de alimentos lácteos (isto é, > 3,1 porções/dia de leite, iogurte, queijos e sobremesas lácteas) comparado com o grupo com menor ingestão de alimentos lácteos (<1,7 porções/dia) (19). Essa relação foi também destacada em outra pesquisa seccional cruzada envolvendo 4.811 estudantes iranianos, que mostrou que uma maior freqüência de ingestão de alimentos lácteos estava associada com um menor risco de síndrome metabólica (20).

Um estudo seccional cruzado com 2.375 homens com idade de 45 a 59 anos de idade no Reino Unido mostrou que o consumo regular de dois ou mais copos de leite por dia foi associado com uma redução de 62% no risco de síndrome metabólica e que o aumento da ingestão total de alimentos lácteos reduziu o risco de síndrome metabólica em 60% (21). Um estudo com homens de idade de 45 a 64 anos na França demonstrou descobertas similares (22).

Quando a associação entre cálcio/produtos lácteos e síndrome metabólica foi examinada em 10.006 mulheres dos EUA com idade de 45 anos ou mais que participaram do Estudo da Saúde de Mulheres, aquelas que consumiam mais alimentos lácteos totais (isto é, >3,0 porções por dia) tiveram uma redução de 34% nos riscos de síndrome metabólica comparado com aquelas com ingestões mais baixas (<0,91 porções por dia) (23). O leite fluido, os alimentos lácteos desnatados e integrais, e o cálcio total, dietético e suplementado, foram todos inversamente associados com a prevalência de síndrome metabólica (23). Outros estudos seccionais cruzados em adultos nos EUA demonstraram uma associação inversa entre alimentos ricos em cálcio (24), alguns (leite integral e iogurte), mas não outros (queijos e leite desnatado) alimentos lácteos (25) e síndrome metabólica.

Com base em uma meta-análise de dados de estudos seccionais cruzados (19,23,26), pesquisadores reportaram que a prevalência da síndrome metabólica foi 29% menor entre aqueles que consumiam maiores ingestões de lácteos (3 a 4 porções por dia) em relação aos de menor consumo (0,9 a 1,7 porções por dia) (27). Um estudo seccional cruzado de 3.177 adultos com idade de 26 a 82 anos mostrou que o consumo de um padrão dietético consistente com o Guia Dietético para Americanos de 2005 (ou seja, uma dieta contendo alimentos lácteos desnatados, frutas vegetais e grãos integrais e pobre em gordura saturada, gordura trans e colesterol) foi associado com uma menor prevalência de síndrome metabólica e vários de seus componentes (28).

Alguns estudos prospectivos também apóiam um efeito potencialmente benéfico dos alimentos lácteos contra a síndrome metabólica (29,30). De acordo com o estudo de Risco de Desenvolvimento de Doenças na Artéria Coronária em Adultos Jovens que envolveu 3.157 adultos com idade de 18 a 30 anos, a incidência de síndrome metabólica em 10 anos foi 72% menor entre os indivíduos com sobrepeso que consumiam cinco ou mais porções de produtos lácteos por dia comparado com aqueles que consumiam menos de 1,5 porções por dia (29). O maior consumo de alimentos lácteos foi também associado com reduções significantes nos componentes da síndrome metabólica, com obesidade, hipertensão, níveis anormais de glicose e dislipidemia (baixo colesterol HDL e altos níveis de triglicerídeos no sangue) em indivíduos que estavam com sobrepeso ou obesos no começo (29). Em um estudo prospectivo de nove anos com 9.514 adultos com idade de 45 a 64 anos que participaram do Estudo de Risco de Aterosclerose em Comunidades, as quantidades maiores versus menores de consumo de lácteos (3,3 versos 0,28 porções por dia) foram associadas com um risco significante menor, de 13%, de desenvolvimento de síndrome metabólica (30).

Apesar das descobertas acima, nem todos os estudos epidemiológicos suportam o efeito protetor dos alimentos lácteos contra a síndrome metabólica (25,31-33). Por exemplo, em uma população de idosos na Holanda acompanhada por 6,4 anos, o consumo de lácteos não foi associado com a incidência de síndrome metabólica ou seus componentes (33). Entre as possíveis explicações para isso, os pesquisadores sugerem que a ingestão usual de alimentos lácteos nessa população relativamente saudável podia já ser alta.

