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Santa Catarina vive corrida do leite e atrai laticínios de outros Estados

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 24/02/2017

2 MIN DE LEITURA

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De 2012 para cá o Estado pulou do 8º para o 4º lugar no ranking da produção leiteira nacional. “Nos últimos cinco anos nossa produção cresceu o dobro da do país. Se a do país cresce 10% a nossa cresce 20%”, festeja o veterinário Enori Barbieri, presidente da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), vinculada à Secretaria estadual da Agricultura e da Pesca. A empresa está completando 38 anos de existência em 2017.

A incidência de chuva e de sol na medida certa, a fartura de água e a abundância de dejetos de suínos e de frangos para fertilizar o solo onde cresce o capim. Essas são algumas das características da bacia leiteira estadual na qual o custo da mão de obra pesa pouco, devido à predominância do produtor familiar, e não faltam os cuidados constantes dos técnicos da Cidasc. Semelhante combinação levou o Estado a chegar aos atuais 8 milhões de litros de leite por dia. Mas a possibilidade, concreta, de chegar a 11 milhões de litros diários num piscar de olhos tem provocado no Oeste catarinense um fenômeno inimaginável para os tempos de crise enfrentados pelo país.

"Indústrias de laticínios do Brasil inteiro estão se instalando aqui ainda sem o leite porque sabem que terão ele" – revela Barbieri. Cita como exemplo a Piracanjuba, que trocou Goiás pelo Oeste de Santa Catarina, onde instalou a primeira de duas indústrias planejadas no município de Pinhalzinho.

No lugar da quantidade, a qualidade

Nos novos tempos do setor lácteo catarinense a remuneração do produtor por litro está se tornando coisa do passado.

"Já começa a ser praticado o pagamento do leite por gordura e proteína, que é uma realidade nos países do Primeiro Mundo. Significa um grande passo para inibir as fraudes, a adulteração. O cara não vai poder jogar mais água ou outras substâncias porque o importante é a gordura, a proteína, a qualidade. Com esse subproduto do leite se faz queijo e outros derivados de valor agregado" – ensina Barbieri. Para ele, a remuneração pela qualidade e não mais pela quantidade, valoriza a importância da boa alimentação e da genética do rebanho.

A nova maneira de pensar no pagamento do produto é comum aos três Estados que em 2014 criaram a Aliança Láctea Sul Brasileira, em busca de formas para produzir leite de alta qualidade, a um custo competitivo, e assim conquistar o mercado mundial. Juntos, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina são responsáveis por 60% de todo o leite produzido no Brasil.

Para se ter uma ideia da importância econômica e social do setor, em solo catarinense há 200 mil propriedades rurais. Do total, 170 mil estão voltadas para a agricultura sendo que metade pratica a atividade leiteira. E 91% das que o fazem têm em média 14 hectares de extensão, estando em poder de agricultores familiares.

"É a maior atividade socioeconômica do Estado. Eles recebem um cheque no fim de todos os meses. Tendo renda, os agricultores permanecem na propriedade. É nossa galinha dos ovos de ouro", – salienta Barbieri. Segundo o veterinário, graças aos agricultores familiares, Santa Catarina vive o paradoxo de ser o quinto produtor de alimentos do país. 

As informações são do Portal do Agronegócio. 

 

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