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Rússia: produção de leite caiu em 4% até setembro

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 18/11/2013

3 MIN DE LEITURA

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A redução na produção de leite nos primeiros nove meses de 2013 na Rússia foi de mais de 1 milhão de toneladas, cerca de 4%, segundo informou o vice-ministro da Agricultura, Ilya Shestakov. “O setor de lácteos, comparado com outros setores da agricultura, infelizmente, permanece mais deprimido”, disse ele.

De acordo com o Serviço de Estatísticas Federais, de janeiro a setembro de 2013, o número de vacas caiu em 151.000 (cerca de 2%) e a produção bruta de leite em todas as fazendas totalizou 25,4 milhões de toneladas, 1,1 milhão de toneladas (4%) a menos que no mesmo período de 2012. A produção industrial de queijos e produtos de queijos caiu em 8,6%, a de manteiga caiu em 0,8% e a de leite em pó caiu em 12,6%.

Nesse cenário, houve um aumento nas importações de produtos lácteos que são mais competitivos em preços quando comparados com o leite doméstico. De acordo com o Serviço Federal de Alfândega da Rússia, durante os primeiros 10 meses de 2013, o país importou mais de 68 mil toneladas de produtos lácteos, um aumento de 43% comparado com o mesmo período de 2012. O produto que teve maior participação nas importações foi a manteiga, com 32 mil toneladas ou 63,7%. Os principais exportadores de manteiga para a Rússia foram Uruguai, Finlândia, Austrália, Argentina e França. De acordo com especialistas, nesses países a quantidade de suporte do Estado às fazendas leiteiras e à indústria de lácteos é uma das mais altas do mundo.

Diante do cenário de desenvolvimento bem sucedido da indústria de lácteos nos países ocidentais, a Rússia passou por um declínio firme na eficiência de produção de leite. De acordo com especialistas, a situação depressiva no setor é um reflexo de uma política falha de governo com os produtores de leite e com toda a indústria de lácteos.

O presidente da União Nacional de Produtores de Leite, Andrei Danilenko, disse que houve alguns fatores negativos, como a seca do ano passado e o aumento nos preços dos alimentos animais, que forçaram os produtores a reduzir a produção de leite, mas disse que isso foi somente circunstancial, exacerbando a já difícil situação da indústria.

A principal barreira que está afetando a indústria é o grande atraso nos subsídios agrícolas prometidos pelo governo. Devido a isso, existem problemas constantes com pagamentos de empréstimos e nas relações com os bancos.

Essa situação cria não somente uma queda na produção de leite, mas, ainda pior, também cria um firme crescimento nos produtos de leite adulterados.

Outro fator negativo é o processo extremamente lento de modernização da indústria de lácteos em comparação com, por exemplo, a produção de carne de frango e suína. “Mais de 50% das empresas de produção leiteira são empresas nas quais não faz sentido investir”, disse Danilenko. “Precisamos construir uma nova marca, fazer novos projetos. Para isso, é necessária uma quantidade decente de investimentos. Infelizmente, no Estado, não há investimentos em projetos para a produção leiteira”.

De acordo com especialistas da indústria, o atual sistema de subsídios por litro de leite é insustentável, sendo fornecido por teor de gordura e proteína por litro de leite. Além disso, essa estratégia não somente não direciona o crescimento na produção de leite, mas também, tem um impacto direto na redução desse volume.

Então, primeiro de tudo, é necessário resolver a questão dos atrasos nos subsídios estatais e nos subsídios relacionados ao litro de leite. Também é necessário simplificar o processo de importação de animais e, é claro, é necessário adotar um programa especial para o desenvolvimento da produção leiteira e da indústria como um todo.

A reportagem é do DairyNews.ru, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.
 

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