Estudos de intervenção. Poucos estudos clínicos examinaram diretamente o consumo de alimentos lácteos e síndrome metabólica (18). Entretanto, vários estudos de intervenção mostraram que os alimentos lácteos influenciam os componentes da síndrome metabólica (como pressão sanguínea, lipídios do sangue, adiposidade). Estudos clínicos, bem como vários estudos observacionais, demonstram um efeito benéfico dos alimentos lácteos na pressão sanguínea (34). O conhecido estudo patrocinado pelo Governo dos EUA chamado Medidas Dietéticas para Parar a Hipertensão (em inglês, Dietary Approaches to Stop Hypertension - DASH) fornece suporte convincente para o efeito dos alimentos lácteos na redução da pressão sanguínea (35). Esse estudo demonstrou que um plano de baixo consumo de gordura e rico em frutas e vegetais (oito a dez porções por dia) e alimentos láteos (duas a três porções por dia), isto é, a chamada dieta DASH, foi mais efetivo do que uma dieta similar com baixa ingestão de alimentos lácteos na redução da pressão sanguínea em adultos com pré-hipertensão ou hipertensão (35). Em um estudo aleatório controlado de 116 pacientes com síndrome metabólica, a dieta DASH afetou de forma favorável os componentes da síndrome metabólica (aumentou o colesterol HDL, a perda de peso e reduziu os níveis de triglicerídeos, a pressão sistólica e diastólica, além dos níveis de glicose sanguínea no jejum) (36).
Como revisto por vários autores (18,37-39), estudos clínicos demonstram que dietas moderadamente restritas em calorias (-500kcal/dia) e que incluem três porções de alimentos lácteos por dia aumentam a perda de peso corpóreo e de gordura em pessoas com sobrepeso/obesos quando as ingestões de lácteos/cálcio são aumentadas de inadequadas para adequadas.

Nutrientes dos alimentos lácteos. Estudos demonstram que os nutrientes dos alimentos lácteos impactam de forma benéfica na síndrome metabólica (17,23,27,40-42). Como revisto por vários pesquisadores, os nutrientes dos alimentos lácteos, como cálcio, proteína e ácidos graxos de cadeia média afetam de forma favorável o peso corpóreo/adiposidade durante a perda de peso; cálcio, magnésio, potássio e peptídeos bioativos podem reduzir a pressão sanguínea; e o cálcio mostrou aumentar os níveis de colesterol HDL e reduzir os níveis de colesterol total e LDL do sangue (17,40-42). Em estudos epidemiológicos, a ingestão de cálcio (23), o status de vitamina D (43) e a ingestão de magnésio (44) mostram associações inversas com a síndrome metabólica.

Diabetes tipo 2

Apesar de relativamente poucos estudos epidemiológicos terem examinado a relação entre o consumo de alimentos lácteos e diabetes tipo 2, evidências emergentes desses estudos indicam que o consumo de alimentos lácteos e/ou nutrientes dos alimentos lácteos está associado com um menor risco de diabetes tipo 2 (18,27,45-50). Em um estudo prospectivo com mais de 41.000 homens que participaram do Estudo de Acompanhamento de Profissionais de Saúde, cada porção diária adicional de alimentos lácteos foi associada com uma redução de 9% no risco de desenvolvimento de diabetes tipo dois durante 12 anos (45). Similarmente, em um estudo prospectivo com mais de 37.000 mulheres de meia-idade ou mais velhas que participaram do Estudo de Saúde de Mulheres, cada porção adicional de alimentos lácteos foi associada com uma redução de 4% no risco de diabetes tipo 2 em mulheres, que foram acompanhadas por 10 anos (46). Em ambos os estudos, a relação entre ingestão de alimentos lácteos e redução do risco de diabetes tipo 2 foi principalmente atribuída aos alimentos lácteos de baixo teor de gordura (45,46).

No Estudo da Saúde de Enfermeiras, o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 foi 11% menor em mulheres que consumiam três ou mais porções de alimentos lácteos por dia comparado com aquelas que consumiam menos de uma porção (47). Entretanto, após ajustar a ingestão total de vitamina D e cálcio, não houve essencialmente efeito dos alimentos lácteos no risco de diabetes tipo 2 (47). Um padrão dietético saudável contendo alimentos lácteos desnatados, frutas, vegetais e grãos integrais mostrou reduzir o risco de diabetes tipo 2 em uma análise prospectiva de mais de 7.700 adultos acompanhados por 15 anos (49).
Baseado em meta-análises de estudos prospectivos, pesquisadores reportaram que a incidência de diabetes tipo 2 foi 14% menor em adultos que consumiam de três a cinco porções de alimentos lácteos por dia comparado com aqueles que consumiam menos de 1,5 porções de alimentos lácteos por dia (27). Estudos epidemiológicos recentes também reportaram uma relação inversa entre o consumo de leite e a resistência à insulina em crianças com idade escolar (51,52).

Os nutrientes dos alimentos lácteos como cálcio, vitamina D (se fortificado) e magnésio podem modificar de forma favorável o risco de diabetes tipo 2. Em estudos epidemiológicos, como o Estudo da Saúde de Mulheres (23) e Estudo da Saúde de Enfermeiras (47), a maior ingestão de cálcio foi associada com um menor risco de diabetes tipo 2 após ajuste de outros fatores que podiam confundir, como vitamina D.

