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RS: Fetag quer preço mínimo para o leite

O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, solicitou hoje (21) ao Conselho Estadual do Leite (Conseleite) que o preço de referência da entidade, que é calculado todos os meses, seja transformado em Preço Mínimo do Leite no Rio Grande do Sul e, com isso, ninguém poderá pagar ao produtor um valor inferior. A proposta, explica o dirigente, foi levada ao Conseleite e será pauta na próxima reunião da entidade, agendada para o dia 19 de janeiro, quando ela deverá ser aprofundada.

“A Fetag entende que não pode existir três valores, mas sim um mínimo e a partir dele ocorra as bonificações das indústrias. Hoje, as empresas grandes buscam produtores fortes e pagam mais, em detrimento dos pequenos, que acabam sendo alijados do processo. Nós queremos evitar que milhares de produtores saiam do processo produtivo”, justificou Joel.

O preço de referência do litro de leite para o mês de dezembro ficou em R$ 0,8405 (padrão); R$ 0,7565 (abaixo do padrão) e R$ 0,9666 (acima do padrão).

As informações são da FETAG/RS

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ESTÊVÃO DOMINGOS DE OLIVEIRA

QUIRINÓPOLIS - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/12/2015

Prezado Ronaldo Marciano Gontijo

Sou produtor rural pecuarista, filho, neto e bisneto de produtores rurais pecuaristas. Também sou graduado em medicina veterinária na UFLA com especialização em produção de ruminantes pela ESALQ.

Acompanho atualmente mais de 20 fazendas leiteiras com produção variando de 500 litros por dia a 8000 litros por dia na região de Caçu, Quirinópolis, Cachoeira Alta, Santa Helena e Rio Verde, no Estado de Goiás. Há anos alerto o pessoal sobre a necessidade de profissionalização das propriedades, com seleção do rebanho, descarte de animais improdutivos, controle zootécnico, melhoria da qualidade do leite, anotações e cálculo de custo de produção. Não sou filiado a nenhuma entidade governamental, atuando unicamente como autônomo. Uma minoria das fazendas vem executando as medidas. A maioria somente permite o serviço ´´normal´´ de acompanhamento (casquear, diagnóstico de gestação, cirurgias diversas, formulação de dietas). Adivinhe quais propriedades estão conseguindo ter resultado melhor esses últimos meses? Adivinhe quais possuem um pouco de gordura para queimar o ano que vem? Sabemos das dificuldades que estamos enfrentando, mas isso não é exclusividade de fazendas leiteiras. A maioria das empresas no meio urbano está passando também por sérias dificuldades. Imagine se todas as empresas em dificuldade entrarem com pedido de subsídio??? O país não tem condições de suportar esse tipo de coisa. Temos que caminhar com as próprias pernas ou  vendemos o negócio e vamos atuar em outra área. Não há espaço para choro.
RONY

FEIRA DE SANTANA - BAHIA - OVINOS/CAPRINOS

EM 30/12/2015

Concordo plenamente com Estêvão Domingos.

Esta disputa por preços mínimos é muito antiga, é só examinarmos os textos de economia já veremos logo esta questão ser levantada.

Normalmente aqueles que buscam por proteção são os produtores ineficientes.

Neste caso aqui, a ineficiência da produção está associada justamente ao que o amigo falou, a falta de governança no campo.

Os culpados nem sempre são os produtores, mas o descaso dos órgãos responsáveis que ao invés de mobilizar o campo com educação + condição para o empreendedorismo, fica no jogo de proteção feito pelos sindicatos, que ver na política do dar o peixe em vez de pescar como uma alternativa para seus interesses.    
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/12/2015

Prezado Estevão,



Concordo que o caminho não é buscar subsídio, principalmente pelo fato de que o governo está quebrado, não tem dinheiro.



Você considera os produtores como amadores, mais será que amadorismo não é enfiar a cabeça no buraco e fingir não estar vendo o que está acontecendo? Pense bem, com inflação na casa de 10% ao ano, custos em alta, preço do leite menor que no ano anterior, será que a gente vai aguentar quanto tempo? O produtor mais eficiente vai aguentar quanto tempo até entrar no vermelho? Um ano? Dois anos? Três anos? Veja que não temos nenhuma perspectiva de melhora para 2016, o cenário vai ser de mais resseção, mais desemprego, queda na renda média do trabalhador, o que indica que o ano vai ser pior para o leite.



Mesmo que você me considere amador pelo meu desabafo, eu não poderia deixar passar em branco, pois para mim, ser profissional é antes de tudo ser realista.



Um abraço.
ESTÊVÃO DOMINGOS DE OLIVEIRA

QUIRINÓPOLIS - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/12/2015

Esse caminho de busca de subsídios não é o correto. O produtor de leite deve agir de forma profissional, buscando otimizar sua produção e com a qualidade que o mercado exige. O que tenho observado na maioria das propriedades é um quadro sistemático de completa falta de gestão, não há o mínimo de contabilidade e o produtor não tem noção de seu custo por litro. Os rebanhos são compostos por muitas vacas em idade avançada e muitas fazendas com casos de brucelose ou tuberculose.



Antes de pedir subsídios ao governo (o que implicaria que toda sociedade brasileira teria que contribuir com os produtores de leite) o presidente da Fetag deveria tomar algumas medidas ao meu ver imprescindíveis. Primeiro exigir que toda propriedade rural cadastrada na Fetag executasse o controle zootécnico do rebanho em planilhas de excel , cálculo do custo de produção do leite, balanceamento de dietas e exames de brucelose/tuberculose em todos animais.



Tenho plena convicção que nas fazendas onde isso fosse executado o resultado econômico seria tão espetacular que esses produtores imediatamente deixariam de pedir subsídios do governo.



Então a sociedade não teria que arcar com mais este custo e os produtores que permanecessem na atividade seriam apenas os profissionais. Chega de amadorismo.
DALTRO SANGALI DE SOUZA

LAGOA VERMELHA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/12/2015

Acho que já esta passando da hora de alguém fazer algo . Na minha região 20% abandonaram as suas leitaria vendendo seus animais para pagar contas com agiotas e mercado agropecuária e bancos ( será que é assim que os políticos querem acabar com a evasão no Campo???
SIZENANDO B. ROCHA

IPORÁ - GOIÁS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 23/12/2015

Gostaria de parabenizar O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva e juntamente com a Katia Abreu pelo esforço em razão dos produtores de leite e aproveitando a oportunidade do assunto pediria que olhassem também pelo prazo do pagamento das indústrias ao produtor de leite que aqui coletam 60 dias pra que depois paguem 30 dias, isso quando começam a entregar o leite pra indústria enquanto que no sul entrega-se 15 dias e recebem da indústria, então pedimos que olhem com o mesmo esforço que estão conduzindo o preço mínimo do LT do leite para que mude essa realidade pois evita de muitas empresas lácteas falem que quebrem e deixem de pagar os produtores.