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Secretário da Argentina diz que país precisa de estratégia exportadora

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 10/11/2003

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No Seminário Pan-Americano "Políticas Leiteiras na Região e no Mundo e Futuros Cenários de Negociações Comerciais", organizado pela Federação Pan-Americana de Laticínios (FEPALE), o titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentação (SAGPyA) da Argentina, Miguel Campos, disse que o setor leiteiro do país tem passado por um processo de transição.

Frente a novos paradigmas econômicos, políticos e sociais, Campos enfatizou a necessidade de o país dar um claro enfoque ao rumo que o setor leiteiro argentino deve tomar, e de estabelecer se "continuará exportador de excedentes".

Neste sentido, o secretário disse estar convencido de que a recuperação de todo o setor lácteo passa pela definição de uma efetiva estratégia exportadora. "Não somente devemos seguir expandindo as bacias leiteiras existentes, mas também desenvolver novas bacias exportadoras líquidas e diversificar destinos". Por isso, ele falou da necessidade de alcançar a especialização e desenvolver novos produtos.

Por outro lado, Campos disse que, apesar das dificuldades dos últimos tempos, o setor conserva quase intacta a capacidade de produção e inovação, com o objetivo de recuperação - o secretário acredita que essa recuperação virá em breve -. Apesar disso, reconheceu que o Estado esteve ausente durante um bom tempo na hora de decidir políticas para o setor, o que, somado à falta de uma adequada representatividade da cadeia produtiva, contrariou a possibilidade de se desenvolverem ações coordenadas no setor leiteiro.

"Nesta nova etapa da Argentina e do setor leiteiro, a sinergia público-privado é essencial para a definição de políticas sustentáveis. A SAGPyA tem começado a trabalhar neste sentido e não estará ausente na hora de tomar decisões. Não somente é necessário contar com condições macroeconômicas favoráveis, mas também com uma alta qualidade institucional, transparência e previsibilidade na relação entre os participantes da cadeia, ou seja, regras do jogo claras e permanentes", argumentou.

Em termos de negociações internacionais, o secretário disse que o setor leiteiro é um dos que mais sofrem distorções devido a subsídios à exportação, medidas de ajuda interna e barreiras comerciais. Neste sentido, Campos propôs ao setor o desafio de ser o primeiro a apresentar-se a um painel contra os subsídios de exportação da União Européia (UE). "As condições de genuína competitividade que a região mostra em matéria de lácteos permite ser otimista sobre o futuro do setor, mais ainda em um cenário de maior liberação do comércio mundial. Estamos entre os poucos países em condições de atender a demanda mundial a preços competitivos, sem necessidade de subsídios".

Entre os objetivos do Seminário da FEPALE, que terminou na sexta-feira (31) na sede do Banco da Nação Argentina, foram analisadas as forças e as debilidades das políticas leiteiras nos países, buscando identificar experiências bem-sucedidas para referência. Também foram debatidas as perspectivas das negociações comerciais internacionais e os cenários possíveis, para identificar possíveis ações do setor leiteiro.

Fonte: Assessoria de Imprensa da SAGPyA, adaptado por Equipe MilkPoint

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