Vários estudos epidemiológicos e meta-análises mostraram uma associação inversa entre o status de vitamina D e diabetes tipo 2 ou medidas de resistência à insulina (um fator de risco para a diabetes tipo 2). (27,53-55). Descobertas epidemiológicas do Estudo da Saúde de Enfermeiras mostraram que as mulheres que consumiam maiores quantidades combinadas de cálcio (>1.200 mg/dia) e vitamina D (>800 IU/dia) tiveram um risco 33% reduzido de diabetes tipo 2 comparado com aquelas com menores ingestões (<600 mg de cálcio/dia e <400 IU vitamina D por dia) (47). Entretanto, mais cálcio (1.000 mg/dia) somado à vitamina D3 (400 IU/dia) não reduziram o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 durante sete anos de acompanhamento em mulheres saudáveis na pós-menopausa com idade de 50 a 79 anos que participaram do estudo aleatório, controlado com placebo, chamado Iniciativa de Saúde de Mulheres (56). Os pesquisadores sugerem que, entre outras possíveis razões, as maiores ingestões de vitamina D podem ter sido necessárias para influenciar no risco de diabetes (56). A atual recomendação de ingestão de vitamina D é 400 IU/dia para adultos com idade de 51 a 70 anos e 600 IU/dia para os de mais de 70 anos (57). Pesquisadores sugeriram que uma ingestão de ~1.000 IU de vitamina D/dia é necessária para obter o status ótimo de vitamina D (58,59) e que uma ingestão de cálcio maior do que a atual recomendação, de 1.200 mg/dia para adultos com 51 anos de idade ou mais (57) pode ser ótima para proteção contra diabetes tipo 2 (27).

Poucos estudos de intervenção examinaram a relação entre cálcio, vitamina D e sua combinação com a diabetes tipo 2 (27). De acordo com análises post hoc de um estudo designado a avaliar resultados relacionados aos ossos em idosos, o efeito benéfico da vitamina D combinada com cálcio na diabetes tipo 2 foi significante para aqueles com níveis anormais de glicose no jejum no início do estudo, mas não para os participantes com tolerância normal à glicose (60).

Outros nutrientes dos alimentos lácteos, como magnésio (50,61-63), podem contribuir para uma associação inversa dos alimentos com diabetes tipo 2. Uma associação inversa entre ingestões de cálcio e magnésio e a diabetes tipo 2 foi observada após sete anos de acompanhamento em um estudo grande e prospectivo de mais de 64.000 mulheres de meia-idade em Xangai, China (63).

Como discutido acima, os alimentos lácteos e seus nutrientes, como cálcio e vitamina D, têm um papel benéfico na hipertensão e obesidade/adiposidade, que são fatores de risco para diabetes tipo 2 (18,34-39). Uma dieta rica em cálcio, particularmente de alimentos lácteos desnatados, tem demonstrado aumentar a redução de peso em pacientes com sobrepeso com diabetes tipo 2, de acordo com análises de dados de seis estudos clínicos aleatórios de seis meses (64). Como uma modesta redução no peso melhora a resistência à insulina, a perda de peso é recomendada para todos os indivíduos que estiverem com sobrepeso ou obesos que tenham diabetes ou tenham o risco de ter (11).

Conclusões

Evidências emergentes, principalmente de estudos epidemiológicos, sugerem que o consumo de alimentos lácteos ou de nutrientes lácteos está inversamente associado com a síndrome metabólica e a diabetes tipo 2. Poucos estudos clínicos examinaram diretamente o papel dos alimentos lácteos na síndrome metabólica ou diabetes tipo 2. Entretanto, esses estudos demonstraram que os alimentos/nutrientes lácteos sozinhos ou como parte de uma dieta saudável reduzem os riscos de hipertensão e adiposidade, que são fatores de risco para síndrome metabólica e diabetes tipo 2.

Mais estudos, incluindo estudos de intervenção com membros suficientes de participantes, são necessários para esclarecer o papel dos alimentos lácteos e de seus nutrientes na prevenção e tratamento da síndrome metabólica e diabetes tipo 2 e para elucidar os mecanismos envolvidos nisso. Até agora, as descobertas relacionadas com a ingestão de alimentos lácteos e síndrome metabólica ou diabetes tipo 2 são promissoras e fornecem outra razão para consumir três copos de leite desnatado ou produtos lácteos com quantidade de leite equivalente por dia como parte de uma dieta saudável.

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Baseado no artigo "Metabolic Syndrome & Type 2 Diabetes: Dairy´s Potential Protective Role", do National Dairy Council (https://www.nationaldairycouncil.org) - Dairy Council Digest Archives, Volume 80, Número 3 Maio/Junho 2009.

JULIANA SANTIN

Médica veterinária formada pela FMVZ/USP. Contribuo com a geração de conteúdo nos portais da AgriPoint nas áreas de mercado internacional, além de ser responsável pelo Blog Novidades e Lançamentos em Lácteos do MilkPoint Indústria.

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